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terça-feira, janeiro 02, 2018

Crítica - Molly's Game (2017)

Realizado por Aaron Sorkin
Com Jessica Chastain, Idris Elba, Kevin Costner

Realizado pelo popular guionista Aaron Sorkin, “Molly’s Game” retrata a história verídica de Molly Bloom, uma esquiadora Olímpica que, durante uma década, organizou os jogos de poker de alto risco mais exclusivos do mundo, até ter sido presa no meio da noite por 17 agentes do FBI equipados com armas automáticas. Entre os seus jogadores encontrava-se aristocracia de Hollywood, estrelas desportivas, titãs do mundo dos negócios e, sem o conhecimento de Molly, a máfia russa.
Esta obra de estreia de Sorkin na direção ilustra o seu metodismo. Trata-se de um drama competente, bem estruturado e equilibrado que nos conta com pormenor e qualidade uma história real que, contada por outrem, seria muito menos espetacular. É certo que esta é interessante, mas não é propriamente uma história fortíssima, intemporal ou memorável. Num plano simplista pode-se até dizer que se trata da simples história de uma mulher que arranjou uma forma de ganhar muito dinheiro de forma ilegal, tendo acabado por perdê-lo todo quando se envolveu com a justiça. Não se pode dizer que seja, por isso, uma história de vida única.


Tal como a sua base verídica, "Molly's Game" é um bom filme mas também não é memorável. No entanto, Sorkin consegue dar o ímpeto dramático necessário à história para esta produzir um filme bem acima da média. É no fundo Sorkin que torna a história de Molly em algo especial. Na verdade pode-se dizer que é Sorkin em colaboração com Jessica Chastain. Sim, porque Chastain tem aqui um papel de luxo que exibe toda a qualidade desta talentosa atriz a quem Hollywood já deve há muito um dos grandes prémios da indústria. A sua prestação neste drama é só mais um exemplo de luxo. A colaboração entre Sorkin e Chastain é, por isso, uma mais valia e representa toda a qualidade desta cinebiografia. A verdadeira Molly bem pode agradecer a Hollywood o facto de a sua história ter sido transposta para o grande ecrã por uma grande mente como Sorkin. Um criador como poucos em Hollywood, já que há poucos que têm tão bom gosto e sabem aproveitar o melhor que cada história tem para oferecer, mesmo tratando-se de uma história mais ao estilo dos tabloides Se não fosse por Sorkin ou Chastain, "Molly's Game" nunca sequer teria chegado à época de prémios...
Só um pequeno aparte para os mais curiosos! O Player X, interpretado por Michael Cera, é, segundo Sorkin, uma personagem fictícia que representa os Atores de Hollywood que participavam nos jogos de poker. No livro autobiográfico de Molly, os atores Leonardo DiCaprio, Ben Affleck ou Tobey Maguire são mencionados como presenças habituais nos jogos e pode-se presumir que todos eles serviram de inspiração para a personagem. 

Classificação - 3,5 Estrelas em 5

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