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Crítica - 17 Again (2009)


Realizado por Burr Steers
Com Zac Efron, Leslie Mann, Thomas Lennon, Matthew Perry, Michelle Trachtenberg

O conceito narrativo da súbita e mágica regressão/ expansão etária da personagem principal, previamente utilizado em filmes como “Big” ou “13 Going On 30”, foi convenientemente reutilizado por Burr Steers em “17 Again”, uma comédia juvenil surpreendentemente razoável que oferece ao espectador alguns momentos de humor de qualidade. A história do filme é protagonizada por Mike O'Donnell (Matthew Perry / Zac Efron), um quarentão em plena crise de meia-idade que subitamente percebe que toda a sua existência lhe passou ao lado. Mike questiona-se sobretudo se a decisão tomada em adolescente de desistir de uma carreira promissora para se tornar pai de família terá valido a pena. Até que, através de uma fórmula mágica, tem a oportunidade de retroceder 20 anos e emendar os erros passados. O problema é que ele não regrediu no tempo, apenas ficou mais novo e agora terá de lidar com tudo e com todos, mas enquanto jovem adolescente.
À semelhança de produções substancialmente idênticas, “17 Again” passa uma mensagem genérica que alerta o espectador para a consciencialização da vida e do tempo, no entanto, essa mensagem é absorvida por outros elementos de maior interesse que captam com grande facilidade a atenção do púbico. Entre esses elementos, encontramos algumas cenas humorísticas de grande qualidade que apresentam algumas situações constrangedoras e algumas piadas simples mas eficazes. Ao apostar numa história centrada na adolescência e nos problemas sociais do liceu que são enaltecidos pelos problemas pessoais (Bullying e Despertar da Sexualidade) dos filhos da personagem principal, “17 Again” assume-se claramente como uma comédia direccionada ao público juvenil, no entanto, também apresenta alguns elementos que poderão agradar aos mais velhos. É certo que os temas do argumento roçam a banalidade e foram exaustivamente abordados noutros filmes do género, mas em contrapartida existem vários momentos humorísticos que contrabalançam a fragilidade e previsibilidade da narrativa.
O elenco apresenta-nos outro elemento de interesse através da prestação de Zac Efron, um actor juvenil extremamente popular que interpreta uma personagem praticamente idêntica aquela que interpretou em “High School Musical”, repetindo inclusivamente algumas características pessoais como o gosto pelo basquetebol e pela música, logo esta sua primeira aventura cinematográfica Pós-High School Musical não revela muito sobre a sua verdadeira capacidade artística, mas apesar da sua prestação profissional amplamente medíocre, a sua presença é suficiente para convencer milhares de adolescentes a comprarem o bilhete porque para esses fãs, o único elemento de interesse do filme é a prestação/presença deste “ídolo” juvenil. A versão adulta da personagem de Zac Efron é interpretada por Matthew Perry, um actor que pouco acrescenta ao filme porque apenas aparece nos minutos iniciais e finais da história. Sterling Knight e Michelle Trachtenberg, os actores que interpretam os filhos adolescentes de Mike O'Donnell, apoiam convenientemente o protagonista através duma performance secundária mas razoável. Os fãs de Zac Efron não ficarão desiludidos com esta comédia e os adolescentes (não fãs) também deverão encontrar alguns elementos de interesse nesta simples mas razoável produção cinematográfica que recuperou satisfatoriamente um conceito narrativo gasto.

Classificação – 3 Estrelas Em 5
2ª Crítica - AQUI

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1 Comentários

  1. Zac Efron tem um grande desempenho neste filme, esta-se a revelar um optimo actor e melhor do que em HSM.
    Adorei o filme, a maneira cm as coisas acontecem. tem alguns aspectos negativos mas que filme não os tem?

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