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Crítica - American Woman (2019)

Crítica - American Woman (2019)

Realizado por Jake Scott
Com Christina Hendricks, Sienna Miller, Aaron Paul 

Numa pequena cidade rural na Pensilvânia (Estados Unidos da América), a filha adolescente de Debra, uma mulher de 32 anos sem grande percurso educativo, desaparece sem deixar rasto. Embora procure desesperadamente pela sua filha, Debra acaba por perceber que a polícia não tem pistas e, com o passar do tempo, o mediatismo em relação ao caso acaba por esmorecer e a atenção da polícia também. Praticamente conformada com o desaparecimento da sua filha, Debra faz-se à vida e tenta criar sozinha o seu neto, mas a vida nem sempre é fácil e pior parece ficar quando a verdade sobre o desaparecimento da sua filha é desvendado. 
Esta é a sinopse de “American Woman”, um filme que não veremos nas salas de cinema portuguesas e que também teve uma passagem discreta pelo circuito comercial norte-americano. O que é certo é que quando estreou no Festival de Toronto em 2018, “American Woman”foi saudado como um dos melhores filmes da seleção desse ano e, embora tenha sido bem acolhido pela crítica especializada, o que é certo é que nunca teve os vôos que se esperava. 
É certo que ao vermos “American Woman” não deixamos de sentir que estamos a ver uma versão bem menos eficaz e intensa que o sublime thriller “Three Billboards Outside Ebbing, Missouri”. As semelhanças são claras, mas ao contrário desta grande obra protagonizada por Frances McDormand, “American Woman” acaba por perder o foco e intensidade, tornando-se algo mais mediano do que aquilo que se poderia pensar. O que  prevalece no fim é um retrato dramático em torno da jornada existencial de Debra, algo que se sobrepõem à investigação criminal e ao desaparecimento da sua filha que poderia render algo mais. Não é por isso justo classificá-lo como um thriller criminal com nuances dramáticas, já que só a sua introdução e conclusão respeitam este estilo. Tudo o que está no meio é uma jornada dramática bem construída é certo, mas que peca por um ritmo demasiado lento e por nuances narrativas muito presas a clichés já muito vistos. Faltou portanto no desenvolvimento um pouco mais de garra e, claro está, bem mais fulgor.
Um dos grandes destaques é, no entanto, a sublime performance de Sienna Miller na pele da lutadora Debra. Esta sua performance é aliás um dos grandes trabalhos de Miller nos últimos anos e demonstra que, quando é bem orientada e quando tem à sua disposição papéis interessantes, pode ser uma mais valia. 


Classificação - 3 Estrelas em 5

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