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Entrevista a Zaida Bergroth, Ilustre e Promissora Cineasta Finlandesa Responsável por Tove, Candidato da Finlândia aos Óscares em 2021

 entrevistamos vários cineastas Europeus que, em 2021, estarão na corrida ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, mas hoje entrevistamos a primeira representante do Cinema Nórdico/ Escandinavo que, como se sabe, é uma das indústrias do cinema com maior crescimento da Europa e no Mundo. Foi uma honra conversar com Zaida Bergroth, uma cineasta finlandesa responsável por "Tove", o candidato da Finlândia ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2021. Este não é, no entanto, o seu primeiro filme de grande relevo internacional, já que a carreira de Zaida Bergroth é rica em filmes de qualidade e de grande presença internacional. Falamos com esta talentosa cineasta sobre o seu processo criativo relativamente a "Tove", mas também exploramos as suas origens e a sua grande carreira.

We've already interviewed several European filmmakers who, in 2021, are in the running for the Oscar for Best Foreign Language Film, but today we interviewed the first representative of Nordic / Scandinavian Cinema who, as we know, is one of the fastest growing cinema industries in Europe and the World . It was an honor to chat with Zaida Bergroth, a Finnish filmmaker responsible for "Tove", Finland's Oscar nominee for Best Foreign Language Film in 2021. This is not, however, her  first major international film. Zaida Bergroth's career is rich in quality films and has a large international presence. We've talked to this talented filmmaker about her creative process in relation to "Tove", but we also explored her origins and her amazing career so far.


Entrevista a Zaida Bergroth, Ilustre e Promissora Cineasta Finlandesa Responsável por Tove, Candidato da Finlândia aos Óscares em 2021

"Tove" centres on the life of Tove Jansson, showing both her personal relationships, and the creation of the popular Moomin books. 


PC – Antes de falarmos sobre o seu mais recente projeto gostaria de começar por lhe perguntar como se envolveu nesta indústria? O que a levou a se tornar realizadora?/ Before we discuss your latest film, I would love to know how you got involved in the film industry? What drove you to pursue a career in film?


Zaida Bergroth - Para mim sempre existiu um certo tipo de magia no cinema. Sempre gostei de contos de fadas e mundos imaginários. A minha mãe mostrou-me a mim e à minha irmã muitos filmes quando éramos bem pequenas e eu vi todos os clássicos. Lembro-me de ver "Psycho", onde se as coisas ficassem muito assustadoras, a minha mãe parava a cassete e nos explicava como há toda uma equipa de filmagem por detrás do que víamos - o homem do som, o assistente de câmara e assim por diante E como aquela casa de banho (onde a protagonista é assassinada) não era uma casa de banho real, já que tinha sido construída num estúdio de cinema. Lembro-me de como isso parecia intrigante e maravilhoso - todos esses profissionais a construir ilusões para nós. Essa revelação ficou comigo para a vida e achei toda a idea ótima.

Aos 15 anos recebi de prenda uma câmara de filmar. Desde então que a levo para todo o lado e filmei tudo o que estava à frente da minha câmara, como festas, natal em família, shows de escola. Por isso a minha primeira opção foi seguir uma carreira de cineasta. E depois do secundário estudei numa escola de cinema em Praga por um ano e, durante esse ano, comecei a sentir uma forte necessidade de contar as minhas próprias histórias. Depois desse ano, entrei na Universidade de Arte e Design de Helsínquia e comecei os meus estudos em realização

There’s always been a certain kind of magic to filmmaking. I’ve always had a love for fairytales and imaginary worlds. My mother showed me and my older sister a lot of films already when we were quite young, and I saw all the classics. I remember seeing Psycho, where if things got too scary my mother would stop the tape and explain to us how there’s this whole film crew just outside the frame - the sound guy, the camera-assistant, the clapper girl and so on. And how it wasn’t ”a real bathroom, it was built in a film studio”. I remember how intriguing and wonderful that felt - all these professionals are carefully building illusions for us. That revelation stayed with me, I thought it was great.

