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quinta-feira, março 14, 2019

Crítica - Dumplin (2018)

Realizado por Anne Fletcher
Com Danielle Macdonald, Jennifer Aniston

Ao ritmo de várias sonoridades de Dolly Parton, a icónica cantora country norte-americana que até compôs uma Música Original para o filme (que, por pouco, não chegou aos Óscares), “Dumplin” conta-nos uma história simples e positiva sobre a aceitação pessoal e corporal. Trata-se de uma comédia dramática que nos envolve em sentimentos positivistas e que se enquadra, facilmente, na categoria de “feel good movie”. E embora não a revolucione nem lhe acrescente nada de novo, tem muitas coisas especiais e apelativas para oferecer ao espectador.
“Dumplin” explora a história de Willowdean (Danielle Macdonald), conhecida por Dumplin, é a obesa filha adolescente de uma Ex-Vencedora de concursos de beleza (Jennifer Aniston) de uma pequena cidade no Texas, com quem sempre teve uma relação difícil. O grande apoio na sua vida sempre foi a sua Tia, mas após esta morrer, Dumplin entra numa espécie de depressão onde os seus únicos apoios reais são a sua amiga de infância e as músicas da cantora country Dolly Parton que Dumplin idolatra. Para protestar contra os Ideais Estereotipados de Beleza da Cidade, mas também para protestar contra a atitude da sua mãe e honrar a corajosa memória da sua tia, Dumplin decide concorrer à Miss Teen Bluebonnet. O gesto de Dumplin’ ganha vários adeptos e outras concorrentes seguem os seus passos, revolucionando o histórico concurso de beleza da terra e, aquilo que começa como uma provocação torna-se numa lição de vida.
Embora não seja alheio a clichés, “Dumplin” assenta num argumento decente e bonito, onde dramas familiares, pessoais, corporais e culturais vão tendo o seu espaço e vão sendo abordados com grande tato e emotividade. Embora seja simples, é também uma obra muito produtiva. As mensagens que passa são coerentes e delicadas, mas acima de tudo são rodeadas por elementos de elevada qualidade.
Iniciamos este texto a falar da banda sonora movida pelas sonoridades de Dolly Parton e esta coletânea é bem capaz de ser um dos melhores elementos do filme. Parton é uma artista de alto nível com um estilo muito próprio e próximo à Cultura Americana. O estilo country e vintage de Parton enquadra-se perfeitamente no Ambiente Texano do filme, mas também nos dramas de Dumplin e nas suas Experiências! A canção original que Parton compôs e protagoniza para o filme também é de grande qualidade e acaba por ser o hino perfeito para o filme.
Um outro grande ponto de destaque é o elenco. A veterana Jennifer Aniston surge, aqui, num papel secundário mas muito exigente onde consegue ter uma performance bastante positiva, algo que já não acontecia desde a sua participação no drama “Cake”.  O registo dramático assenta-lhe bem e, apesar de as comédias românticas serem o seu porto seguro, o que é certo é que são os papéis mais exigentes, como o que assume em “Dumplin”, que ajudam a explicar a sua presença na Alta Roda de Hollywood durante tantos anos. Mas a grande estrela de “Dumpin” é mesmo a jovem Danielle Macdonald. A sua performance é muito convincente e natural, sendo que a sua inerte doçura ajuda a tornar a sua personagem e o próprio filme numa experiência doce! E este é mesmo  o melhor adjetivo para descrever não só a performance de Macdonald, mas também o próprio filme. Uma agradável surpresa que, pese embora a sua clara simplicidade, pode gerar uma boa experiência cinematográfica. 

Classificação - 3 Estrelas em 5

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