Ticker

6/recent/ticker-posts

Crítica - Agora (2009)


Realizado por Alejandro Amenábar
Com Rachel Weisz, Oscar Isaac, Max Minghella

Alejandro Amenábar poderá ser um nome desconhecido para muitos. Porém, este realizador de filmes tão aclamados como “The Others” ou “The Sea Inside”, é sem dúvida alguma um valor seguro na sétima arte. Acima de tudo, Amenábar é um realizador sóbrio, competente e muito ambicioso. “Agora”, a sua mais recente obra, é a prova irrefutável de tais factos. Estamos perante um filme visualmente opulento, uma obra que não olhou a despesas para recriar a antiga cidade egípcia de Alexandria, o que lhe confere uma autenticidade louvável e o carimbo de um dos melhores épicos dos últimos anos. Mas mais do que visualmente fantástico, “Agora” afirma-se como uma película de extrema coragem e exímio valor moral e artístico. Ou não fosse o filme reflectir arduamente sobre o tema menos tolerante e mais nocivo de todos: a religião.
Alexandria, ano 391 D.C. Hypatia (Weisz) é uma jovem e brilhante filósofa. Determinada, sincera, pura de espírito e de coração, Hypatia passa os dias na monumental Biblioteca da cidade. É lá que ela tenta incumbir nos seus alunos um espírito crítico e reflexivo que apela à lógica e retrai a impulsiva emoção. Pois estes são tempos difíceis. Tempos em que o Império Romano vive em declínio e os outrora proscritos e amaldiçoados Cristãos espalham a sua fé livremente nas ruas, calcando e cuspindo sobre os Deuses “pagãos” egípcios. Assim vive um povo, étnica e religiosamente mesclado, lançando no ar um perigoso sentimento de confronto iminente de crenças e religiões diferentes que depressa espalharão o sangue dos inocentes pelas ruas poeirentas. E como mulher detentora de genialidade incontrolável e livre pensamento, Hypatia corre o primitivo risco de ver a sua vida ameaçada por um bando de brutos estúpidos e ignorantes que se auto-proclamam “santos” e espalham apenas a miséria (física e mental) por todo o lado, como se de famintas formigas irreflectidas se tratassem.


Dou os meus parabéns a Amenábar. É preciso muita coragem para atacar a religião de forma tão directa e aberta. Pois esse é o principal propósito deste filme. Mostrar como qualquer religião e fanatismo se opõem à inteligência, à evolução de pensamento e, em última análise, à paz e prosperidade entre os homens. Ainda há pouco tempo tivemos o nosso Nobel da literatura a dizer o seguinte: “a Bíblia é um manual de maus costumes”. “Agora” comprova e defende a veracidade de tal argumento. Uns dirão que a religião é o altar da paz e da moral. Outros que a religião fomenta a guerra e o ódio animalesco. Que a religião ignora a tolerância que os Cristãos tanto defendem. Que a religião torna as pessoas cegas e brutas, estando disposta a abalroar tudo e todos para atingir os seus próprios fins. Uma coisa é certa: a religião é historicamente responsável pela morte de milhões de pessoas puras e inocentes, bem como pela destruição de tanto e tão venerável conhecimento ardido nas chamas de uma intolerância ignorante e ignóbil.


“Agora” é um testamento apaixonado de todos estes factos historicamente comprovados. Rachel Weisz interpreta na perfeição uma pobre mulher que não compreende a origem de tanta raiva entre os homens e simplesmente tenta canalizar as suas energias para algo de bem. O pensamento de Hypatia estava, de facto, muito para além do seu tempo. O argumento bem estruturado e equilibrado capta a atenção do espectador do início ao fim, e a delicada câmara de Amenábar foca todos os planos com uma mestria bela e excelsa. “Agora” tem o mérito de ser um dos mais corajosos e ambiciosos filmes dos últimos anos, pegando pelos "cornos" num assunto que irradia a mais fria e cuidadosa delicadeza. Fantástica a forma como capta a mais vil intolerância e opressão. Abismal a forma como denuncia o desprezo do Cristianismo pela condição feminina (o que me deixa ainda mais incrédulo com o simples facto de haver mulheres que conseguem ser cristãs na actualidade).
Que mais dizer? Nada para além de jurar a pés juntos que “Agora” é uma das obras mais perspicazes, colossais e dignas de todos os tempos! Preparem-se para a polémica! E já agora, esperemos que Alejandro Amenábar não seja apedrejado pela sua ousadia.