When I turned 15 I got a videocamera as a present. Since then I carried it with me and shot whatever was in front of my camera, parties, family christmases, band gigs. My first idea was to pursue a career as a cinematographer. After high school I studied in a film school in Prague for a year, and during that year I started to feel a strong need to tell my own stories. After that year I got into University of Art and Design in Helsinki and started my studies in the directing department.

PC – Quais são as suas principais inspirações e influências, não só no Cinema Finlandês, mas também em toda a industria mundial?/  What are your main inspirations and influences in Finnish cinema, but also in the worldwide film industry scenario? 


Zaida Bergroth - Os cineastas finlandeses que primeiro vêm à cabeça são Pirjo Honkasalo e Aki Kaurismäki. Admiro muito o trabalho de ambos. Mas foram os clássicos que vi quando era criança que se tornaram numa grande inspiração: eu ainda adoro Wilder (Sunset Boulevard é ainda um dos favoritos de todos os tempos, assim como Some Like It Hot - Marilyn Monroe foi uma grande influência para mim enquanto crescia). Também não me poderia cansar de nomes como Hitchcock ou Kurosawa. O mestre sueco Ingmar Bergman talvez tenha sido o mais influente para mim. "Fanny and Alexander" é um filme muito importante para mim - quando eu o vi pela primeira vez quando criança, pensei como era estranho e maravilhoso como um homem mais velho poderia entender os sentimentos e especialmente os medos de uma criança tão incrivelmente bem.

Os realizadores que são mais significativos para mim hoje em dia são talvez Andrea Arnold, Lynne Ramsay, Lucrecia Martel, Debra Granik. São cineastas ousados ​​e únicos. Penso neles quando sinto que preciso de incentivo.


Well the Finnish filmmakers that first come to mind, are Pirjo Honkasalo and Aki Kaurismäki. I admire their work a lot. Also the classics I watched as a child have been a big inspiration: I still love Wilder (Sunset Boulevard is an all-time favourite, as well as Some Like It Hot - Marilyn Monroe was a big thing for me growing up), I couldn’t get enough of Hitchcock or Kurosawa. The Swedish master Ingmar Bergman has maybe been the most influential one: Fanny and Alexander is a very important film to me - when I saw it for the first time as a child myself I thought how strange and wonderful it was how an older man could understand the feelings and especially the fears of a child so incredibly well.

The film directors who are the most meaningful to me now are maybe Andrea Arnold, Lynne Ramsay, Lucrecia Martel, Debra Granik. Unique, bold filmmakers. I think of them when I feel I need encouragement.


PC - Tem realizado alguns projetos muito interessantes nos últimos anos e, por isso, permita-me dizer que acredito que é uma das cineastas finlandesas mais talentosos da sua geração. Mesmo que a maioria dos seus filmes não tenha tido uma distribuição muito grande nos Estados Unidos ou no Sul da Europa, devo dizer que gostei muito de "Miami" e "Maria's Paradise" que foram exibidos no Festival de Cinema de Toronto. Como descreve a sua carreira até agora nas suas próprias palavras?/ You’ve been directing some very interesting projects for the past years and, for that reason, allow me to say that I believe you are one of the most talented Finnish directors of  your generation. Even thought most of them didn’t had a very large distribution in the US or the South of Europe, I must say I quite enjoyed both “Miami”  and “Maria's Paradise” that were both showcased at Toronto Film Festival. How do you describe your career so far in your own words?


