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Crítica - The Princess And The Frog (2009)

Realizado por John Musker, Ron Clements
Com John Goodman, Anika Noni Rose, Oprah Winfrey, David Keith

Os imaginativos criadores de “The Little Mermaid” e “Aladin” adaptaram mais um conhecido clássico literário ao grande ecrã, através das intemporais técnicas de animação que tornaram a Walt Disney mundialmente famosa. “The Princess And The Frog” é uma divertida comédia romântica que é protagonizada por Tiana, uma rapariga trabalhadora que economiza sabiamente todos os seus salários com o intuito de cumprir um sonho de infância que consiste em abrir um humilde mas concorrido restaurante de comida tradicional. O quotidiano da cidade onde habita, Nova Orleans, é abalado com a chegada de Naveen, um príncipe estrangeiro bastante individualista que pretende encontrar uma princesa endinheirada que o consiga sustentar. A principal candidata a essa posição é Charlotte, uma egocêntrica rapariga que é a melhor amiga da humilde protagonista desta história. Os planos de Naveen são interrompidos por Facilier, um misterioso e ganancioso feiticeiro que transforma o príncipe estrangeiro num horripilante anfíbio através de um poderoso encanto, que só poderá ser desfeito por um beijo de uma verdadeira princesa. Naveen começa a sua procura por uma princesa que o posso ajudar e acaba por se cruzar com Tiana, uma rapariga que ele confunde com uma princesa mas quando esta lhe dá um beijo a sua maldição não se extingue, muito pelo contrário, transforma a pobre rapariga num sapinho e agora, o príncipe egoísta e a esforçada cozinheira terão de se aventurar nos pântanos do Louisiana para tentarem encontrar alguma solução para o seu grande problema.


A lucrativa fórmula das princesas encantadas que a Walt Disney explorou habilmente durante inúmeras décadas voltou a ser implementada em “The Princess And The Frog”, uma produção que nos apresenta os primeiros príncipes afro-americanos (Tiana e Naveen) das animações clássicas. A história desta longa-metragem é extremamente movimentada, porque nos oferece uma extensa variedade de personagens que protagonizam diversas histórias paralelas, no entanto, esta variedade impede um desenvolvimento mais aprofundado das características individuais de cada interveniente porque estes raramente têm uma oportunidade para demonstrar as suas qualidades numa sequência solitária, excepção feita para Tiana que assume uma preponderância fundamental em vários momentos importantes da narrativa. O vilão da história, Dr. Facilier, também é ligeiramente inovador, porque nos introduz o voodoo e porque é apenas o segundo feiticeiro maléfico a protagonizar uma história clássica da Walt Disney, no entanto, o amontoamento de personagens dificultou a construção de uma personagem verdadeiramente malévola que consiga rivalizar com os grandes vilões masculinos das últimas grandes produções animadas, como por exemplo, Jafar, Scar ou Frollo. O romance entre Tiana e Naveen assume uma estrutura bastante semelhante ao dos protagonistas de “Beauty & The Beast”, porque não existe uma atracção imediata ou um amor à primeira vista, mas sim um desenvolvimento progressivo dos sentimentos que ambos vão construindo e desenvolvendo à medida que nos aproximamos da conclusão, ou seja, estamos perante um romance mais realista e menos idealista que se enquadra muito melhor nos parâmetros românticos da nossa sociedade contemporânea. As personagens secundárias são divertidas mas, como já referi, a sua participação é bastante limitada porque existem personagens em demasia, no entanto, entre os principais coadjuvantes tenho que destacar Ray e Louis, os divertidos animais musicais do pântano. À semelhança dos seus antecessores, “The Princess And The Frog” apresenta uma interessante variedade de números musicais que são bastante divertidos e que deverão entreter os espectadores de todas as idades.



O melhor elemento desta produção é claramente o seu estonteante visual gráfico que foi idealizado e construído segundo os fundamentos da animação clássica, fundamentos que catapultaram a Walt Disney Pictures para o sucesso internacional no início do século passado. “The Princess And The Frog” é ambientado em Nova Orleans, uma cidade norte-americana que muito recentemente foi devastada pelo Furacão Katrina e que actualmente se encontra em construção, no entanto, nesta longa-metragem somos apresentados a uma Nova Orleans que nos oferece um esplendoroso ambiente festivo e sonoro que nos remete obrigatoriamente para uma fantástica época temporal que apadrinhou o seu expoente cultural (1920-1930). Os cenários são bastante completos e fornecem ao espectador um espectacular contraste entre os diversos bairros da cidade e os pântanos da região, demonstrando na perfeição as suas características sociais e económicas. O design das personagens também é bastante apelativo e apresenta-nos inúmeras características que se assemelham ao das históricas personagens da Walt Disney. O visual clássico não é tão espectacular como o computorizado, mas é igualmente cativante e imaginativo. A fantástica banda sonora de Randy Newman é composta por inúmeras sonoridades de qualidade que são inspiradas nos maiores êxitos do Jazz Clássico, um género musical que está normalmente associado a esta cidade. Anika Noni Rose e Bruno Campos emprestam as suas vozes às personagens principais com alguma qualidade. O elenco secundário também nos apresenta alguns profissionais de qualidade, como por exemplo, David Keith e alguns elementos mediáticos, como por exemplo, Oprah Winfrey.


“The Princess And The Frog” é uma agradável surpresa na categoria das animações contemporâneas, porque conseguiu reintroduzir a animação clássica no mercado comercial, no entanto, alguns problemas narrativos impediram esta simpática produção de superar qualitativamente o grande sucesso da famosa subsidiária da Walt Disney Pictures, “Up” da Pixar.

Classificação – 4 Estrelas Em 5

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4 Comentários

  1. Não gostei muito, achei o roteiro um pouco contraditório.

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  2. Adorei este filme, prefiro a versão americana, mas a portuguesa também está muito fixe
    não consigo tirar a música almost there da minha cabeça, adorei, amei mesmo
    parabéns a disney

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  3. Eu gosto mais da versão em PT, mas confesso que a americana é "catchy" adorei o filme já fazia falta uma princesa nova lol
    ;)

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  4. toda a gente fala da originalidade da princesa, mas para mim o mais fixe é o principe, ele é tão único e não por se transformar num sapo, mas pela sua personalidade
    gostei muito do filme

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