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sexta-feira, dezembro 14, 2018

Crítica - Bird Box (2018)


Realizado por Susanne Bier
Com Sandra Bullock, Sarah Paulson, John Malkovich

Entre as grandes produções que a Netflix tinha planeado para 2018, “Bird Box” era das que mais expectativa reunia junto do grande público e da crítica especializada. Tanto é que uma candidatura aos Óscares chegou mesmo a ser ponderada, mas acredito que dificilmente a Netflix investirá numa candidatura que não seja direcionada a categorias mais técnicas. 
Estamos perante um thriller apocalíptico (que diga-se desde já é minimamente competente), onde a experiente Sandra Bullock interpreta Malorie, uma artista que nem sempre teve um forte sentido de responsabilidade. Tudo muda quando vê-se no epicentro de um evento apocalíptico provocado por misteriosas criaturas que, com os seus poderes, conseguem obrigar os Humanos a suicidarem-se. A Humanidade é praticamente dizimada por esta praga, mas Malorie sobrevive, juntamente com os seus dois filhos. Ela lutará agora por encontrar um novo lar para viverem em tranquilidade e não tenham que enfrentar os perigosos monstros que ainda os atormentam.
No que a filmes apocalípticos diz respeito, “Bird Box” apresenta alguns pontos positivo. É certo que não é um filme tão marcante como o livro da autoria de Josh Malerman em que é inspirado, mas resulta em alguns campos. Na sua parte final, “Bird Box” revela-se um emocionante drama família. A sua conclusão é pautada por uma série de sequências pautadas por drama e repletas de tensão que exploram ligações, laços e parâmetros familiares muito interessantes. Previamente, “Bird Box” foca-se mais num contexto de sobrevivência e no desenvolvimento de uma dinâmica de grupo perante um cenário caótico. E neste campo acaba por não ser tão pujante ou competente como na forma como, no final, explora os complexos contornos da relação entre a protagonista e os seus filhos. É nesta parte final que a jornada da protagonista, que percebe-se que foi sempre de autodescoberta, ganha um significado mais profundo que vai além do género apocalíptico. 
É porque como um thriller apocalíptico “Bird Box” acaba por ter um aproveitamento algo insatisfatório, especialmente quando comparado com outros filmes mais dinâmicos, como por exemplo o aclamado “A Quiet Place”. E embora a conclusão seja pautada por um certo nível de ação e tensão relativamente à interação entre humanos e monstros, estes sentimentos acabam por estar um pouco ausente do resto do filme. Não é portanto um filme “in your face", mas também acaba por não ser tão cerebral como poderia ter sido. O que se ressalva de francamente positivo no argumento (e peço desculpa por repetir novamente) é, claramente, uma conclusão muito bem montada que dá um outro alento ao produto final. 

Classificação - 3 Estrelas em 5

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