Zaida Bergroth - Obrigado! Na escola de cinema não cheguei a  encontrar o meu lugar. Era uma aluna medíocre e não conseguia encontrar as minhas histórias. Mas então, para o meu trabalho de final de curso, arrisquei e escrevi o meu próprio argumento. Chamava-se "Glass Jaw" e era sobre uma pugilista que vivia com a mãe e a irmã mais nova. Este filme parecia importante e pessoal. E tive sorte, já que ele obteve algum reconhecimento e alguns financiadores na Finlândia acabaram por chegar até mim devido a este projeto. Isto deu-me a oportunidade de fazer outra curta-metragem (chamado "Heavy Metal", sobre o único fã de heavy metal numa pequena vila), e depois chegou a minha primeira longa-metragem, "Last Cowboy Standing", baseado numa peça que eu adorei. Depois disso fiz mais quatro longas-metragens e algumas curtas-metragens. Um projeto sempre leva ao próximo. Na escola de cinema sempre fomos alertados de que as coisas vão ficar difíceis no ”mundo real”, mas para mim tem sido o contrário. Só depois de terminar os meus estudos é que consegui fazer as coisas que realmente quero fazer

Todas as longas-metragens que fiz têm algumas coisas em comum - os personagens são muito importantes para mim, a maioria dos filmes que fiz poderiam ser chamados de estudos de personagens - mas o que também gosto muito é que tive a hipótese de brincar com diferentes géneros. A minha segunda longa-metragem, "The Good Son", foi um drama com elementos de suspense, já "Miami" é a história de duas irmãs dançarinas, novamente um drama inclinado para um suspense. "Maria’s Paradise" conta a história de uma jovem Salomé num culto religioso nos anos 20. É um drama guiado por personagens com elementos de terror e, agora, fiz um filme biográfico da amada artista Tove Jansson.

Estou sempre à procura de algo que me inspire, que me excite e suscite dúvidas. Tem de  haver algo complicado e difícil neste processo, algo que me ocupe para que eu possa realmente passar anos com o projeto.  Gosto de áreas cinzentas. E sempre há algo pessoal nos projetos que me deixam entusiasmado, algum problema com o qual estou a lidar. Também tento encontrar coisas novas, ir mais longe, e não me repetir muito.

O meu primeiro filme, "Last Cowboy Standing", ganhou o prémio de melhor filme de estreia no Pusan ​​International Film Festival e, desde o meu segundo filme, tive a sorte de ter todos os meus filmes serem exibidos no Festival Internacional de Cinema de Toronto. Encontrar novos públicos para o teu filme, especialmente vindo de um país menor como a Finlândia, é muito importante e Toronto desempenhou um papel importante para que todos os meus filmes tivessem uma distribuição mais ampla.


Thank you! Hmm... My career as a film director.... In film school I did not really find my place. I was a mediocre directing student, and could not find my stories. But then for my graduation work I took a risk and wrote my own screenplay. It was called "Glass Jaw", about a boxer girl living with her mother and little sister. This film felt important and personal, and I was lucky that it got some recognition and the financiers in Finland took note of me. This gave me the opportunity to do another short film (called "Heavy Metal", about the only heavy metal fan in a small village), and later my first feature, "Last Cowboy Standing", based on a play which I loved. After that I’ve made four more features and a couple of short films. 

One project has always lead to the next one. In film school we were always warned that things will get tough in the ”real world”, but for me it’s been the opposite. Only after my studies I somehow became liberated to do - or try to do - the things I really want.

All the feature films I’ve made have some things in common - characters are really important to me, most of the films I’ve made could be called character studies - but what I also enjoy a lot, is that I’ve had the chance to play around with different genres. My second feature "The Good Son" was a drama with thriller elements, "Miami "is a story of two show dancer sisters, again a drama leaning towards a thriller. "Maria’s Paradise" tells the story of a young girl Salome in a religious cult in the twenties, a character driven drama with horror elements and now I’ve made a classical biopic of the beloved artist Tove Jansson. 

I’m always looking for something that inspires me, excites me, raises questions. There has to be something complicated and difficult there, something to dwell into, so that I can really spend years with the project. I like gray areas. And there’s always something personal in the projects I get excited about, some issue I’m tackling. I also try to find new things, to move further, and not repeat myself too much. 

My first feature "Last Cowboy Standing" won the best debut prize at Pusan International Film Festival and since my second feature "The Good Son", I’ve been lucky enough to have had my films premiere at the Toronto International Film Festival. Finding new audiences for your film, especially coming from a smaller country like Finland, is so important, and Toronto has played a big part in getting my films a wider distribution. 


