Crítica - Morgan (2016)

Realizado por Luke Scott
Com Kate Mara, Anya Taylor-Joy, Toby Jones


Embora seja uma produção de Ridley Scott, “Morgan” passou despercebido em 2016 quando estreou nos Estados Unidos. Esta obra sci-fi acabou por não alcançar grande sucesso no território norte-americano e teve, também, uma distribuição internacional muito limitada. Não é de estranhar, já que não estamos perante um filme acima da media, no entanto, existem ainda bons momentos e ideias dentro deste projeto que merecem ser realçadas. O grande problema é que tais pontos positivos perdem-se num conjunto com nobres intenções, mas com uma concretização medíocre. 


A sua história acompanha a missão de Boyd Holbrook (Kate Mara), uma jovem séria que trabalha para uma grande empresa que a incumbe de decidir o futuro de um humano artificial criado para fins militares, mas que tem vindo a criar problemas. Esta trama tinha potencial para ser transformada num produto final melhor. Embora tenha tido a oportunidade de explorar com mais pormenor, abertura e complexidade a intrigante Morgan e todas as questões genéticas e psicológicas da sua criação, este thriller sci-fi prende-se demasiado ao básico e peca em proporcionar ao espectador alguma surpresa ou fortes momentos de profundidade dramática. É uma obra intelectualmente e dramáticamente estanque, sendo que só a sua reta final é que nos proporciona alguma ação, tensão e drama. Até então revela-se um produto que vai prometendo muito, mas que nunca concretiza, chegando mesmo a tornar-se enfadonho, confuso e até irrelevante em certas alturas. 
Há que dar crédito onde é devido, já que as suas intenções parecem estar surpreendentemente no lugar certo, mas precisavam de mais faísca e de um desenvolvimento mais profundo para resultar. É claro que se destacam, ainda assim, alguns momentos particularmente cativantes, sendo que a maior parte deles estão na já referida reta final. Um outro destaque é o seu elenco estrelar liderado por uma competente Kate Mara que assume, praticamente na perfeição a linguagem robótica da sua enigmática personagem. A grande desilusão neste campo foi a apática Rosie Leslie, mas também a jovem Anya Taylor-Joy que, ao contrário de Mara, não convenceu com a sua interpretação fria e robótica de Morgan.

Classificação - 2 Estrelas em 5

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