Crítica - Donnie Darko (2001)

Realizado por Richard Kelly
Com Jake Gyllenhaal, Maggie Gyllenhaal, Patrick Swayze, Drew Barrymore

Estamos perante um filme de culto muito original do inicio desta década que tem como protagonista Donnie Darko (Jake Gyllenhaal), um rapaz de 16 anos bastante criativo e inteligente que vive com a sua família de classe média, numa pequena vila americana. Apesar de parecer um rapaz normal, Donnie vive atormentado por várias perturbações mentais que se acentuam quando se safa milagrosamente duma morte certa. A partir daí e após alguns contactos com Frank, um estranho coelho de dois metros de altura que só pode ser visto por Darko, o nosso protagonista fica a saber que o Mundo está prestes a acabar e que só ele pode protagonizar uma missão bastante peculiar. Esta obra que marcou a estreia de Richard Kelly como realizador, foi a grande sensação do cinema independente de 2001. Ao apresentar-nos um argumento inspirado e interessante, uma banda sonora portentosa, um elenco capaz e talentoso onde até Drew Barrymore se aproveita, um seguro trabalho de câmara, uns diálogos muito bem conseguidos e umas personagens perfeitamente elaboradas, “Donnie Darko” conseguiu surpreender a crítica e conquistar um lugar de destaque no cinema de culto.
Esta obra também tem a seu favor o facto de ser imprevisível, algo que pode fazer com que tenhamos múltiplas interpretações quanto ao seu desfecho. A minha opinião pessoal é que Donnie Darko representa o típico adolescente inadaptado a uma sociedade hipócrita bastante preconceituosa e repleta de falsos moralismos, onde uma professora que promove o pensamento dos alunos não tem lugar e onde uma pessoa amada pela sociedade tem afinal um passado relacionado com a pedofilia. Darko dá a sua vida pelas pessoas que mais ama (por exemplo a sua primeira namorada), daí o seu sorriso no final. Há muitas outras interpretações para o desfecho do filme, havendo por exemplo quem diga que Darko salvou o Mundo. “Donnie Darko” é um filme indispensável a todos os espectadores que apreciem um bom filme intelectual que ofereça múltiplas conclusões, desta forma acredito que seja mesmo necessário vê-lo duas vezes como eu fiz. Pena que Richard Kelly no seu segundo filme, “Southland Tales”, não tenha conseguido manter o patamar deste belo “Donnie Darko”.

Classificação - 4 Estrelas Em 5

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2 Comentários

  1. Grande filme. Até lhe dava mais estrelas...

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  2. Síntese e análise da física do tempo utilizada no filme: http://lounge.obviousmag.org/fabulas_do_mundo_esquecido/2014/06/a-fisica-e-os-misterios-por-tras-de-donnie-darko-uma-sintese-das-transmissoes-do-cinema.html

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