PC  – Este ano teve outra grande vitória, já que o seu último filme “Tove” foi selecionado como o candidato da Finlândia aos Óscares. Nas suas próprias palavras, como nos pode descrever este projeto e como é que se envolveu nele? This year you had another major victory since your latest film “Tove” was selected as Finland’s entry for the foreign film Oscar race. In you own words how can you describe us this project and how did you got involved in it? 


Zaida Bergroth - O produtor do Helsinki-Filmi, Aleksi Bardy, abordou-me em 2017 e perguntou-me sobre o meu interesse em realizar um filme sobre Tove Jansson. À época ele estava a trabalhar numa história com os guionistas Eeva Putro e Jarno Elonen e eles gostariam de ter um realizador a bordo. Foi uma ideia avassaladora e empolgante - Tove Jansson é o tesouro nacional da Finlândia - mas eu precisava de algum tempo andes de responder porque queria ter certeza de que era a realizadora certa para o projeto. Tive medo de não conseguir fazer justiça a Tove se não pudesse realmente ser a dona do projeto e dos temas que ele aborda. Fiz muitas pesquisas de fundo e, em todas elas, tentei aproximar-me do nosso assunto e, quando finalmente consegui, senti que estava livre para fazer um retrato pessoal, divertido e íntimo de Tove Jansson.

Producer Aleksi Bardy from Helsinki-filmi approached me in 2017 and asked my interest to direct a film about Tove Jansson. He had been working on a story with screenwriters Eeva Putro and Jarno Elonen and they wished to have a director on board. It was an overwhelming and exciting idea - Tove Jansson is the national treasure of Finland - but I needed my time to be sure if I would be the right director for the project. I was afraid I wouldn’t do Tove justice if I couldn’t really own the project and the themes it tackles with. I did a lot of background research trying to get close to our subject, and when I finally did, I felt that I was free to make a personal, playful and intimate portrait of Tove Jansson.


PC - “Tove” é a biografia da falecida autora e ilustradora sueca-finlandesa Tove Jansson. Acredita que aqueles que não estejam familiarizados com a vida e o trabalho de Tove irão apreciar o filme e que lições acha que eles aprenderão com este projeto? Qual é o seu melhor argumento para convencer o público estrangeiro e / não nórdico a ver “Tove”? “Tove” is the biopic of  the late Swedo-Finnish author and illustrator Tove Jansson. Do you believe that those who are unfamiliar with Tove's life and work will appreciate the film and what lessons do you think they will take form it? What is your best selling point for foreign and/ or non-nordic audience to see “Tove”?


Zaida Bergroth - Para além de pintora e ilustradora, Jansson é um autora muito conhecida e lida, cuja obra já foi traduzida para mais de cinquenta idiomas, com maior fanatismo na Europa e Ásia. Ela foi uma artista excepcional, mas acho que muitos aspectos de sua história são universais: lutar contra a sua paixão por homens, mulheres e arte, encontrar a sua própria voz e o seu próprio lugar são temas próximos a muitos de nós quando chegamos à meia-idade.

Eu descreveria "TOVE" como um retrato íntimo e caloroso de uma artista maravilhosa e não convencional, mas também como uma história de amor apaixonada entre duas ambiciosas artistas.

Except for being a painter and an illustrator, Jansson is a very well known and read author, whose work has been translated to more than fifty languages, with biggest fanship in Europe and Asia.  She was an exceptional artist but I think many aspects to her story are universal: struggling with her passion for men, women and art, finding her own voice and own place are themes close to many of us. Coming of middle age, sort of.

I would describe "TOVE" as a warm, intimate portrait of a wonderful and unconventional artist and a passionate love story between two ambitious female artists.



PC - Como é que encarou a complexa missão de dar vida a uma história de vida tão rica? Quais foram os principais desafios que enfrentou durante o processo de filmagens? E quão diferente foi filmar esta história biográfica em comparação com os seus trabalhos de ficção anteriores? How did you approach the task of bringing such a rich life story to life? What were the main struggles you’ve faced during the filming process? And how different it was filming this biopic story when compared to your previous fictional works?


