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Crítica - Triple Frontier (2019)

Realizado por J.C. Chandor
Com Charlie Hunnam, Ben Affleck, Pedro Pascal


O processo de pré-produção de  "Triple Frontier". Este projeto começou por estar nas mãos da aclamada realizadora Kathryn Bigelow ("The Hurt Locker"), mas após muitos avanços e recuos, acabou por ir parar às mãos de J.C Chandor e da Netflix que, quase no último minuto, resgatou-o de um cancelamento quase certo. 
Mesmo nos tempos em que este projeto esteve sob a batuta de Bigelow existiu sempre uma grande expectativa em redor do mesmo, afinal de contas prometia ser um thriller que nos poderia fazer recordar o aclamado "Sicario". As boas sensações que transmitia levaram a Netflix a manter a aposta e nem mesmo o conturbado processo de filmagens impediu a plataforma de reforçar a sua aposta nele. Tanto é que recheou o seu elenco com grandes estrelas de Hollywood, como  Charlie Hunnam, Ben Affleck, Pedro Pascal ou Garret Hedlund.
A sua estreia lá aconteceu em 2019. Mas por esta altura já muitos se tinham esquecido da expectativa que o filme gerou e até mesmo a plataforma parece ter perdido um pouco de fé no projeto. Só assim se explica a sua estreia sem grande pompa  no streaming e a sua clara falta de popularidade junto dos subscritores da plataforma. Mais estranho é que, um ano depois, "Extraction" chegou à Netflix tornou-se num dos grandes sucessos da plataforma. Tendo ambos um estilo similar não se compreende como é que esta obra mais fraca acabou por superar em popularidade o bem mais completo "Triple Frontier" que, ainda hoje, ainda está esquecida no vasto catálogo da Netflix. 
A história do filme segue a missão de  Tom Davis (Ben Affleck), Santiago Garcia (Oscar Isaac), Francisco Morales (Pedro Pascal), William Miller (Charlie Hunnam) e Ben Miller (Garrett Hedlund), cinco ex-soldados das Forças Especiais dos Estados Unidos que decidem reunir-se para executar um plano arriscado: roubar um poderoso senhor do crime na fronteira que separa o Brasil da Argentina e do Paraguai. Mas quando o seu plano corre mal e coloca-os em perigo, então estes antigos companheiros de batalha serão forçados a embarcar numa épica luta pelas suas vidas.
Com muita ação e até bem filmado por J.C. Chandor, "Triple Frontier" acaba por não ser aquele filme complexo que se esperava e, aqui, é justo dizer que não corresponde às expectativas criadas. Mas também é verdade que, dentro do mundo dos filmes de ação, surge como uma opção bem válida que fornece boas doses de entretenimento aos apreciadores de ação e de obras mais bélicas. É verdade, no entanto, que está bem longe de ser um daqueles filmes de ritmo alucinante que a cada esquina tem uma sequência de ação, mas este nunca foi o seu propósito nem nunca esteve na sua génese....
O que é certo é que "Triple Frontier" merecia ter tido melhor sorte e, apesar de ainda estar no catálogo Netflix, está longe de ser um dos filmes originais mais populares....apesar de ser muito melhor que alguns dos seus "irmãos" mais comerciais e mais fracos...

Classificação - 3 Estrelas em 5

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