Classificação – 5 Estrelas Em 5

Publicar um comentário

28 Comentários

  1. Atacar a religião é fácil e parece ser moderno.Em nome da religião tem sido cometidos, de facto, ao longo dos tempos crimes imundos.Muitas pessoas inocentes já morreram em nome de um Deus, como toda a gente sabe. Mas tão raras vezes se ouve alguem dizer nos dias que correm que que a Fé é um motor poderosíssimo, que tem sido desde o inicio da humanidade o sentido da vida de biliões e pessoas, a força que as faz enfrentar perigos e adversidades inimaginaveis. Aflige-me profundamente a leveza com que se condena algo de tão fundamental ao ser humano. O uso indevido que alguns homens fazem desse poder deve ser objecto de uma análise da natureza humana mas não pode nunca servir para questionar o que não pretence ao foro das opiniões.

    ResponderEliminar
  2. É um bom filme mas, na minha opinião, está longe do estatuto de obra-prima, achei o triângulo romântico forçado e apenas confunde na procura pelas verdadeiras temáticas do filme, ou seja, a intolerância e a igualdade. O filme tem demasiados momentos parados e é demasiado longo, precisava de mais energia para revitalizar a atenção do público.

    ResponderEliminar
  3. O triângulo amoroso aparece apenas para aprofundar a personagem de Hypatia. Serve apenas para mostrar como ela sofre e como privilegia a sua profissão, em detrimento do casamento com um homem. Porque ao unir-se a um homem, teria de se tornar submissa a ele e reprimir a genialidade do seu pensamento. Concordo que não é uma obra-prima, mas é um dos melhores e mais ambiciosos filmes dos últimos anos.

    ResponderEliminar
  4. Vi ontem o filme e ainda estou sob o seu efeito perturbador. Já há mto k um filme não me perturbava. E realmente torna-se mto difícil identificar-me com uma religião cuja base da sociedade em k vivemos foram as cruzadas, a inquisição e estes esquadrões da morte e da tortura... mas isso é igua a matar o mensageiro pela mensagem, um vez k a mensagem da descida de deus à terra foi completamente deturpada por tais vis homens.

    ResponderEliminar
  5. Queria só deixar aqui o meu lamento por este magnifico filme estar a ser exibido em apenas 9 salas em todo o país.

    A religião é só um dos males que sempre afligiram a humanidade. É só uma das melhores maneiras de manipular o homem que existe. E todos nós sabemos disso especialmente quando olhamos para a religião dos outros. Todos concordamos que os bombistas suicidas islâmicos são manipulados e atacamos essa religião mas nunca olhamos para a nossa religião. Os padres pedófilos protegidos pela Igreja, o Papa a dizer que os preservativos e as pílulas são o problema e são contra a vontade de Deus... Quem se diz católico está a concordar com estas enormidades.

    Este filme é soberbo e tenho pena que ele vá passar ao lado de muita gente, especialmente aqueles que precisam de o ver para abrir os olhos um bocadinho.
    Afinal, os vampiros que brilham ao sol são muito mais importantes.

