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sexta-feira, setembro 13, 2019

Entrevista a Gonçalo Almeida, Realizador da Longa de Terror Portuguesa Faz-me Companhia


Nos últimos anos o MOTELx tem feito ume esforço enorme para promover trabalhos de criativos portugueses no mundo do terror. O esforço mais conhecido tem sido com o Prémio de Melhor Curta Nacional, mas também tem dado palco a vários cineasta para apresentarem longas metragens. Na Edição de 2019, o MOTELx deu essa oportunidade ao jovem realizador Gonçalo Almeida que apresentou neste certame "Faz-me Companhia". Segue agora a nossa entrevista com Gonçalo Almeida.


Sinopse - Sílvia aluga uma casa para o fim-de-semana no sul de Portugal com a intenção de se encontrar com a sua amante secreta, Clara. Entre mergulhos na piscina e banhos de sol, o fim-de-semana perfeito a dois começa a ser perturbado por um mal misterioso. Estranhos eventos ocorrem na casa que terão um impacto permanente na relação e na vida das duas mulheres. Depois de “Mutant Blast” e “Inner Ghosts” no ano passado, o MOTELX faz nova estreia mundial de uma longa-metragem de terror portuguesa na competição Méliès. Gonçalo Almeida foi o vencedor do Prémio MOTELX para curtas-metragens em 2017 com “Thursday Night”, uma história de fantasmas caninos que foi exibido em Sundance, e estreia-se agora nas longas-metragens.

Portal Cinema (PC) – Antes de explorarmos um pouco o projeto que vem apresentar ao MOTELx 2019, gostaria que falasse um pouco sobre o seu percurso profissional até ao dia de hoje e dos seus projetos passados?

Gonçalo Almeida (GA) - Sempre gostei de desenhar, fazer música e filmes. Em 2012 fui viver para Londres, onde vivi 5 anos e onde fazer filmes se tornou uma coisa mais séria. Desde então,  ser realizador tornou-se a minha profissão.

PC – No seu percurso profissional contam-se já muitos projetos de curtas-metragens, mas esta é a sua primeira longa-metragem. O que distingue, na sua opinião, os dois formatos e quais os desafios próprios de cada um?

GA - Existem histórias e filmes que merecem ser longas-metragens e outros que merecem ser curtas-metragens. Não acho que um formato seja superior ao outro nem acho que uma curta metragem seja um cartão de visita para tentar arranjar dinheiro para fazer uma longa. Claro que, comercialmente, ouço dizer que é mais fácil explorar uma longa-metragem do que uma curta.

PC - Quais são as suas principais influências cinematográficas? E, já que estamos a falar no enquadramento de um Festival de Terror, qual é o seu Top 3 de Filmes de Terror favoritos?

GA - As influências alteram-se constantemente. Não acho que tenhamos controlo sobre as mesmas. Continuo a ver filmes feitos pelas mesmas pessoas que me inspiraram no início. Takashi Miike; William Friedkin; George Franju; Herk Harvey. Não tenho filmes preferidos mas acho que os filmes de terror que mais vi foram: The Shinning e o segmento “Box” da antologia “3 Extremes”

PC – Tem algum sonho/objetivo em particular que pretenda alcançar no mundo cinematográfico?

GA -Gostava de continuar a trabalhar.

PC – O que o levou a criar este projeto? Quais foram as suas inspirações? E este ficou como imaginou? O que pode o espectador esperar e o que espera que ele sinta ao vê-lo?

GA -Uma relação amorosa é um espaço comum, partilhado pelas pessoas envolvidas na mesma. No entanto, há também o espaço privado e mental que cada pessoa ocupa. Quando deixa de haver comunicação, o espaço comum dissolve-se, dando lugar a uma maior presença dos espaços privados. Com este filme, tentei representar este conceito de forma visual. O filme passa-se à volta de uma piscina. Numa piscina, quando estamos dentro de água, não ouvimos, nem vemos claramente o que se passa fora de água. O inverso também acontece. A comunicação é difícil quando as pessoas existem em espaços diferentes.

PC – O que significa a presença do seu filme na Competição Oficial do MOTELx? E perante isto quais são as suas expectativas globais (quer no festival, quer posteriormente) para a mesma?

GA - O MotelX é um festival pelo qual tenho afinidade e que respeito pelo trabalho que tem feito no panorama nacional de cinema de género. Desta forma, sinto-me bem em estar lá. Não tenho expectativas, para ser sincero. O filme está feito. O resto já não está no meu controlo. Espero que haja uma audiência que se identifique com este objecto e que aprecie a experiência.

PC – E o que nos pode dizer sobre os seus projectos futuros? O seu futuro profissional passará por Portugal ou poderá haver uma aposta no estrangeiro?

GA- Gosto de viver entre Lisboa e o Alentejo. Também gosto de viajar mas gosto de viajar mas gosto mais de viver aqui.  Quero continuar a trabalhar e se o trabalho me levar para fora daqui, também será uma opção.  Em relação a projectos futuros, estamos a acabar um outro filme e em pré-produção de outro que será filmado no fim do ano. 

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