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sexta-feira, abril 27, 2018

Crítica - Murder on The Orient Express (2017)

Realizado por Kenneth Branagh
Com Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Penélope Cruz

Serão poucos aqueles que nunca ouviram falar de "Um Crime no Expresso Oriente", o mais mediativo policial bestseller de Agatha Christie, a Rainha dos Policiais. Este livro já foi alvo de inúmeras interpretações e adaptações, quer para o cinema, quer para o teatro e televisão. O que é certo é que a popularidade desta obra rendeu múltiplos projetos ao longo das décadas, mas até 2017 só tinha sido produzido uma adaptação cinematográfica fiel ao livro, adaptação essa que foi lançada em 1974 e realizada por Sidney Lumet. Mais de quarenta anos após a estreia desta primeira adaptação, a 20th Century Fox e Kenneth Branagh decidiram trazer esre famoso bestseller para o Século XXI com uma nova adaptação muito mais estilosa e mediática, mas muito menos intensa que o clássico filme de 74.
A história quase todos já conhecem e tem como protagonista o ilustre detective Hercule Poirot, um ícone da mente de Christie, cuja fama só rivaliza com a da famosa Miss Marple. Na história de "Um Crime no Expresso Oriente" encontramos Poirot numa viagem de regresso à sua casa em Londres a bordo do luxuosos Expresso do Oriente. Entre os seus companheiros de viagem encontramos uma eclética mistura de personalidades incluindo um Conde e uma Condessa, um Milionário, um Aristocrata Russo e os seus pouco satisfeitos criados. Quando o comboio pára subitamente devido a uma avalanche de neve ficando bloqueado durante a noite, um corpo é descoberto na carruagem a seguir à de Poirot. A viagem transforma-se numa caçada para descobrir o assassino que ainda se deve encontrar a bordo. Os passageiros vão ser interrogados por Poirot, revelando obscuros e sinistros segredos. 
Embora a base da história seja semelhante em ambos os filmes, a versão de 1974, embora conte com uma menor imponência visual e um elenco menos mediático e talentoso, acaba por desenvolver o misterioso enredo com uma maior dose de tensão, emoção e carácter. É certo que o filme tem muito menos impacto quando já sabemos de antemão como vai acabar e, infelizmente, este acaba por ser um ponto negativo de adaptar fielmente para o cinema um dos livros mais conhecidos do mundo. Mas ainda assim, "Murder on The Orient Express" poderia contar a história de uma forma mais dinâmica, mas ao presumir que todos já a conhecem e ao focar a sua atenção no impacto visual e no seu protagonista, acaba por perder impacto. Teria sido interessante explorar a história secundária que, no final, explica o mistério. E também teria sido interessante explorar, com sagacidade, a polémica personalidade de Poirot, mas ao focar-se em demasia em questões levianas, esta adaptação acaba por reforçar atenções desnecessárias. 

Classificação - 2 Estrelas em 5

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