    ResponderEliminar
  6. Uma temática que me fascina. Jà escrevi sobre Alexandria, Hepátia e a sua biblioteca. Já dei por mim a destestar o muito santérrrimo São Cirilo, bispo cristão de Alexandria que mandou queimar a biblioteca e os muitos e muitos anos de saber acumulado naquela cidade. Por isso, assim que tiver oportunidade vou ver o filme. Deve ser bom, a julgar pelos vossos comentários. Divirtam-se com bons filmes

    ResponderEliminar
  7. Sou cristã católica, posso ser ignorante mas sei que a religião não limita a minha mente, meu cérebro é igual ao vosso, e sei que a minha fé não opõe à minha inteligência. Penso que é errado fazer juízos, isso é um certo 'racismo' que penso que deveriam ter mais consciência. Detrás de alguns comentários, reparo um certo ódio: coisa de certo também não é racional...
    Assino: técnica de biblioteca

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Devia saber então que, se é mesmo cristã e ainda por cima católica, há coisas que a religião nao aceita. Dogmas. Por isso a sua liberdade de pensamentos fica inevitavelmente condicionada. A sua religião é contra as ciências e contra a Filosofia, por isso não permite que você realmente pense. Pensar, por exemplo, da origem da vida. A sua religião não aceita de forma alguma que a espécie humana tenha evoluido de outras espécies, apesar de estar cientificamente provado. È dessa forma que ela limita o seu raciocínio e inteligência.
      E não acho que as pessoas odeiem a religião, mas sim as consequências que esta trouxe ao longo da história.

      Eliminar
  8. Vimos o filme Ágora, eu de 46 e minha filha de 16 anos.

    Poucos são os filmes que nos tocam e emocionam, pela criticidade que nos é inerente. Ainda estamos refletindo sobre a temática proposta. Achamos sim, ter sido uma verdadeira obra prima. Um filme sensível, onde a maioria dos conflitos humanos se mistura, seja entre ciência e religião, papel do gênero na sociedade, culturas distintas, amor e profissão, guerra e paz e toda a dicotomia da essência humana.
    Esperamos que todos tenham acesso a esse primor de cultura que abre horizontes e sobrepuja preconceitos e conceitos.

    Philósofas

    ResponderEliminar
  9. Me apaixonei pelos dialogos
    E um filme muito bom
    Sim, se analizarmos as tais obras-primas eu acho digno dizer que este filme esta a altura de tais !

    ResponderEliminar
  10. A religião pode sim perigosa, cegar e tantas outras coisas e da mesma forma a Biblia, porém coloco em observação o seguinte: o centro da ação desses atos são os homens. Somos nós que cometemos essas atrocidades e ao meu ver, para tentar nos sentir mais aliviados, buscamos a alguém ou algo para culpar, pois somos covardes, nesse sentido aparecem o diabo e até mesmo a religião. Não estou retirando desse movimento cristão suas responsabilidades, mão não o podemos culpar por tudo.

    ResponderEliminar
  11. A muito se sabe que a religião é o ópio do povo.. Além da religião ser a maior fonte de intolerância da sociedade "moderna", a qual está acordando para o fato aos poucos, apesar do processo ser lento, tenho certeza que um dia nos veremos livres desta aberração chamada religião.
    As religiões de hoje serão a mitologia de amanhã..

    ResponderEliminar
  12. A fé é a crença no que não se há provas reais, além de haver conhecidos charlatões na história das religiões, como poderíamos conversar racionalmente com alguém religioso, tendo em vista tal perspectiva..

    ResponderEliminar
  13. voces sem fe nenhuma, não tem Deus no coração, vivem uma vida de dor e tristeza. va a uma igreja e aceite jesus, vc vai ver como tua vida vai melhorar!! E a fe não se pode provar? todos os dias tem enfermos aqui na minha congregação, que se curam na frente de todos, vcs naõ sabem da verdade, mas um dia saberão pois aquele que não aceitar jesus infelizmente não irá para o ceu

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. porque trata as pessoas por sem fé você sabe o que lhe vai na alma? não julge apenas aceite a opinião de seu irmão,DEUS ficará feliz que bom DEUS ficar feliz

      Eliminar
  14. É um filme genuíno e poético.

    Claro que religiosos detestariam, eles possuem a necessidade particular histórica de continuarem a não enxergar, pois se enxergam não sabem lidar com a relidade do universo.

