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Crítica - Hostage (2005)

Realizado por Florent Siri
Com Bruce Willis, Kevin Pollack, Ben Foster, Jonathan Tucker, Serena Scott Thomas

O responsável pelos famosos videojogos “Splinter Cell: Pandora Tomorrow” e ”Splinter Cell: Chaos Theory”, Florent Siri, também é conhecido pelas suas ocasionais incursões na sétima arte. Um dos seus últimos trabalhos cinematográficos foi “Hostage”, uma medíocre produção cinematográfica que até nos apresenta alguns momentos relativamente interessantes, mas que são insuficientes para transformar esta longa-metragem numa produção verdadeiramente empolgante.”Hostage” é uma adaptação cinematográfica do homónimo romance literário de Robert Crais e é protagonizada por Jeff Tally (Bruce Willis), um conhecido negociador de reféns de Los Angeles que vive perturbado por não ter conseguido salvar uma criança das mãos de um louco, uma dramática situação que o traumatiza e que o leva a trocar a cidade por um pequeno subúrbio, onde rapidamente se torna chefe da polícia, no entanto, os fantasmas do passado voltam a atormentá-lo quando três jovens tomam uma família como refém após um assalto falhado. O homem raptado está ligado ao mundo do crime e trabalha para o importante Sonny Benza, tendo em casa documentos comprometedores e para impedir que a polícia apanhe esses documentos, Benza decide mandar raptar a família do intransigente policia para que esta sirva como moeda de troca para a entrega dos ficheiros. A situação complica-se quando Tally descobre que Mars (Ben Foster), um dos sequestradores, é um assassino em série. As próximas vítimas podem ser os seus reféns e os seus cúmplices. Tally terá assim de negociar a complexa situação que poderá a qualquer momento transformar-se numa imparável escalada de violência.



O argumento desta produção é bastante previsível e irregular, porque em nenhum momento somos confrontados com um verdadeiro segmento narrativo de grande qualidade ou imaginação que nos convença que “Hostage” não é apenas mais uma cópia das famosas produções do género, como por exemplo, “Die Hard” ou “Bad Boys”. A falta de criatividade e originalidade do argumento é acentuada e exteriorizada através dos inúmeros clichés do género que estão maioritariamente presentes nos múltiplos acontecimentos que alimentam o desenvolvimento do enredo, acontecimentos esses que são acompanhados pelos vulgares diálogos sobre vinganças e chantagens que não acrescentam muito à história e que apenas servem para desviar as atenções dos espectadores. As extravagantes sequências de acção/combate representam a melhor vertente de “Hostage”, porque entretêm o espectador e fornecem alguma intensidade à história. A direcção de Florent Siri é substancialmente competente, no entanto, este cineasta não conseguiu explorar devidamente as múltiplas hipóteses dramáticas e intrigantes do argumento, ainda assim, conseguiu apresentar algumas sequências moderadamente interessantes. O elenco é liderado por Bruce Willis, um actor explosivo que está habituado a personagens deste género e que não nos desilude com esta sua performance, sendo inclusivamente um dos melhores elementos qualitativos do filme. O elenco secundário tem em Ben Foster um dos seus maiores atractivos. “Hostage” é uma produção que não nos surpreende pela sua exímia criatividade ou qualidade, no entanto, poderá fornecer alguns elementos de interesse aos apreciadores do género.

Classificação – 2 Estrelas Em 5

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1 Comentários

  1. Olá, td bem?
    Estou começando agora nessa onda dos Blogs, tbm sou louco por cinema e navegando encontrei o seu e o achei bem bacana.
    Com relação ao filme abordado no texto acima, concordo com vc. É horrível ver ainda nos dias de hoje vários cineastas que tentam nos empurrar goela abaixo suas obras imaginando que apenas um rosto conhecido (Bruce Willis) será mais que suficiente para isso.
    Linkei o seu blog no meu. Quando puder dá uma passada por lá e dá uma olhada. Forte abraço.

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