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Crítica - Metegol (2013)

 
Realizado por Juan José Campanella 
Com Diogo Valsassina, Nuno Gomes, Ana Guiomar, Pedro Ribeiro 

Nas vésperas do início do Campeonato do Mundo de Futebol no Brasil, “Metegol” parece ser o filme ideal para todos os espetadores de todas as idades entrarem no espírito e energia da competição, sendo também por acréscimo uma obra simplesmente divertida e sem grande complexidade. Vencedor do Prémio Goya de Melhor Filme de Animação em 2014, “Metegol” é uma mega produção argentina de relativa qualidade dentro do competitivo género de filmes de animação, que nos brinda portanto com uma história repleta de animação e diversão que tem como protagonista o jovem Amadeu, um adolescente popular com muitas aventuras e amigos fora do normal, que joga matraquilhos como um campeão. Um dia, a simples vida de Amadeu complica-se quando tem de voltar a enfrentar El Macho, o seu mais temível rival, desta vez num jogo de futebol a sério. O problema é que El Macho está decidido a vencer Amadeu e tirar-lhe tudo aquilo que ele ama: a vila onde vive, o bar onde trabalha, a sua mesa de matraquilhos e o coração de Laura, por quem Amadeu está secretamente apaixonado. Esta grande ameaça leva Amadeu a juntar-se a um grupo improvável de matraquilhos muito divertidos e determinados em vencer este grande desafio e, assim, ajudar Amadeu a recuperar a normalidade que tanto aprecia.

   

Realizado por Juan José Campanella, o aclamado diretor do thriller “El Secreto De Sus Ojos” (2009), “Metegol” é claramente um projeto muito mais leve e simples de ver que o seu anterior êxito cinematográfico, mas não restam dúvidas que Campanella é um realizador extremamente versátil e talentoso, porque após ter conseguido maravilhar o mundo com um thriller dramático bem sombrio, criou agora uma animação repleta de boa disposição e com um aparatoso entretenimento para todas as idades. É portanto necessário dar os merecidos parabéns a Campanella por, mais uma vez, ter excedido as expetativas com um projeto bem montado que, neste caso particular, apresenta uma vertente técnica muito apresentável e muito próxima aos grandes filmes de animação de Hollywood, algo que tem que se louvar, já que “Metegol” não teve por trás um orçamento de milhões a apoiá-lo. O outro grande benefício do filme é a sua história, que mistura o mundo desportivo do futebol com o passatempo dos matraquilhos numa trama que, embora seja preenchida por alguns lugares comuns, consegue entreter e apresentar uma certa coesão, quer ao nível dramático, quer ao nível humorístico. É claro que “Metegol” não será um clássico intemporal dentro do género, mas é fácil apreciar o espírito da sua história, que entre piadas curiosas e momentos de alguma densidade humana e emocional, sobressai como algo que mexe com o espetador e que, porventura, poderá inspirar sem dificuldades a imaginação dos mais novos. 

  Classificação - 3,5 Estrelas em 5

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2 Comentários

  1. Porquê a insistência em chamar "Metegol" a este filme se o título no nosso país é "Matraquilhos"?

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    1. Eu agradeço a sua pergunta Anónimo, esta opção deve-se ao facto de o Portal Cinema ser também visitado por pessoas de outros países e, para facilitar a identificação do filme, optamos sempre por utilizar o título original ou inglês. Obrigado

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