Zaida Bergroth - O enquadramento da história foi importante. Sabia que queria manter a estrutura firme. Especulamos sobre diferentes enredos e prazos com os guionistas e produtores, mas no final todos sentimos o mesmo: aqueles dez anos antes de Tove se tornar mundialmente famosa pelos Moomins foram os mais interessantes para nós. Nesse período ela lutou com sua arte e com a sua identidade artística, mas também se apaixonou por uma mulher pela primeira vez. Nesse período de dez anos encontramos os conflitos intrigantes que estávamos à procura. E como realizadora poderia sentir uma maior conexão com esses temas que lidam com os esforços de Jansson para controlar a sua própria vida emocional e ser livre e independente, tanto no amor, tanto como artista. 

Sempre gosto muito da parte da rodagem. Tal como aconteceu com a própria Tove - a proximidade de uma possível catástrofe é inspiradora! Também foi maravilhoso filmar em 16 mm novamente. O material trouxe ternura e crueza às imagens e esta opção pareceu a mais adequada para a história. Além disso, a cooperação com o ator Alma Pöysti tornou o processo de rodagem realmente especial. Todo o processo foi muito intenso e ficamos muito próximos. Não acho que haja uma única cena em que ela não esteja presente. Estou muito orgulhoso do seu trabalho.

The framing of the story was important. I knew I wanted to keep the frame somewhat tight. We speculated about different storylines and time frames with the screenwriters and producers, but in the end we all felt the same: these ten years before Tove became world famous for the Moomins were the most interesting to us. She was struggling with her art and her artist identity, and she also fell in love with a woman for the first time. In this ten year time frame we found the intriguing conflicts we were looking for.  And as a director, I could definitely feel a connection to these themes, which deal with Jansson’s efforts to control her own emotional life and to be free and independent both in love and as an artist. 

I always enjoy the filming part enormously. As it was with Tove herself - the closeness of a possible catastrophe is inspiring! It was also wonderful to shoot on 16mm film again. The material brought tenderness and rawness to the images, it felt right for the story. Also, the co-operation with actor Alma Pöysti made the filming really special. The whole process was really intense and we became really close. I don’t think there is one single scene where she isn’t present. I’m very proud of her work.


PC – Sei que é uma pergunta cliché, mas como reagiu quando soube que "Tove" tinha sido selecionado pela Finlândia como o seu candidato aos Óscares?/ I know it’s a cliché question, but how did you reacted when you found out that “Tove” was Finland’s candidate for the Foreign Film Oscar? 


Zaida Bergroth - Estava a comprar meias numa pequena loja de meias quando a nossa produtora Andrea Reuter me ligou. Fiquei extremamente feliz e até um pouco emocionada. O vendedor de meias foi muito atencioso e lidou com a situação com elegância.

I was buying socks at a little sock store when our producer Andrea Reuter called. I got extremely happy, a bit emotional. The sock seller was very considerate and handled the situation with grace.


PC – O que podemos esperar do futuro? Esta já a trabalhar em algum projeto? What can we expect from you in a near future? Are you woking on something new?


Zaida Bergroth - Eu ainda não sei o que vou fazer a seguir. E isso é realmente ótimo, porque preciso de fazer uma pequena pausa - tenho trabalhado nos últimos anos quase sem parar. O meu plano é ler muito, ouvir música e me inspirar. Tenho algumas ideias em mente nas quais gostaria de trabalhar, e também há alguns projetos nos quais fui convidada a participar, então a situação é empolgante.

I don’t yet know what I’ll be doing next. And that’s actually great...I need to take a little break - I’ve been working the past years almost nonstop. My plan is to read a lot, listen to music and let myself get inspired. I have some ideas on my mind, that I would like to work on, and there are also some projects that I’ve been asked to join, so the situation is exciting.

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