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Crítica - Wildland (2020)

Crítica - Wildland (2020)

Realizado por Jeanette Nordahl
Com Sandra Guldberg Kampp, Sidse Babett Knudsen

O FEST  propôs para a sua programação de 2020 o curioso "Wildland", um drama oriundo da Dinamarca que mais não é que um retrato familiar algo atípico e completamente disfuncional de uma família dinamarquesa que não se revê nos típicos clichés sociais e familiares associados à Escandinávia. Trata-se de uma obra pujante que mergulha no estranho quotidiano de uma família que é pouco fã da lei e da moralidade, quotidiano esse que é deturpado pela chegada de uma jovem com um passado trágico que vem mudar para sempre a dinâmica social, criminal e moral desta família. É essa drástica alteração que serve de mote para um enredo repleto de boas ideias e com alguns apontamentos controversos que, em parceria com o talento da cineasta Jeanette Nordahl, ajudou "Wildland" a tornar-se num dos sucessos do circuito de festivais de cinema.
Mas o que torna este filme especial? "Wildland" parece inspirar-se naqueles filmes tradicionalmente oriundos de França, Itália, Reino Unido ou Europa de Leste e que nos falam sobre famílias com fortes ligações criminais ou à máfia que prosperam em ambientes complexos, pelo menos até ao dia em que tudo muda na sua atividade. A piada de "Widland" é que promove este contexto narrativo já batido num cenário atípico para este tipo de filmes. É óbvio que o crime existe em todo o lado e pode bater "à porta" de qualquer tipo de pessoa, mas o curioso é que é ao jogar com falsas aparências, clichés e jogadas de bastidores que "Wildland" encontra o seu mérito. É certo que haveria espaço para melhorar e até para oferecer um pouco mais de requinte ao desenrolar da trama, mas a ideia mestre que move o filme e sua história tem valor e merecer ser analisada, algo que o FEST permite neste Agosto...

Classificação - 3,5 Estrelas em 5

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