Crítica - The Nun (2018)


Realizado por Corin Hardy 
Com Demian Bichir, Taissa Farmiga, Lili Bordán

Após muita expectativa, "The Nun", a nova entrega da saga "The Conjuring", chegou aos cinemas. Esta spin-off partiu da necessidade de explorar o passado de um dos vilões mais enigmáticos da saga que aparece nas sombras em "The Conjuring 2" e "Annabelle 2", vilão esse que tinha potencial para render o filme mais assustador da saga até hoje. O que é certo é que a Freira Maldita, que na verdade é um demónio chamado Valak, não tem aqui um filme de terror à sua medida. Embora não seja um desastre, confesso que esperava bem mais, não só pelas expectativas e pelo hype que o rodearam, mas sobretudo pela qualidade do seu elenco, equipa técnica e base criativa!
A sua trama desenrola-se então uns antes antes dos eventos de "Annabelle 2" e leva-nos até um Mosteiro na Roménia, onde as freiras residentes são assombradas por uma entidade maligna. Cabe a um grupo de especialistas do Vaticano investigarem este curioso caso que, ao colocarem-se no centro do furacão, descobrem um segredo profano e um inimigo terrível.
Ao vermos "The Nun" e ao conhecermos o passado de "The Conjuring" e, em particular, a forma como Valak foi apresentado em "Annabelle" concluímos muito rapidamente que os seus produtores não quiseram fazer um grande filme com todos os ingredientes de qualidade que tinham, tendo optado por fazer uma produção de terror unicamente vocacionado para o campo comercial. E embora seja o típico filme que agradará aos jovens adultos / adolescentes, não é de todo um filme que agradará ao  público alvo do género



Ao apostar num argumento repleto de clichés, personagens com défices graves de inteligência e, acima de tudo, ao promover, quase em exclusivo, sustos fáceis que assentam  em elementos previsíveis de terror e tensão que são acompanhados por uma banda sonora omnisciente e estridente, "The Nun" fica muito longe do nível elegante e surpreende de terror que, por exemplo, "The Conjuring" apresenta. Mesmo em comparação com o igualmente comercial "Annabelle 2. Creation", "The Nun" evidencia um maior nível de estupidez cinematográfica, ou seja, uma aposta exagerada numa trama inconsequente que conta com vários clichés para são a única fonte de sustos e tensão. Um exemplo? Basta olhar para a descrição da premissa, ou seja, estamos perante um filme que se desenrola num sombrio Mosteiro na Roménia que é assombrado por um Demónio que enfrentará uma força do Vaticano! Um maior cliché que esta base seria impossível!
Pondo de parte os diálogos preguiçosos, a falta de suspense e a completa ausência de sequências de terror capazes de provocar ataques cardíacos, "The Nun tem, ainda assim, alguns pontos positivos. Por um lado, destaco o seu elenco. E neste ponto reforço a presença de Taissa Farmiga que nos surpreende e não fica nada atrás da performance da sua irmã, Vera Farmiga, em "The Conjuring". Esta produção tem também um look muito competente e foi este look que ajudou a criar muito do hype que rodeou a sua estreia. É difícil apontar falhas à estética presente, nomeadamente à caracterização da Freira/ Valak ou à decoração dos cenários arrepiantes. É por isso ainda mais complicado de compreender como é que, perante estes bons sinais, "The Nun" consegue desiludir assim tanto no plano que verdadeiramente interessa, ou seja, o terror!
Resumindo, "The Nun" está longe de ser o pior filme de terror do ano, mas é sem dúvida o pior da saga! Esperava-se muito mais e, apesar de não poder classificá-lo como aborrecido, tem, sem dúvida, um grande défice de criatividade, suspense, objetividade e até ação. O temível Valak merecia melhor.

Classificação - 2 Estrelas em 5

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