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quinta-feira, agosto 30, 2018

Especial MOTELx 2018 - Entrevista a Francisco Lacerda, Co-Realizador de Freelancer

No âmbito da antevisão ao MOTELx 2018, o Portal Cinema lançou um desafio aos realizadores das 12 curtas portuguesas a concurso ao Prémio de Melhor Curta de Terror Portuguesa do MOTELx 2018! O desafio consistia em responderem a uma pequena entrevista sobre o projeto a concurso, a sua carreira e, claro está, os projetos futuros. 11 dos 12 criadores aceitaram esta proposta e apresentamos agora o resultado final. Segue-se uma entrevista com Francisco Lacerda, co-realizador de “Freelancer”.


Sobre Freelancer


Dos criadores das populares curtas-metragens "Dentes e Garras!" e "Dentes e Garras 2" chega "Freelancer", uma comédia negra que satiriza o meio freelance e a indústria cinematográfica numa narrativa extravagante, repleta de humor e sangue. 

Sinopse - Jorge, um operador de câmara freelancer, encara diariamente uma série de clientes abusivos e pagamentos em atraso. Ao aceitar mais um trabalho de uma filmagem que aparenta ser uma simples cerimónia de casamento, esta acaba por se revelar um autêntico pesadelo.



Entrevista a Francisco Lacerda




1 – Antes de explorarmos um pouco o projeto que vem apresentar ao MOTELx 2018, gostaria que me falasse um pouco sobre o seu percurso profissional até ao dia de hoje. Qual a sua formação? E o que fez antes de começar a trabalhar neste projeto?

Estudei Som e Imagem na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha de 2011 a 2014.  o segundo ano lectivo do curso realizei a curta-metragem "Dentes e Garras!" a qual teve a sua estreia no Fantasporto em 2014 e fez parte da selecção oficial da 8ª edição do MOTELx. Após ter terminado o curso mudei-me para Helsínquia e realizei em 2015 a sequela "Dentes e Garras 2", a qual teve a sua estreia mundial na 10ª edição do MOTELx e correu vários festivais estrangeiros.

2 – Quais são as suas principais influências cinematográficas?

São inúmeras minhas influências cinematográficas e estas variam imenso com cada projecto. No caso de Freelancer, fui influenciado maioritariamente pelo filme We Are The Flesh de Emiliano Rocha Minter, estéticas dos anos 80, e cultura dos Açores.

3 – Tem algum sonho/objetivo em particular que pretenda alcançar no mundo cinematográfico?

Simplesmente continuar a ter ideias que se desenvolvam em histórias que queira contar através de um filme, seja longa-metragem ou curta-metragem.



4 – O que o levou a criar "Freelancer"? O projeto final ficou como imaginou? E já agora como o descreve?


Antes de criar este projecto, não estava a planear realizar mais uma curta-metragem, não me tinha surgido qualquer ideia boa o suficiente para desenvolver uma história que me agradasse. Um dia, o meu amigo Francisco A. Lopes, também co-realizador da curta em questão, enviou-me um pitch para um spin-off das minhas curtas metragens anteriores. Apaixonei-me imediatamente pelo pitch e comecei a desenvolver um argumento baseado no mesmo. O argumento foi escrito em colaboração com Francisco A. Lopes e após uns quatro rascunhos encontrámo-nos muito satisfeitos com a história. 
O projecto final ficou muito semelhante ao que imaginei, acho que é impossível qualquer filme após a sua finalização ficar exactamente igual ao que o realizador imaginou quando o estava a desenvolver. Existem elementos que no papel parecem funcionar e na pós-produção não funcionam, o mesmo aconteceu com este projecto e visto este ser uma colaboração entre mim e Francisco A. Lopes, acredito que chegamos a um bom senso no que deveria ser incluído na curta de modo a favorecer a narrativa e o nosso conceito inicial do filme.


5 – O que pode o espectador esperar e o que espera que ele sinta ao vê-lo? Tem alguma mensagem específica que lhe queira transmitir para o preparar para a visualização?

O MOTELx no seu press release categorizou Freelancer como “Extreme Trash Extravaganza”, acho que é uma descrição fiel aos conteúdos do filme. Eu e o Francisco A. Lopes categorizamos esta curta e as anteriores num sub-género a que chamamos de “Azoresploitation”.
Quanto a uma mensagem particular ao espectador, recomendo levarem um saquinho de enjoo para a sessão.

6 – O que significa a presença da sua curta na Competição Oficial do MOTELx? E perante isto quais são as suas expectativas globais (quer no festival, quer posteriormente) para a mesma?

É sempre um enorme prazer e honra fazer parte da selecção oficial ao Prémio de melhor curta de terror portuguesa do MOTELx, para mim é sempre uma vitoria poder exibir um filme no festival. A curta teve a sua estreia no Festival Caminhos do Cinema Português em Novembro de 2017, e tem feito parte da selecção oficial de vários festivais de cinema internacionais como o Tampere Film Festival e o Boston Underground Film Festival. Irá marcar presença em New Orleans no estado de Louisianna no NOLA Horror Film Festival e na América Central no Panamá Horror Film Festival.

7 – E o que nos pode dizer sobre os seus projetos futuros? O seu futuro profissional passará por Portugal ou poderá haver uma aposta no estrangeiro?

Não me faltam ideias para futuros projectos, algumas já desenvolvidas na fase de escrita, mas o mundo do cinema mexe-se a um passo muito lento, logo não sei dizer qual será exactamente o próximo filme de Francisco Lacerda. Embora viva em Helsínquia na Finlândia, por agora pretendo continuar a realizar projectos concentrados em Portugal, nomeadamente na Região Autónoma dos Açores.

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