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quinta-feira, outubro 11, 2018

Crítica - Assim Nasce Uma Estrela (2018)

Realizado por Bradley Cooper
Com Lady Gaga, Bradley Cooper, Sam Elliott

A história cinematográfica de "Assim Nasce uma Estrela"/ “A Star is Born” começa em 1937, porque foi neste ano que estreou a primeira versão do filme realizada por  William A. Wellman. Este clássico tornou-se num filme de culto e numa referência aos dramas românticos, tendo dado origem, posteriormente, a dois remakes  (um deles protagonizado por Judy Garland) que aproveitavam a base do filme original, ou seja, a história de uma aspirante artista que, com a ajuda de um astro em decadência, consegue encontrar o amor e o estrelato. 
O terceiro remake começou a ser planeado em 2011 e, sete anos depois, acabou por chegar às salas de cinema, mas sem antes passar por um tumultuoso processo de pré-produção. Inicialmente, Clint Eastwood assumiu a direção do projeto, tendo ficado para Beyoncé o papel de protagonista feminina. Para o seu par romântico foram considerados astros como Christian Bale, Leonardo DiCaprio, Tom Cruise, Johnny Depp e Will Smith, mas nenhum foi oficialmente confirmado porque, em 2012, Beyoncé desistiu do projeto e levou ao seu adiamento por tempo indeterminado. Todos pensaram que a saída de Beyoncé e, posteriormente, a saída de Eastwood tinham representado o prego final no caixão deste remake que, pelos vistos, parecia condenado ao fracasso mesmo que chegasse a avançar. O que é certo é que os seus produtores nunca perderam fé nele e superaram os problema iniciais e conseguiram mesmo tirar o filme do papel, desta vez sob o comando de Bradley Cooper e com Lady Gaga como protagonista. 
Foi uma aposta de risco entregar a direção de "Assim Nasce uma Estrela" a Cooper que, embora seja um ator com experiência, nunca tinha realizado uma longa metragem, mas o que é certo é que a aposta revelou-se acertada. Posso mesmo arriscar dizer que Eastwood não tinha conseguido fazer o que Cooper fez, nem teria conseguido criar um filme com este ímpeto! Também a saída de Beyoncé foi uma bênção. Pode parecer estranho atendendo à sua popularidade e evidente talento musical, mas suspeito que a presença de Beyoncé teria levado este filme para caminhos bem menos impactantes. O casting de Lady Gaga pode até ter-se relevado estranho na altura, mas esta sempre extravagante mas altamente talentosa Estrela da Pop calou todos os críticos com a sua performance. 


Britney Spears, Mariah Carey, Madonna, Beyoncé, Barbra Streisand, Jennifer Lopez, Christina Aguilera ou Cher. Todas estas divas da música tentaram a sua sorte em Hollywood a determinada altura, umas com mais sucesso que outras, mas a história de Lady Gaga só se poderá comparar, porventura, à de Whitney Houston que também na sua estreia cinematográfica deslumbrou o mundo em “The Bodyguard”. E deslumbrar é precisamente o que Gaga faz em "Assim Nasce uma Estrela". Tinha muitas dúvidas sobre o que Gaga poderia fazer neste drama, mas todas as dúvidas são agora ridículas, porque ela encanta num papel feito à sua medida e num filme que puxa por ela, quer musicalmente, quer dramaticamente. 
É a estrela de êxitos como “Just Dance” ou “Bad Romance” que torna este remake tão especial e no melhor produto "A Star is Born" entre os já lançados. A sua nomeação ao Óscar de Melhor Atriz Principal parece garantida e "Assim Nasce uma Estrela" parece também ter garantida uma nomeação aos Óscares de Melhor Filme e Canção Original (a canção original “Shallow” é simplesmente de chorar por mais, mas há mais canções de qualidade ao longo do filme). Até arrisco dizer que Gaga supera a performance de Garland no seu remake. O que há portanto de negativo a apontar-lhe? Na minha perspectiva muito pouco, mas o seu calcanhar de Aquiles é mesmo o seu argumento. Embora Cooper e Gaga superem em larga escala as expectativas em redor da sua presença, não se pode dizer que o seu argumento brilhe tanto como os seus respetivos desempenhos. É certo que tendo em conta que estamos a falar de um terceiro remake de um original de 1937, a história apresentada ate é o mais cativante, refrescante e intensa possível. É uma boa história romântica com boas nuances musicais e dramáticas que são maravilhosamente transposta para o grande ecrã, mas devido ao seu estilo e características resvala muitas vezes para o cliché, aliás o twist final, para além de ser muito denunciado, acaba por ser introduzido e desenvolvido de uma forma bastante básica. Neste aspeto poderiam ter-se corrido mais riscos e, aí sim, o nível global deste drama musical poderia corresponder à estrondosa performance de Lady Gaga. A verdadeira estrela!

Classificação - 4 Estrelas em 5

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