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sexta-feira, agosto 31, 2018

Crítica - Papillon (2018)

Realizado por Michael Noer
Com Charlie Hunnam, Rami Malek, Tommy Flanagan

Serão poucos os cinéfilos que nunca viram ou, pelo menos, nunca ouviram falar de “Papillon”! Trata-se de um clássico lançado em 1973 protagonizado por dois pesos pesados de Hollywood: Steve McQueen e Dustin Hoffman. Tal clássico é uma adaptação do homónimo best seller literário lançado em 1969 por Henri Charrière, o verdadeiro Papillon! Esse mesmo livro está na base desta versão de 2018 que, embora não seja tão memorável como o clássico de 73, revela-se, ainda assim, uma competente adaptação da história de Charrière.
Começando pelo elenco vale a pena destacar a performance de Charlie Hunnam que interpreta, com uma grande apetência, o papel de Henri Charrière, um arrombador de cofres do submundo parisiense, que é injustamente incriminado por homicídio e condenado a prisão perpétua na colónia penal da Ilha do Diabo. Lá, Papillon cria uma improvável aliança com Louis Dega (Rami Malek) que, em troca de proteção, concorda em financiar a fuga de Papillon. Juntos irão planear e executar a mais corajosa fuga alguma vez contada. É certo que Hunnan não é nenhum Steve McQueen, mas a sua performance é bastante vigorosa e poderosa, ajudando até a dinamizar um filme mais parado que o clássico de 73, mas igualmente dramático. A contrastar com um grande Hunnam encontramos um Rami Malek bastante abaixo das expectativas e muito menos imponente que o seu trabalho na série “Mr. Robot”. 
As comparações entre os filmes de 2018 e o de 1973 são inevitáveis, mas vamos admitir já que o de 73 é superior em praticamente todos os parâmetros. O que é certo é que ambos seguem linhas muito similares e, apesar de terem algumas diferenças e alterações entre si e o livro na forma como exploram a vida de Papillon na Guiana Francesa, acabam por apresentar resultados narrativos similares. Um ponto a reforçar é que “Papillon” não é o típico filme prisional, aproximando-se mais da seriedade e dramatismo de “The Shawshank Redemption”, por exemplo, do que de outras produções prisionais mais violentas. É, no fundo, um curioso exercício dramático que, mais do que explorar uma fuga de uma prisão, foca-se no lado Humano, Dramático e Emocional de um mundo prisional absolutamente cruel. O retrato da brutal experiência de Papillon é surpreendente e, embora seja retratado por esta nova versão com algumas falhas, não deixa de ser impressionante. É talvez a força da história real que mais deverá convencer o espectador a dar uma oportunidade a esta nova versão que, embora esteja longe de ser excelente, consegue cumprir as expectativas mínimas!

Classificação - 3 Estrelas em 5

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