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Crítica - Beyond a Reasonable Doubt (2009)

Realizado por Peter Hyams
Com Michael Douglas, Jesse Metcalfe, Amber Tamblyn

O remake contemporâneo do homónimo clássico realizado por Fritz Lang na década de cinquenta, é uma verdadeira nulidade cinematográfica. A história desta desapontante produção é simplesmente enfadonha, não enaltecendo portanto as principais características narrativas que imortalizaram a obra original. “Beyond a Reasonable Doubt” é protagonizado por C.J. Nicholas (Jesse Metcalfe), um jornalista de investigação que tenta conseguir a história da sua vida, ao assumir-se como culpado de um homicídio que não cometeu de maneira a testar o sistema judicial e denunciar Mark Hunter (Michael Douglas), um procurador do Ministério Público que tem estado debaixo da sua mira por suposta manipulação de provas. O objectivo de C.J. Nicholas é expor os perigos e ambiguidades das provas circunstanciais mantendo sempre a condição imposta de "dúvida razoável", em que todo o indivíduo é inocente até prova em contrário. Tudo parecia correr bem, até que a única testemunha que o poderia exonerar é encontrada morta.

 

O argumento desta incompetente versão contemporânea executa, sem grande qualidade, as várias reviravoltas que preenchem o desenvolvimento da história, não lhes atribuindo qualquer sensação de criatividade ou suspense, características amplamente presentes na versão original desta produção. Os diálogos de “Beyond a Reasonable Doubt” também são relativamente ineficazes, não conseguindo transmitir nenhuma dimensão psicológica ou sociológica verdadeiramente relevante ao espectador, que se perde rapidamente na vulgaridade das conversas sem conteúdo. A construção das personagens principais também é extremamente deficitária, porque nenhuma delas nos convence como herói ou vilão. A incompetente realização de Peter Hyams contribuiu largamente para o estrondoso fracasso qualitativo do filme. Hyams não conseguiu rentabilizar convenientemente as intrigantes e misteriosas características da história original, criando portanto uma produção substancialmente desprovida e enfadonha. À excepção de Michael Douglas, que até nos consegue oferecer uma performance minimamente razoável, os actores que compõem o elenco desta produção, não nos apresentam grandes performances individuais, sendo o trabalho de Jesse Metcalfe, um actor medíocre que definitivamente não nos persuade como protagonista desta intriga criminal, o pior do grupo. A nova versão cinematográfica de “Beyond a Reasonable Doubt” é um verdadeiro insulto à grande qualidade da produção original, uma lamentável situação que se assume como mais um triste exemplo de como Hollywood consegue destruir imponentes trabalhos cinematográficos, através de remakes sem qualquer interesse ou imaginação.

Classificação – 1 Estrela Em 5

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5 Comentários

  1. é o melhor filme desta decada.
    é pena é pagarem a pessoas que dão comentarios inapropriados e sem nexo,apenas para denegrirem a imagem de actores de renome.
    a inveja e a dor de cotevelo continua de boa saude.

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  2. nada a ver essa crítica. pode até ser que o original seja bem melhor, mas esse de agora é muito bom. ou melhor, achei excelente. se alguém ler isso, com certeza , vai se desistimular a assistir. e vai perder um filme muito show.

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  3. Concordo plenamente com a primeira opiniao:
    O filme e' um lixo, dialogos sem nexo, nem consegui terminar o filme, pois nao e' uma diversao e sim aborrecimento!

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  4. Sem querer desmerecer a superioridade do original, gostei bastante deste filme!

    Ao contrário do que foi postado, achei que o filme consegue cativar o cinéfilo, diante da ânsia de ver o fim!

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  5. O filme é absurdamente péssimo. O pior dos que eu vi nos últimos anos. Lembrou-me muito uma produção de série de Tv. Ou até pior. Infelizmente só li as críticas agora. E são muitas, todas justas.

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