    ResponderEliminar
  15. Óptimo filme.

    O Homem é que deve fazer as suas escolhas e ter fé em si próprio e não ser manipulado pelas palavras que não sabemos se é verdade. Eu acredito na ciência e na filosofia, na procura de respostas e soluções, acredito na força do homem e da natureza, não acredito na palavra de um homem que disse porque disse.

    As próprias religiões criam guerras pelo poder, ganancia, ambição... egoísmo, podemos ver na perfeição tudo isto quando entramos numa igreja barroca ou no aparato e luxuria do Papa. Onde está a paz, o amor e felicidade, a humildade? Deus não nos dá isso como dizem, mas sim nós próprios o nosso espírito, o nosso coração da-mos isto a nós próprios quando quisermos, cada pessoa é aquilo que quer ser!

    Gostava de saber a diferença de rezar para uma estátua e de rezar para uma cruz!!!

    ResponderEliminar
  16. Erick Vinícius santos Gomes30 de junho de 2010 às 02:51

    Eu Erick Vinicius Santos Gomes, Fiquei a todo momento do filme pasmo com a ousadia de Alejandro Amenábar de tratar um tema tão complexo e árduo com tanta paixão e noção crítica de um tempo tão marcante que outrora deixou voluntária e involuntariamnete sicatrizes na alma e no corpo da humanidade. Como professor de filosofia, fiquei orgulho de ver nas telas a vida da filósofa Hypatia ser apresentado de maneira tão pura e real - acho que os cientistas sociais, os estudantes de filosofia e pedagogos devriam assistir a essa colossal obra!!!

    ResponderEliminar
  17. Como estudante e amante confesso da história, adorei o filme, pois ele vem quebrar um mito historiografico, que o cristianismo começou como uma religião que pregava a paz e o amor ao próximo. A verdade é que depois da morte de cristo o cristianismo se tornou uma maquina de morte. Um parte bastante interessante é que o santo do pau oco torto Cirilo não inventava aquele ódio ele simplesmente retirava suas afirmações da bíblia. aliais não foi o próprio paulo que incitava as pessoas as queimarem os livros e destruir todo e qualquer conhecimento, é o mesmo que pregava que a mulher deve ser submissa. realmente nao entendo como uma mulher e um afro-descendente podem ter coragem de ser cristão.

    ResponderEliminar
  18. Estou "assistindo" o filme pelos comentários aqui, pois ainda não vi, mas conheço história. Gostei demais da crítica. Almenábar corajosamente aborda um assunto que só mal informados podem negar. Não é uma questão religiosa, mas de verdades!
    Falar de fé é uma coisa, falar de hipocrisia é outra. Deus é uma coisa, igreja manipuladora é outra. Mulheres, acordem!!!, ao menos por solidariedade, informen-se e saberão porque são tão segregadas até hoje. Eu soube deste filme através
    do blog de ciência e astronomia "o mensageiro das estrelas", dedicado à Hypatia. Já o amo sem mesmo tê-lo assistido.

    ResponderEliminar
  19. Fé não se discute. Ou você tem ou não. Felizes aqueles que tem fé e não são vazios por dentro. Vou orar por todos vocês, pois não sabem o que fazem ou o que dizem.

    ResponderEliminar
  20. Actualmente é fácil, demagógico e francamente cobarde atacar o Cristianismo. Por isso, "Ágora" de Alejandro Amenábar é tudo menos um filme corajoso e colossal! É sim um filme simplista, maniqueísta, ideologicamente tendencioso e historicamente falso.

    Por detrás da linda história de amor romanceada em torno da filósofa Hipátia, a "lição" que o senhor Amenábar nos quer dar com o seu filme é esta: o Cristianismo é obscurantista, fanático e inimigo do conhecimento.

