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MOTELx 2020 - Entrevista com Gustavo Silva, Realizador da Curta Petrichor

MOTELx 2020 - Entrevista com Gustavo Silva, Realizador da Curta Petrichor


O Portal Cinema volta a aliar-se ao MOTELx (pelo terceiro ano consecutivo) para dar voz aos criadores que competem a um dos prémios mais icónicos do festival: Melhor Curta-Metragem de Terror Portuguesa. É de recordar que o vencedor desta categoria será o representante de Portugal ao Prémio internacional Mélliès D´Árgent. É importante realçar que esta competição é um dos pontos altos da programação do MOTELx e a concretização de um dos maiores objectivos do festival: a promoção, incentivo e exibição de filmes de terror produzidos em Portugal.   É por isso um prazer para o Portal Cinema repetir esta parceria, ainda para mais num ano tão peculiar como este!


MOTELx 2020 - Entrevista com Gustavo Silva, Realizador da Curta Petrichor
Gustavo Silva


Após ter estado presente no MOTELx em 2016,  Gustavo Silva regressa a este certame com  “Petrichor”, uma curta minimalista que tem potencial para surpreender os espetadores do MOTELx. Poderá ler a nossa entrevista com o Gustavo Silva, onde os desafios, esperanças e grandes objetivos para esta curta são abordados!


Realizado por Gustavo Silva

Argumento de Gustavo Silva

Com Beatriz Silva 

Sinopse: Uma artista pinta as suas inseguranças. Quem ganhará?

Sessões - 11 de Setembro (Sexta-feira) às 18h20 no Cinema São Jorge/ 13 de Setembro (Domingo) às 13h40 no Cinema São Jorge


Portal Cinema (PC) – Antes de explorarmos um pouco o projeto que vem apresentar ao MOTELX 2020, gostaria que falasse um pouco sobre o seu percurso profissional até ao dia de hoje. Qual a sua formação? E o que fez antes de começar a trabalhar neste projeto? 

Gustavo Silva: Terminei o curso de cinema e audiovisual em 2015, em 2016 concorri também ao MotelX com um dos meus projetos de final de curso, uma curta metragem chamada “Oneiros”, e até ao dia de hoje trabalho maioritariamente no mundo dos casamentos com os grandes The Storytellers, onde fotografo, filmo e edito vídeos. Este ano, devido à pandemia tive a vida “facilitada” e consegui juntar a minha irmã e dois grandes amigos meus para darmos vida ao nosso querido “Petrichor”. 

PC – Quais são as suas principais influências cinematográficas? E, já que estamos a falar no enquadramento de um Festival de Terror, qual é o seu Top 3 de Filmes de Terror favoritos? 

Gustavo Silva: Tudo para mim tem uma forte componente cinematográfica e tudo me influencia. Mas sobretudo todas as pessoas que me rodeiam e são próximas e todas que mesmo tendo uma curta estada na minha vida me marcam. Se for mesmo objetivo, filmes de terror que não me deixaram até hoje e que os revejo com o maior dos prazeres (alguns deles pelos menos) são o “The Thing”, do grande Carpenter, o “Dead Ringers” do Cronenberg e o intemporal “Jaws” do Spielberg. Estes são apenas alguns, a lista é extensa, não quero ser injusto. 

PC  – O que o levou a criar “Petrichor”? Como o descreve? E como o enquadra no panorama nacional do género de terror? 

Gustavo Silva: O que me levou a criar este projeto foi o facto de não aguentar mais o jejum de não criar algo novo. Já passaram 4 anos desde o meu último projeto e a vida não faz (tanto) sentido sem isso. Não posso descrever muito porque o filme por si já é super pequeno mas posso dizer que é uma tentativa fílmica de retratar o que sentimos após a criação de alguma coisa, o que quer que essa coisa seja. Na minha opinião não existe cinema de terror nacional, o que é uma tremenda falha porque é um género que bem explorado pode ter o melhor dos dois mundos: comercialidade e profundidade. 

PC – Quais foram os principais desafios que enfrentou para lhe dar vida? 

Gustavo Silva: O que qualquer criador nacional enfrenta: falta de apoio, tempo e dinheiro. 

PC – O que significa a presença de “Petrichor” na Competição Oficial do MOTELX? Como espera que o público reaja? E perante isto quais são as suas expectativas globais (quer no festival, quer posteriormente) para o mesmo? 

Gustavo Silva: Era um dos nossos objetivos primários entrar na edição do MotelX deste ano e espero que o pessoal vibre com os escassos mas intensos 5 minutos do nosso filme. Falo no nome de todos quando digo que o grande objetivo ficou cumprido no momento em que acabamos o filme. Era só isso, fazer mais um filme. O resto é tudo bónus. Trocava todas as selecções e prémios por oportunidades consistentes de fazer isto o resto do tempo com estas pessoas. 

PC – Em tempos de pandemia, incerteza sobre o futuro e perante a eminência de uma grave crise económica que poderá afetar o financiamento cinematográfico não só em Portugal, mas também em todo o Mundo gostaria de saber qual a sua posição e perspetiva sobre o futuro próximo da 7ª Arte em Portugal. Que novos desafios, oportunidades ou dilemas trará esta nova era para os criadores nacionais e, em particular, para o cinema de terror? 

Gustavo Silva: Acho que a pandemia não veio abalar muito o cinema em Portugal porque é difícil de abalar algo quase inexistente. O apoio é nulo e as novas vozes escassas. Manter tantas pessoas com tanto por dizer sem que ninguém os ouça é triste. Gostava mesmo que isso mudasse e que percebessem que o cinema enaltece a vida, não a escapa. Resumindo, vamos continuar todos “ao deus dará”. É tentar manter a chama acesa. 

PC – E o que nos pode dizer sobre os seus projetos futuros? 

Gustavo Silva: Que farei de tudo para lançar um filme novo ainda este ano.


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