Crítica - Bright (2017)

Realizado por David Ayer
Com Will Smith, Joel Edgerton, Noomi Rapace

Sinopse – Numa realidade alternativa, os seres humanos convivem em harmonia com seres fantásticos, como fadas, elfos e ogres. Mesmo neste cenário mágico as infracções da lei são uma prática comum e, por isso, existe uma força polícia da qual faz parte JJ (Will Smith), um policial humano especializado em crimes mágicos que é obrigado a trabalhar juntamente com um orc (Joel Edgerton) para evitar que uma poderosa arma caia nas mãos erradas.

Sinceramente, “Bright” poderia ter sido um filme incrível! É certo que está longe de ser um filme mediano, mas não é, nem de longe nem de perto, o filme que poderia ter sido. O principal culpado? O seu argumento.
A receita de “Bright” apresentava; à partida, todos os ingredientes de um grande filme de ação e fantasia que, quem saber, poderia alimentar uma saga ou até uma série original da Netflix, sim porque “Bright” é um produto da Netflix! É, no fundo, o Blockbuster de estreia da Netflix e, neste campo, não se pode dizer que seja uma má estreia, mas reforço que poderia ser muito melhor.
E voltamos ao seu principal problema: o argumento. Um dos seus problemas é que logo desde o início que o enredo de “Bright” nunca explora ou explica totalmente o mundo em que a ação se desenrola! Em consequência, as personagens, os backgrounds, os ódios de estimação e os pormenores narrativos não são devidamente aprofundados. Também nesta onda chegamos rapidamente à conclusão que “Bright” não tem grandes diálogos e os que tem não são nada explicativos ou explícitos!  
O que compensa esta falha gigante que impede a grandeza? Os efeitos especiais são muito bons e, por arrasto, as sequências de ação saem beneficiadas. Estas são excitantes e foram muito bem filmadas. Também todo o processo de criação de cenários e caracterização que envolveu a criação de uma Los Angeles distópica e povoada por criaturas mágicas foi bastante competente,  
Também o seu elenco estrelar ajudou a incluir um dinamismo extra ao filme. Will Smith e Joel Edgerton não apresentam no ecrã uma dupla muito dinâmica, mas as suas performances correspondem ao esperado e enquadram-se na perfeição no estilo das suas personagens. A quase irreconhecível Noomi Rapace também dá uma grande vilã, mas lá está, gostaria que o filme tivesse explorado bem mais as suas motivações e habilidades. 
Posto isto, “Bright” não é um filme todo o terror, mas vale definitivamente vê-lo, até porque é um bom ponto de partida para uma saga ou série televisiva!


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