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Crítica - Adverse (2020)

Crítica - Adverse (2020)

Realizado por Brian A Metcalf
Com Mickey Rourke, Sean Astin, Thomas Ian Nicholas


Perante uma casa cheia na Abertura da 40ª Edição do FantasPorto no Teatro Rivoli, Brian A. Metcalf apresentou o seu filme mais ambicioso até á data, o thriller "Adverse". E que surpresa agradável que esta obra é.  Antes de mais, "entre os vários filmes a concurso no FantasPorto, Adverse" perfila-se como um dos filmes com maior potencial para ser exibido nas salas de cinema comerciais, tal como o brasileiro "Loop" (Filme de Encerramento) ou a obra russa "The Soul Conductor". Tal como estes projetos, "Adverse" tem aquele appeal comercial e criativo que o tornam num produto capaz de agradar ao grande público e, para além do mais, conta também com um elenco repleto de caras conhecidas. Uma dessas caras e, sem dúvida, a maior força motriz do filme é Mickey Rourke!
Vencedor do Óscar de Melhor Ator por "The Wrestler", Mickey Rourke tem, desde então, enfrentado um certo deserto comercial e criativo. Mas o que é certo é que o talento de Rourke sempre esteve lá e é em filmes mais modestos como o aclamado "The Wrestler" ou até neste "Adverse" que mais brilha. A sua performance, embora num papel secundário, é completamente viciante, até porque a sua personagem vilanesca vai buscar muitas das características extravagantes do ator. No papel do gangster Kadem, Rourke tem grandes momentos de ação, drama e até de humor. Uma performance completa de um grande ator por vezes esquecido, mas que em papéis à sua medida mostra do que é feito.
Lou Diamond Phillips, Sean Astin, Penelope Ann Miller, Jake T. Austin ou Andrew Keegan são outras das caras conhecidas deste projeto, mas ninguém brilha tanto como Rourke ou acrescenta tanto a este projeto como este celebrado ator. Já Thomas Ian Nicholas, o protagonista de "Adverse" que também já tem vários créditos secundários em Hollywood, consegue aqui um bom papel que se mostra propício ao espírito filme.
Quanto aos restantes elementos de "Adverse" há que destacar a direção polida e cumpridora de Brian A Metcalf que mostra talento e ambição com um filme que pode até parecer simples, mas que tem vários planos bem trabalhados e interessantes. É certo que há coisas que poderiam ser melhoradas e otimizadas, mas num plano geral e para um filme independente como este, "Adverse" como os critérios principais e, acima de tudo, entrega aquilo que promete, ou seja, um thriller com ação e drama onde  acompanhamos a saga de vingança de um motorista que, para vingar a sua irmã, tem de se infiltrar num perigoso grupo criminoso.

Classificação - 3,5 Estrelas em 5

1 comentário:

  1. Não devemos ter visto o mesmo filme... :)
    Há muito que não via um filme com diálogos tão pobres, interpretações desinspiradas, e um terrível sound design.
    Valeu pela experiência do Fantasporto. Na sequência final, o público já se ria com tanto disparate que invadia o ecrã.

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