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Crítica - Secuestro (2016)

Crítica - Secuestro (2016)
Crítica - Secuestro (2016)

Realizado por Mar Targarona
Com Blanca Portillo, Antonio Dechent, Vicente Romero

Quando o seu filho é raptado e mais tarde encontrado profundamente traumatizado, uma advogada decide fazer justiça pelas próprias mãos, com consequências dramáticas que podem mudar a usa vida. Produto da grande escola do cinema espanhol, que já deu provas que sabe produzir thrillers imersivos e fascinantes, “Secuestro” acaba por não apresentar um nível correspondente ao que era esperado e por não fazer justiça às suas origens. 
Não é que a ideia por detrás deste filme seja má, muito pelo contrário. O grande problema de “Secuestro” é que não a conseguiu desenvolver adequadamente. Uma prova que substancia tal afirmação é que, quando acabamos de o ver, parece que acabamos de ver três filmes completamente diferentes. E isto acontece porque a sua história pode ser dividida em três partes bem distintas que, quer separadamente, quer em conjunto, acabam por evidenciar grandes falências de coesão e relevância. Numa primeira parte, por exemplo, “Secuestro” explora o tema que dá nome ao filme, ou seja, o aparente sequestro de um rapaz e a subsequente investigação policial para encontrar o culpado. Estes primeiros trinta minutos acabam por ser os melhores, já que cumprem o que se esperava e, embora longe da perfeição, conseguem entreter. Se o filme terminasse quando o caso é resolvido, então “Secuestro” seria, pelo menos, uma curta-metragem bastante interessante. O problema é que o filme continua…
As outras duas partes acabam por se revelar manifestamente menos interessantes, promovendo a investigação de um novo crime e envolvendo uma grande conspiração condenada desde logo ao fracasso, já que tamanha é a sua impossibilidade. O que acontece após o primeiro sequestro ser solucionado acaba por não fazer grande sentido, sendo claramente uma sucessão de excessos sem sentido que apenas servem para prolongar o filme e, consequentemente, a agonia do espectador. As novas intrigas criminais que vão aparecendo são manifestamente mais pobres que a primeira e tornam-se progressivamente penosas. Não surpreende, por isso, que o final seja uma grande deceção e, acima de tudo, uma salgalhada impressionante sem qualquer apoio do senso comum.  
É evidente que “Secuestro” tentou surpreender e intrigar o espectador, mas não o conseguiu devido à forma atabalhoada como a sua trama é apresentada. Num thriller, nem sempre o que é mais é melhor e, no caso de “Secuestro”, um pouco mais de contensão e criatividade na união das peças centrais poderia ter rendido um produto melhor. É o claro exemplo de que boas ideias em separado não formam um conjunto competente!

Classificação - 2,5 Estrelas em 5

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