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Crítica - Elizabeth - The Golden Age (2007)

Realizado por Shekhar Kapur
Com Cate Blanchett, Geoffrey Rush, Clive Owen, Abbie Cornish

"Elizabeth - The Golden Age" é um drama histórico que nos conta a história da Rainha Elizabeth, uma das figuras mais importantes da história da coroa britânica. Em "Elizabeth - The Golden Age", Elizabeth (Cate Blanchett) vê-se a braços com problemas externos e internos. Externamente vê o seu reino ameaçado pelo poderoso Reino Espanhol do Rei Philip II (Jordi Molla) e internamente tem que lidar com uma conspiração contra o seu reinado por parte da sua corte e dos seus inimigos nacionais, que são encabeçados por Mary - A Rainha dos Escoceses (Samantha Morton), uma mulher que é auxiliada por Robert Reston (Rhys Ifans). O primeiro filme desta saga histórica, "Elizabeth" (1998), foi um estrondoso sucesso e uma brilhante obra cinematográfica, um sucesso que é comprovado pelas suas várias nomeações para os Óscares da Academia. "Elizabeth - The Golden Age" contém um elenco mais experiente e uma história aparentemente mais delineada e menos confusa, e conta também com as novas maravilhas tecnológicas do cinema moderno, ou seja, os ingredientes para fazer deste filme um sucesso a nível cinematográfico estavam todos lá, mas infelizmente não houve um cozinheiro que os conseguisse juntar.


O filme é essencialmente centrado em duas vertentes narrativas, assim sendo, numa primeira história observamos a luta interna de Elizabeth com a sua corte e o desenvolvimento do seu relacionamento com Sir Walter Raleigh (Clive Owen), já numa segunda história assistimos à sua luta externa contra o reino espanhol extremamente católico. Na minha opinião, esta divisão tornou o filme bastante disforme, porque as duas partes só por si só são bastante fortes, tanto argumentativamente como historicamente, e muitas das vezes parece que estamos a assistir a dois filmes completamente distintos, assim sendo, teria sido muito mais inteligente fazer dois filmes separados, abordando com mais atenção e cuidado as várias histórias secundárias, porque depois de o vermos ficamos com a leve sensação de que muito ficou por dizer. Esta “pressa” em contar duas histórias fortes no mesmo filme levou a alguns lapsos históricos que o tornam menos credível, assim sendo, para quem não gosta de épicos históricos ou romances históricos, esta obra, tal como o original, pode tornar-se um bocado aborrecida. Eu também esperava que "Elizabeth - The Golden Age" nos oferecesse um pouco mais de aprofundamento histórico na parte em que nos são relatadas as sagas diplomáticas e militares contra os espanhóis, no entanto, tal não aconteceu.


"Elizabeth - The Golden Age" é visualmente atractivo. As roupas e os detalhes presentes nos cenários são realmente um ponto a favor. As descrições mirabolantes do novo mundo, várias vezes feitas durante a narrativa e a cara de admiração e de surpresa de quem as ouve, fazem-nos esboçar um sorriso porque actualmente bem sabemos que aquelas descrições eram tudo menos exactas. O próprio romance entre a Rainha Elizabeth e Sir Walter Raleigh está bem concebido, mas o seu maior ponto de destaque é sem dúvida alguma Cate Blanchett, que nos mostra que é uma grande actriz ao dar vida a uma personagem difícil que não podia ser interpretada por qualquer uma. Blanchett silenciou mais uma vez os seus críticos e mostrou-lhes porque merece papéis de maior destaque em Hollywood. Concluindo, "Elizabeth - The Golden Age" foi inicialmente rotulado pela crítica como sendo uma sequela sem qualidade e um filme confuso e muito pouco apelativo. O realizador Shekhar Kapur não soube aproveitar o sucesso do primeiro filme nem as armas que tinha à sua disposição, e os seus únicos grandes destaques são os actores que, na sua generalidade, estiveram bem, Cate Blanchett e Clive Owen em especial. Se gostarem de história ou se forem fãs de produções cinematográfica que retratam intrigas e desmascaram o poder político de grandes figuras internacionais, então "Elizabeth - The Golden Age" é claramente um filme a ver.

Classificação - 2,5 Estrelas Em 5

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