    No entanto, o que a História nos diz é radicalmente diferente: para além de não ter qualquer suporte documental a teoria da destruição da Biblioteca de Alexandria pelos cristãos, a dívida intelectual da humanidade para com o cristianismo é enorme. Devemos a multidões de monges copistas a preservação da sabedoria clássica. Quase tudo o que sabemos da Antiguidade pagã veio dos mosteiros. Foi também a Igreja medieval que criou as primeiras universidades e o debate académico moderno. Eram cristãos devotos os grandes pioneiros da ciência moderna, como Bacon, Copérnico, Galileu, Kepler, Pascal, Newton, Leibniz, Mendel, Pasteur, etc. Até o caso de Galileu, sempre citado e distorcido, mostra o oposto do que dizem.

    Para mais pormenores sobre a suposta "veracidade histórica" do filme "Ágora", recomendo ao Sr. Rui Madureira a leitura destes excelentes artigos do historiador Tim O'Neill:

    "Agora" and Hypatia - Hollywood Strikes Again

    Hypatia and "Agora" Redux

    ResponderEliminar
  21. É incrível como as pessoas não sabem a diferença entre as dosagens. Confundindo assim algo tao profundo e necessário como a fé, com algo tão grotesco como o fanatismo e a intolerância. O significado da palavra religião tem sido usado errado, religião é algo que nos religa a Deus, no caso a fé. Portanto: ESQUEÇAM, ISSO É MUITO MAIOR DO QUE TODAS ESSAS CRÍTICAS!

    ResponderEliminar
  22. Acho que a maioria aqui não está pregando bem ou mal quando tratada a religião, ninguém quer pregar nada a ninguém é uma critica do filme e muito construtiva em que podemos abrir nossos olhos apenas com o meio cinema. Acho que a religião cega o homem, como dizia Karl Marx é a religião a culpada da alienação do povo. Mas vamos lembrar que Deus não é religião, quem criou a religião foi o homem.

    ResponderEliminar
  23. Ainda estou sob efeito do filme... e me pergunto onde eu estava, desde seu lançamento... que só agora o vi?
    Sem dúvida uma obra sensível e quase fantástica...
    Inteligentíssima a equipe que o produziu... conseguiram captar e "fotografar" a essência das contradições... começamos por odiar os gregos que desejavam ver sua Alexandria livre dos judeus e dos cristãos e incitam o massacre... terminamos por repugnar os "cristãos" e "judeus" por suas intolerâncias e fanatismos...
    O conflito pessoal, existencial-religioso, dos personagens, divididos entre a fé e a razão... o "cabresto" às mulheres pelo perigo que o livre pensar feminino ameaça e contradiz... a deturpação do Evangelho... tantos e tantos dilemas... o sacrifício de uma vida pela busca do saber... a escravidão e a liberdade... a liberdade e a escravidão... uma bruxa "santa"... um "santo" bruxo...
    Como mulher termino o filme por exclamar: Santa Hipátria, rogai por nós!
    Como cristã termino o filme a exclamar: Perdoai-nos de nossas atrocidades, como vos perdoamos das vossas... se entre dois iguais um terceiro é igual a um deles, então nós três somos irmãos! Lembremo-nos disso e libertemo-nos, como Davos, o único homem livre do filme o cristão livre, escravo do amor de Hipátria.

    ResponderEliminar
  24. Ainda bem que existe pessoas que questionam estas coisas com fatos demonstrando aos demais a realidade. Parabéns a todos que lutam contra estas mentiras!

    ResponderEliminar
  25. sou historiador ,depois dos anos 70 a geração da escola de annalles definiu o cinema como fonte de pesquisa histórica,mas ao assistir esse filme,como fonte documental valorizei o papel das instituições na sua temporalidade,no final do filme a mesma histeria do consciete coletivo despertado por bestas pagãs e confrontada reação de um panaca chamado cirilo,uma aluna da faculdade q se declarou ateia disse q faria o mesmo com os evangélicos brasileiro,o cinema como fonte historica reproduz a gonorreia mental como preguiça de pensar,q por trás das intenssões do diretor existe um cirilinho de araque..O autor é
    tendencioso

    ResponderEliminar