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quarta-feira, junho 05, 2019

Pérolas Indie - Border (2018)

Crítica - Border (2018)

Realizado por Ali Abbasi
Com Eva Melander, Eero Milonoff

Sinopse - Tina, uma polícia de fronteira com uma aparência estranha, é conhecida pelo seu olfato incrível, que consegue detetar a culpa de alguém que esconde alguma coisa inconfessável. Mas essa sua qualidade extraordinária é posta em causa quando Vore, um homem de aspeto suspeito, passa por ela. Tina pressente que Vore esconde algo que ela não consegue identificar… À medida que desenvolve uma laço especial com o estranho e descobre a real identidade dele, Tina fica também a saber a verdade sobre si própria: nem Tina, nem Vore, pertencem a esta mundo…

Foi o candidato da Suécia ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2018 e, acima de tudo, um dos Nomeados Surpresa dos Óscar 2019. Não na categoria de Filme Estrangeiro, mas sim na de Melhor Caracterização! “Border” pode não ter ganho o Óscar nesta categoria, mas mereceu a nomeação, já que o trabalho da dupla Göran Lundström e Pamela Goldammer é sublime, mas já lá iremos. 
Sem dúvidas, “Border”/“Na Fronteira” foi um dos filmes sensação de 2018. Embora seja um dos produtos mais estranhos dos últimos tempos, não há qualquer dúvida que é também um dos mais originais, marcantes e imaginativos! A trilhar um caminho entre a Fantasia e a Realidade ou entre a Objetividade e Subjetividade, “Border” explora (por vezes de forma exageradamente lenta é certo) um argumento deliciosamente peculiar que, pese embora um ou outro excesso mais perturbador, consegue render um produto bastante interessante. Mas também é perceptível que dentro da sua peculiaridade e extravagância, “Border” pode tornar-se confuso para os menos preparados.




Os seus primeiros atos são de grande nível, mas pese embora as ideias interessantes na sua base e os apontamentos iniciais de nível, pelo meio algo parece começar a falhar. Sendo precisamente no seu ponto intermédio que começa a pecar ao apostar em soluções narrativas mais próximas do estranho  perturbador do que do bizarro criativo. Em todo o caso, como um todo, são mais os elementos positivos do que os negativos e, no final, o seu espírito místico e as suas mensagens de aceitação e autodescobrimento acabam por sobressair com nível. 
Se é estranho? É sim, mas tem muitos bons momentos e há que dar valor e respeitar a veia criativa dos seus criadores. O elenco também apresenta um nível muito bom, sendo liderado por uns fortíssimos Eva Melander e Eero Milonoff que, mesmo por baixo de uma espessa maquilhagem, conseguem brilhar. E tal maquilhagem, como dissemos no início, é um dos melhores atributos do filme. O detalhe das criações de Göran Lundström e Pamela Goldammer é incrível e combina na perfeição com o Universo Bizarro e Fantasioso desenvolvido por Ali Abbasi e a sua Equipa. 


Classificação - 4 Estrelas em 5

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