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terça-feira, fevereiro 26, 2019

Crítica - The Head Hunter (2018)

Realizado por Jordan Downey
Com Christopher Rygh, Cora Kaufman

Um filme minimalista, mas extremamente eficaz, controlado, criativo e interessante. Assim é "The Head Hunter". Exibido no FantasPorto 2019 e seleccionado também para os Festivais de Sitges e Nightmares Film Festival, esta obra independente idealizada por Kevin Stewart (Produtor, Guionista) e Jordan Downey (Realizador e Guionista) surge-nos como a primeira boa surpresa do FantasPorto e do Circuito de Festivais Portugueses deste ano!
Compreende-se o porque de, quer o Fantas, quer Sitges, terem-lhe dado uma oportunidade. É certo que, ao princípio, pode não parecer muito, mas o que também é certo é que se revela, no computo geral, como uma surpresa muito positiva! E, acima de tudo, revela-se também como um bom exemplo/ boa prática a seguir, já que nos mostra que é possível criar boas obras de fantasia sem orçamentos megalómanos. O que, no fundo, é preciso para a fórmula resultar não são grandes orçamentos, mas sim boas ideias, algum talento e, acima de tudo, uma visão artística apurada. E a equipa de "The Head Hunter" reúne todos estes atributos
Uma das suas particularidades é que foi rodada em Portugal, mais concretamente numa aldeia centenária de Bragança praticamente abandonada, mas de onde é oriunda a avó de um dos produtores: Kevin Stewart. E a escolha por esta localização revela-se acertada, já que o toque rural e extremamente belo da zona fornecem-lhe, em conjunto, um toque cru, natural mas extremamente apelativo, conseguindo transmitir na perfeição um ambiente medieval e fantasioso. 
Para além das belas paisagens e da estética primorosa que pauta, do inicio ao fim, um filme que está sempre a produzir bons planos e um surpreendente valor técnico, "The Head Hunter" brilha também pela forma como desenvolve uma história minimalista. E aqui há também que dar os merecidos parabéns a Christopher Rygh. Este ator interpreta o exigente papel de um pai/ caçador de monstros que parte em busca da criatura que matou a sua filha. Rygh é praticamente o único ator do filme, mas é sem dúvida a sua força motriz. Por muito talento que a equipa técnica do filme possa ter, caso este não tivesse tido um bom protagonista teria sido, sem dúvida, um fracasso. É preciso um grande ator para pegar em tão pouco sumo narrativo e construir um bom filme. E foi isso que Rygh fez. A sua performance é magnífica e, quase sem diálogos e com poucas sequências de ação, consegue convencer e transformar uma premissa simples numa epopeia de ação, vingança e fantasia! Se tiver oportunidade arrisque dar uma olhadela a este bom exemplo do cinema independente de fantasia!

Classificação - 3,5 Estrelas em 5

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