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quarta-feira, fevereiro 27, 2019

Crítica - Prospect (2018)

Realizado por Zeek Earl e Christopher Caldwell
Com Sophie Thatcher, Pedro Pascal

Filme de Abertura do FantasPorto 2019, "Prospect" chegou ao Porto e a Portugal como rótulo de curiosa surpresa indie sci-fi proveniente do cinema americano. Certo é que justificou a aposta e correspondeu às expectativas. Dentro do género, "Prospect" compensa as suas debilidades económicas com um estilo muito próprio e bem conseguido, sendo este concretizado graças a uma equipa polivalente e talentosa. Sob a batuta dos virtualmente desconhecidos Zeek Earl e Christopher Caldwell, "Prospect" apresenta-nos um ambiente e uma atmosfera sci-fi muito apelativa, onde a história e os detalhes técnicos são, efetivamente, uma relevante força motriz. 
No filme seguimos a jornada de uma adolescente e do seu pai que viajam até uma lua remota em busca de riquezas indescritíveis. Mas há outras pessoas na Lua que também procuram o mesmo e que, perante certos azares, ficaram presos no local inóspito. Neste contexto aquilo que começa por ser uma viagem à procura de riqueza acaba por se tornar numa luta pela sobrevivência e pelo regresso à Terra. Este enredo mistura elementos sci-fi, como é óbvio, com uma base muito próxima a um western, aliás ao longo do filme é impossível não nos lembrar-mos de "True Grit". Só que em vez de termos um ambiente de faroeste, temos um cenário sci-fi onde, após vários azares lhe baterem à porta, uma jovem luta para sobreviver num mundo perigoso e pródigo em pessoas manipuladoras e perigosas!
Tal jovem é interpretada com muito afinco por Sophie Thatcher que, em parceria com o mais experiente Pedro Pascal na segunda metade do filme, ajuda a aumentar o alcance dramático e aventuroso deste projeto. E este, como já se disse, não é apenas fogo de vista e não depende apenas do seu elenco para brilhar. O enredo, pese embora ter inspirações notórias, acaba por funcionar. Mas o que o transporta para um nível de qualidade superior é mesmo o tratamento técnico de que é alvo. É porque seja em momentos de maior tensão ou dramatismo, "Prospect" é sempre abrilhantado por um detalhado leque de elementos técnicos subtis, delicados e muito bem trabalhados. Estes podem não ter aquele aquele vigor explosivo que se encontra em Hollywood, mas não há dúvida que lhe conseguem incutir um forte sentimento e atmosfera dignos de um estrelar filme do género. É claro que há valências, mas o resultado final surpreende e muito!

Classificação - 3,5 Estrelas em 5

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