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sábado, abril 18, 2009

Crítica - Pinocchio (1940)

Realizado por Hamilton Luske e Ben Sharpsteen
Com Dickie Jones, Mel Blanc

Baseado no romance “Pinocchio: Tale of a Puppet”, do escritor italiano Carlo Collodi, “Pinocchio” foi a segunda longa-metragem de animação elaborada pela Disney, mas também foi o seu primeiro fracasso comercial porque, apesar de ter obtido um moderado sucesso nas bilheteiras norte-americanas, o filme fracassou nos mercados internacionais, muito por culpa do violento desenvolvimento da Segunda Guerra Mundial.
A história do filme inicia-se com uma bela canção chamada "When You Wish Upon a Star", interpretada por Jiminy, um grilo falante que assume o papel de narrador. Após um eloquente discurso, este simpático grilo começa a contar-nos a história de Geppetto, um madeireiro e marionetista que vive sozinho com os seus animais: o gato Figaro e o peixe Cleo. Geppetto acabou de completar o seu mais recente trabalho, uma marioneta chamada Pinocchio que se parece imenso com um jovem rapazinho. Antes de adormecer, Geppeto observa uma estrela cadente e pede-lhe um desejo. O simpático mas solitário homem pede-lhe que Pinocchio ganhe vida, tornando-se assim num rapazinho normal. Uma fada ouve este desejo e decide dar vida à marioneta, mas não a transforma num ser humano porque, segundo ela, Pinocchio tem de primeiro provar a sua bravura. Depois de atribuir o papel de consciência de Pinocchio ao grilo Jiminy, a fada despede-se da marioneta e aconselha-o a escutar com muita atenção os concelhos do seu novo amigo. Entretanto, Geppeto acorda e imediatamente acolhe Pinocchio como seu filho. No dia seguinte, o experiente madeireiro envia Pinocchio para a escola mas avisa-o para não se distrair nem para seguir estranhos, mas o rapazinho de madeira ignora os avisos do seu pai e acaba por se juntar ao espectáculo de marionetas de Stromboli. Quando o espectáculo de Pinocchio começa a ter sucesso, as coisas começam a correr mal e Straomboli escraviza Pinocchio, fechando-o numa jaula para impedir a sua fuga. Após ineficazes tentativas de fuga, a fada finalmente aparece e liberta Pinocchio, mas antes disso condena as suas sucessivas mentiras e conta-lhe que se continuar a mentir o seu nariz continuará a crescer. Depois da fuga, Pinocchio vê-se envolto noutra alhada, quando mais uma vez ignora a sua consciência e viaja até à Ilha do Prazer, onde todos os meninos podem divertir-se sem a supervisão dos pais mas esta incontrolável diversão tem um grande inconveniente, porque após todas as festas os meninos transforma-se em burros por terem sido mal comportados e, posteriormente, esses burros são vendidos como forças naturais para trabalhos forçados. A transformação de Pinocchio não se completa porque, com a ajuda da sua consciência, percebeu que as suas atitudes eram altamente reprováveis. Quando Geppetto descobre que Pinocchio está preso na Ilha do Prazer, parte imediatamente numa viagem até essa maldita ilha mas, durante a travessia marítima, o seu barco é engolido por uma enorme baleia que posteriormente engole Pinocchio e Jiminy. Após uma sentimental reunião com Geppetto, Pinocchio engendra um plano para sair da baleia que acaba por resultar mas, infelizmente, o menino de madeira não sobrevive à fuga. A fada reaparece e constata que Pinocchio provou a sua coragem e que, portanto, merece renascer como um rapaz de carne e osso. Após uma emocionante reunião familiar, o grilo falante termina a história como começou, cantando a música "When You Wish Upon a Star”.
Este belo filme aposta na essência da infância ao elaborar uma história que engloba inúmeras lições de moral sobre o bom comportamento e a boa educação. Apesar de não ser uma criança, Pinocchio comporta-se como tal e comete todas as imprudências próprias da idade que supostamente tem, no entanto, tais imprudências têm sempre uma consequência que alerta todas as crianças que vêm este filme para os perigos imaginários da mentira ou da desobediência. Esses alertas ainda são utilizados como estratagemas educacionais, porque ainda dizemos aos mais novos que se mentirem muito ficam com o nariz grande, como aconteceu com o Pinocchio. A par desta moralidade educacional relativa à infância, também encontramos uma ternurenta história sobre a ligação afectiva que se estabelece entre um pai e um filho. A magia também marca presença através de inúmeras vertentes que alegram a história, conferindo-lhe uma essência fantasiosa que prende a atenção dos mais novos e impulsiona a sua imaginação.
Todas as músicas que adornam esta história assumem uma qualidade extraordinária, mas de todas essas sonoridades que compõem a banda sonora a mítica, "When You Wish Upon a Star” é definitivamente a mais intemporal e mágica. Esta canção escrita por Ned Washington e Leigh Harline tornou-se num verdadeiro símbolo da Disney e, ainda hoje, é tida como uma das mais belas músicas a aparecer numa longa-metragem. Um filme histórico e intocável, assim é “Pinocchio”, um inesquecível clássico de animação que está cheio  de lições e avisos morais que ainda hoje são aplicados na nossa sociedade.

Classificação - 4 Estrelas Em 5

1 comentário:

  1. tenho PAVOR desse filme. Achava estranho o Gepetto querer um boneco criança em vez de, sei lá, uma esposa!! Scaryyyyyy

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