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Crítica - Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga (2020)

Crítica - Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga (2020)
Primeiro Trailer Completo de Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga! Estreia em Junho na Netflix

Realizado por David Dobkin
Com Will Ferrell, Rachel McAdams, Demi Lovato

Devido à Pandemia Covid-19, a edição de 2020 do Festival Eurovision - Festival Europeu da Canção foi cancelada. Todos os anos desde 1956, o Festival Eurovision move multidões, junta nações no mesmo palco e promove um espírito musical competitivo fascinante na Europa. A popularidade do festival já cruzou fronteiras e, nos últimos anos, a Austrália tem sido autorizada a participar devido à enorme popularidade que o concurso tem vindo a conquistar no país. Também Israel participa recorrentemente no festival e, num passado recente, a Turquia também era uma assíduo participante do certame. O festival também é popular noutras partes do mundo, como na África do Sul, no Canadá e até mesmo nos Estados Unidos da América, onde tem uma verdadeira legião de fãs de culto.
Foi devido à surpreendente popularidade do  Festival Eurovision nos Estados Unidos que o humorista e ator Will Ferrell se interessou pelo mesmo e, em 2018, decidiu assistir presencialmente a uma das suas edições. E curiosamente foi no ano em que Portugal organizou o festival após a vitória de Salvador Sobral. Nesse ano, Ferrell esteve nos bastidores e conversou com múltiplos artistas e, claro está, com a organização do festival para compreender como poderia transformar a extravagância e a popularidade que rodeiam o certame num filme que apele a um público global. Certo é que Ferrell saiu de Lisboa com um plano na cabeça e, um ano mais tarde, quando o festival se realizou em Israel,  Ferrell voltou a marcar presença. Mas desta vez, Ferrell veio acompanhado por uma grande equipa de produção que lhe permitiu aproveitar o ambiente real do festival para filmar várias sequências que, agora, aparecem no produto final. Por esta altura o plano já estava definido e o mesmo já tinha todo o apoio da Netflix, a detentora dos direitos de transmissão do  Festival Eurovision nos Estados Unidos e que, desde cedo, se mostrou interessada em apoiar um filme sobre o famoso festival. 
Dois meses após a data em que se deveria realizar o  Festival Eurovision 2020 em Roterdão na Holanda, a Netflix disponibiliza finalmente o projeto que Ferrell estava a desenvolver há dois anos e que espelha na sua plenitude a excentricidade do certame. Embora seja descrito como uma paródia,  "Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga" respeita a popularidade do concurso e aproveita algumas das suas peculiaridades para criar humor e para reforçar o porquê do  Festival Eurovision ser tão popular em todo o mundo. Esta comédia contou, aliás, como apoio da organização do  Festival Eurovision e com a participação de muitas caras conhecidas ligadas ao festival, como o famoso jornalista britânico Graham Norton que tem sido a voz do festival no Reino Unido. Como não poderia deixar de ser o filme conta ainda com a participação de vários artistas que fizeram história no  festival, como Salvador Sobral (Vencedor por Portugal em 2017), Netta (Vencedora por Israel em 2018), John Lundvik (Concorrente da Suécia em 2019), Anna Odobescu (Concorrente da Moldávia em 2019), Bilal Hassani (Concorrente da França em 2019), Loreen (Vencedora pela Suécia em 2012), Jessy Matador (Concorrente da França em 2012), Alexander Rybak (Vencedor pela Noruega em 2019 e participante em 2018), Jamala (Vencedora pela Ucrânia em 2016), Elina Netsajeva (Concorrente da Estónia em 2018), Conchita Wurst (Vencedora pela Áustria em 2014) e, claro está, os Abba (Vencedores pela Suécia em 1974) que, embora não apareçam fisicamente no filme, são várias vezes referenciados, porque são, até ao dia de hoje, a banda com mais sucesso do Festival Eurovision. Houve também tempo para recordar algumas das músicas vencedoras, mas claro que neste ponto o grande destaque é a presença de "Amar Pelos Dois", de Salvador Sobral, que teve direito a uma sequência própria que foi filmada nos belos jardins de Edimburgo!





O filme propriamente dito segue a jornada eurovisiva de Lars Erickssong (Will Ferrel) e Sigrit Ericksdottir (Rachel McAdams), dois cantores islandeses que vão representar o seu país na Eurovisão e que não são de todo considerados favoritos à vitória final, sendo até odiados no seu país Natal! A história propriamente dita não tem muito que se lhe diga, até porque contém os típicos ingredientes de uma clássica comédia romântica banal que explora a relação de dois bons amigos que, no final do dia, apercebem-se que se amam e que estão destinados a ficar juntos. Os subterfúgios românticos e dramáticos de "Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga" são portanto bastante banais e desinteressantes.  É difícil encontrar algum valor, imaginação ou interesse na saga romântica que envolve Lars e Sigrit, sendo por isso um filme bastante banal e até abaixo da média neste ponto em específico.
O que há de valor e de interesse neste projeto é mesmo aquilo que lhe confere uma alma extravagante e um toque de diferença e irreverencia, ou seja, a presença direta e indireta do Festival Eurovision. Não é o romance do par principal ou as iterações deste par com outras personagens secundárias que elevam o valor do filme, muito pelo contrário, o que o torna um filme que merece uma visualização é precisamente esta ligação quase mágica com a Eurovisão! É certo que quem não gosta do festival também não encontrará grande valore estes espectadores devem evitar ao máximo este filme porque, sinceramente, não encontrarão grande motivo de interesse. Mas se é fã da Eurovisão então vai conseguir ignorar as óbvias falências narrativas e vai conseguir mergulhar num filme que retrata, em pleno, a extravagância e a popularidade deste concurso musical que, todos os anos prende a atenção de milhões de pessoas em todo o mundo.
Um bom exemplo da forma brilhante como o filme se aproximou do festival é, talvez, o momento musical que reúne várias estrelas eurovisivas e que, sem dúvida alguma, capta a essência de união, magia e criatividade que molda o Festival Eurovision. Pode parecer estanho que tenha sido um norte-americano como Will Ferrell a avançar com este projeto, mas Ferrell soube respeitar a sua base criativa e pode-se até dizer que entrou verdadeiramente no espírito eurovisivo e respeitou-o sem o parodiar em demasia, tanto é que até cantou com a sua própria voz as suas pequenas partes musicas. Rachel McAdams pode não ter contribuído com a sua própria voz para as músicas dos Fire Saga, mas contribui claramente com o seu talento. Ferrell contribuiu com a sua alma de artista e humorista, mas McAdams contribuiu com o seu talento que sobressai em qualquer ocasião, até mesmo numa comédia banal onde promove um terrível sotaque nórdico.

Classificação - 3 Estrelas em 5

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