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sábado, outubro 26, 2019

Crítica - The Laundromat (2019)


Realizado porSteven Soderbergh
Com Antonio Banderas, Gary Oldman, Meryl Streep

“The Laundromat” surge como a tentativa da Netflix e do icónico Steven Soderbergh replicar o estilo e o sucesso de “The Big Short”, uma comédia financeira que, em 2015, forneceu um olhar interessante, descontraído mas elucidativo sobre a Crise Financeira de 2007-2008. É claro que o tema de “The Laundromat” não é essa Crise de 2007-2008, mas sim outro escândalo financeiro ainda mais recente: os Panama Papers. Mas é notório ao vermos esta obra que Soderbergh prestou a devida atenção a “The Big Short” e ao trabalho de Adam McKay e tentou incutir o mesmo spin cómico/ dramático à sua abordagem deste escândalo.
A tentativa foi até nobre, mas o resultado é bastante infeliz. Todos reconhecemos o talento  de Soderbergh, que neste Século já nos presenteou com algum pérolas cinematográficas, mas “The Landromat” está bem longe de se enquadrar nessas categorias. Embora apresente algum humor à mistura, este projeto que se enquadra entre uma comedia, um documentário e um thriller financeiro apresenta um argumento surpreendentemente enfadonho e seco. Esperava-se mais garra, sátira, polémica, energia ou ação por parte de um filme sobre um tema tão controverso e com tanto sumo para dar. Mantendo esta analogia liquida podemos até dizer que nem um quarto desse sumo foi espremido por esta obra e o que foi perde-se num conjunto narrativo demasiado aguado.
Os bons momentos do filme, onde a alguma comedia se mistura com explicações financeiras reais sobre o escândalo, residem nas sequências protagonizadas por Antonio Banderas e Gary Oldman. Nesta obra estes dois astros veteranos interpretam Ramón Fonseca e Jürgen Mossack, dois advogados que comandam a Mossack & Fonseca, um escritório de advogados sediado na Cidade do Panamá que se tornou no epicentro deste escândalo, após um anónimo ter divulgado milhares de documentos confidencias que alegadamente mostram que esta sociedade ajudou a criar milhares de empresas offshore para que milionários pudessem esconder o seu dinheiro do fisco. 
O caso é complexo e muitas das suas alegações ainda não foram provadas em tribunal, mas nas suas sequências, Banderas e Oldman conseguem explicar de forma simples um pouco do que o mesmo envolve. É claro que a complexidade real do caso e as suas ramificações mundiais não são aqui abordadas ao detalhe, mas com um certo humor os dois Astros, que interpretam os dois rostos principais destes escândalo, lá acabam por deixar no ar uma leve noção da controvérsia.
É basicamente o que se salva desta obra, já que o resto do enredo perde-se muito em histórias secundárias que, embora ilustrem casos reais das ramificações do caso, pouco acrescentam ao publico e não o ajudam a compreender o que está em causa. E uma dessas histórias paralelas é protagonizada pela personagem de Meryl Streep, aqui completamente arredada do filme e sem o carisma habitual. Não será por este filme que Streep conseguirá mais uma nomeação aos Óscares, pese embora até ter aqui um triplo papel. 

Classificação - 2 Estrelas em 5


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