Crítica - Annie (2014)

Realizado por Will Gluck
Com Jamie Foxx, Quvenzhané Wallis, Rose Byrne

Em "Beasts of the Southern Wild" (2012), Quvenzhané Wallis brilhou ao mais alto nível. O seu trabalho nesse consagrado drama valeu-lhe uma nomeação ao Óscar de Melhor Atriz e, por tudo o que mostrou nesse projeto indie, todos esperavam com ansiedade o seu próximo trabalho numa longa metragem para assim conseguir comprovar, efetivamente, o que esta jovem atriz vale e tem para dar a Hollywood. As más noticias chegaram quando foi anunciado que Wallis iria protagonizar o remake de "Annie", um projeto já de si desnecessário que não fazia antever nada de positivo e, como se esperava, tal previsão acabou por se concretizar e, como consequência, a prestação de Wallis foi completamente trucidado pela qualidade atroz deste detestável e fraco remake moderno do homónimo e bem sucedido musical de 1982 que, por sua vez, é uma adaptação cinematográfica do homónimo musical da Broadway. 
Tal como no clássico de 1982, "Annie" centra-se numa criança órfã que sonha em levar uma vida normal fora do orfanato onde vive. O filme da década de oitenta é um produto cinematográfico doce e musical que retrata na perfeição o espirito carinhoso, esperançoso e infantil da história que aborda. Já esta produção moderna estraga por completo todas as mensagens bonitas e leves da jornada de Annie, já que tudo é desvirtuado sem qualquer preocupação pela doçura ou pela leveza de uma história simples de acompanhar mas que deveria entrar facilmente nos nossos corações. O que acontece com este remake completamente inútil é precisamente o contrário, já que todos os pontos desta versão moderna são revoltantes e puramente comerciais. A essência purista de "Annie" perde-se no meio de tanta coisa mal feita e sem noção, problemas esses que vão desde a péssima construção de personagens centrais como Annie ou a vilã Miss Hannigan, até à péssima construção do próprio guião que nunca cativa ou alimenta a emoção junto do espectador. Tudo neste remake é falso e fraco. Não há nenhuma noção importante de família nem nenhuma mensagem relevante de esperança e poder humano, ou melhor, tais mensagens existem mas perdem-se no meio de um filme fútil e completamente desgarrado de emoção ou sentimento humano. As músicas também não sabem a nada nem elevam  ou relevam nada junto do espectador. Enfim, "Annie" é um desperdício de tempo e uma das piores coisas que poderia ter acontecido a jovem carreira de Quvenzhané Wallis que, após uma promissora estreia, perde-se num péssimo filme sem nada de positivo.

Classificação - 1 Estrela em 5

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