Crítica - Boa Sorte Leo Grande (2022)

Crítica - Boa Sorte Leo Grande (2022)

Realizado por Sophie Hyde

Com Emma Thompson


Com Emma Thompson no papel principal (e que grande performance nos entrega), "Boa Sorte Leo Grande", o filme da realizadora australiana Sophie Hyde e da argumentista e atriz britânica Katy Brand, oferece-nos um olhar íntimo sobre a sexualidade. 
 Emma Thompson é Nancy Stokes, uma mulher reformada e viúva e insatisfeita. Embora o marido lhe tivesse proporcionado um lar e uma família, nunca houve entre ambos sexo de qualidade. Com a morte do marido, Nancy tem vontade de conhecer algumas coisas de que ouviu falar, pelo que contrata um trabalhador sexual que dá pelo nome de Leo Grande (Daryl McCormack). Leo é uma pessoa agradável e segura de si, e embora nem sempre diga a verdade, Nancy descobre que gosta dele e consegue efetivamente estabelecer uma relação íntima. Com o evoluir dos encontros entre ambos, e a crescente confiança sexual de Nancy, as máscaras de ambos começam a ceder e a dinâmica de poder inverte-se. 
Com um argumento solto e maduro da comediante e escritora britânica Katy Brand, "Boa Sorte Leo Grande" é um filme simples que proporciona um momento de intimidade com os protagonistas, e onde Emma Thompson dá corpo a uma personagem complexa, abordada de forma fascinante. O filme estreou no Sundace Film Festival, onde foi desde logo aplaudido pela forma poderosa e sem preconceitos como aborda o tema do sexo e sexualidade.
Com diálogos magistrais e uma forte componente dramática, introspectiva e até humorística, "Boa Sorte Leo Grande" entrega-nos uma história de qualidade que cumpre o dossier a que se propôs. 

Classificação - 3,5 Estrelas em 5

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