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sexta-feira, março 30, 2018

Crítica - 7 Days in Entebbe (2018)


Realizado por José Padilha
Com Rosamund Pike, Daniel Bruhl,Nonso Anozie

Inspirado em eventos verídicos, "7 Days in Entebbe"  retrata a arriscada operação de salvamento, por parte de Israel, de um grupo de passageiros que foram tomados como reféns por terroristas no voo Air France 139 que fazia a ligação de Atenas-Paris em 1976. O voo foi desviado para o Uganda, onde passados 7 Dias em cativeiro no Aeroporto de Entebbe, todos os terroristas foram mortos e os passageiros que, à altura ainda se mantinham sequestrados, foram libertado pelas Forças Especiais de Israel no já referido raid militar impressionante que ajudou a celebrizar a eficácia das Forçar Armadas Israelitas. 
A história que inspirou "7 Days in Entebbe" é, portanto, verdadeiramente impressionante e, logicamente, esperava-se muito deste produto cinematográfico que, ainda para mais, foi comandado por José Padilha, o realizador do aclamado "Tropa de Elite". Esperava-se portanto um resultado final explosivo que conseguisse combinar em pleno a intensidade dramática da história real com uma imponente dose de intensidade promovida por um realizador experiente nestes andanças.  Mas pese embora todas promessas e esperanças, "7 Days in Entebbe" desilude pelas más opções que foram tomadas no processo de criação e desenvolvimento do seu enredo. 
Em vez de se focar exclusivamente nas partes mais interessantes da história verídica, nomeadamente no planeamento do ataque terrorista, na execução do mesmo e na poderosa reação de Israel, "7 Days in Entebbe" perde muito do seu tempo com narrativas secundárias pouco relevantes e já muito dentro do reino da ficção. Entre elas destaca-se o enfoque excessivo que é dado à história pessoal de um Soldado Israelita que participa na Operação Militar, mas também o enfoque desnecessário que é dado ao Passado e às Divisões Morais que afetam os dois terroristas alemães interpretados por  Daniel Brühl e Rosamund Pike.
Se é perfeitamente compreensível que o filme tente aprofundar as personalidades dos Chefes Realistas e até dos Terroristas para compreender as bases motivacionais das duas Operações em foco, já não é compreensível que descentre as atenções do enredo no Ataque Terrorista e na Operação Militar de Israel para explorar elementos de pura ficção. No caso da atenção excessiva que é dada aos Terroristas Alemães, "7 Days in Entebbe" até se torna confuso e acaba por complicar algo que deveria ser abordado com mais simplicidade. Já que só por assistirmos ao filme ficamos sem saber, concretamente, qual a real motivação dos Terroristas Alemães para ajudarem os Combatentes da Palestina e porque é que apresentavam tantas dúvidas morais sobre a ação quando, o grupo ao qual pertenciam, também matou inúmeras pessoas em ataques terroristas.
Em certas alturas é notório o esforço de Padilha em tornar "7 Days in Entebbe" num filme mais sério e com mais ação e intensidade, mas o que é certo é que a sua história perde-se, pelo meio, em demasiadas encruzilhadas sem sentido. A sua veracidade histórica sofre com isso, bem como o seu valor dramático e a sua intensidade natural. Não é por isso de estranhar que o resultado final seja tão confuso e tão mediano.

Classificação - 2 Estrelas em 5

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