Crítica - Broken City (2013)

Realizado por Allen Hughes
Com Mark Wahlberg, Russell Crowe, Catherine Zeta-Jones

É inegável que a dupla Mark Wahlberg/ Russell Crowe representa um potente chamariz comercial, mas lamento dizer que estes atros têm ambos uma performance bastante mediana neste penoso thriller que, muito embora comece de uma forma aceitável, acaba por descambar num filme cliché que raramente se diferencia dos restantes produtos do género  Em “Broken City”, Mark Wahlberg interpreta Billy Taggart, um ex-polícia que, após ter sido forçado a afastar-se da sua profissão, começa a trabalhar como detetive particular. Os tempos estão difíceis para Billy, mas parecem melhorar quando Nicholas Hostetler (Russell Crowe), o poderoso Presidente da Câmara de Nova Iorque que há uns anos atrás o salvou de uma elevada pena de prisão, oferece-lhe um cheque muito chorudo para investigar as supostas relações extraconjugais da primeira-dama (Catherine Zeta-Jones). À medida que Taggart vai aprofundado a sua investigação começa a descobrir que as intenções do Presidente da Câmara não são o que parecem, e que para alcançar a tão desejada redenção terá de arriscar tudo o que tem.

   

A sua ideia primária até tem um certo potencial, mas o argumento nunca consegue assimilar muito bem a mistura entre os conceitos de filme de retaliação e filme de redenção. A dada altura “Broken City” torna-se num péssimo hibrido destes dois géneros, dando assim azo a uma trama estagnada e incapaz de reunir razoáveis momentos suspense ou sequências de ação que nos deixem pregados ao ecrã. O evoluir da missão de Billy Tanner vai tornando o filme cada vez mais frouxo e confuso, mas o seu limite negativo só é atingido em pleno quando chegamos à sua reta final. É nesta parte que “Broken City” perde tudo o que ainda tinha a perder graças à previsível atitude de Tanner ou ao péssimo desfecho de Hostetler, que sai de cena sem muito estrondo. É também difícil de perceber como é que Brian Tucker (Guionista) deu tanta importância a personagens secundárias tão básicas como Cathleen Hostetler e Carl Fairbanks (Catherine Zeta-Jones Jeffrey Wright), e acabou por não as apoiar com um desenvolvimento individual minimamente interessante que incutisse mais vivacidade a este thriller, onde nem as personagens principais estão bem construídas. Para além destes defeitos, “Broken City” tem muitos outros. É por causa desta junção de falhas que este filme não passa de um produto vazio que, quem sabe, poderia ter ficado melhor com alguns ajustes.  

Classificação – 2 Estrelas em 5

1 comentários:

  1. Só a crítica está frouxa. O escritor poderia no mínimo da ignorância perceber que a "importância dada às personagens secundárias" ou até mesmo a "saída de cena opaca de Hostetler" poderiam representar algo como a maneira que a verdade está escondida nas tais personagens, e também como a saída de "fininho" do outro mostrariam a pouca importância que o personagem transpassou ao ser preso, implica que logo estaria livre novamente, respectivamente falando. João Pinto deve ser grande fã de filmes como Transformers e Fast And Furious, já que escreve como se filmes tivessem a obrigação de serem baseados na ação ou desfechos pobres tão claros quanto para filmes infantis. Nem mesmo dá importância às conturbações dos relacionamentos do personagem de Mark Wahlberg. Se não admira drama ou suspense não os assista, assim não posta asneiras depois, babaca!

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