Crítica - Trolls (2016)

Realizado por Mike Mitchell
Com Anna Kendrick, Justin Timberlake, Russell Brand

Por intermédio da Dreamworks Animation, os Trolls, os famosos bonecos dinamarqueses de coleção, entraram na sétima arte. Criados por Thomas Dam em 1959, os Trolls, pela sua natureza adorável e pelas suas feições coloridas, eram, à partida, as perfeitas estrelas de um divertido filme de animação cheio de cor direcionado para toda a família. É certo que este seu produto de estreia em Hollywood tem muita cor e muita música, mas não é o universo de diversão multifacetada que se esperava, daí pairar uma certa desilusão sobre esta obra.
É um razoável filme infantil, mas infelizmente não dirá muito aos mais adultos. Isto deve-se a uma história bastante básica com uma fórmula central sem criatividade. Tal história explora a aventura de dois jovens trolls, Princess Poppy e Branch, que tentam evitar que a sua espécie inteira seja devorada pelos Bergen, um grupo de monstros que apenas podem sentir felicidade se comerem um adorável troll. É verdade que este conceito macabro de um vilão que tem de comer um herói para ser feliz é corajoso, mas acaba por ser a única coisa diferente e arriscada desta obra, onde os clássicos sentimentos e elementos de filmes infantis são abordados e reforçados sem nenhuma criatividade à mistura. É no fundo um filme base sem uma narrativa divertida e diferente.
Para as crianças esta fórmula resulta. A combinação entre cor, música e inocência apela sem problemas ao entretenimento dos mais novos, mas para o resto do público não há muita coisa que alimente a diversão. Um pouco mais de profundidade não teria feito nada mal a este projeto que, embora seja tecnicamente interessante, acaba por ser um produto manifestamente insuficiente ao nível da diversão e interesse.

Crítica - 2 Estrelas em 5

Enviar um comentário

0 Comentários

//]]>