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Crítica - Vozes (2020)

Crítica - Vozes (2020)


Realizado por Ángel Gómez Hernández 
Com Rodolfo Sancho, Ramón Barea, Ana Fernández


A terminar Novembro surgiu na Netflix um novo sucesso de popularidade. Realizado por Ángel Gómez Hernández, "Vozes" surgiu na plataforma sem grande pompa ou circunstância, mas está já a chamar a atenção dos seus utilizadores! Uma coisa é certa, "Vozes" é mais um grande exemplo da vitalidade da produção espanhola no que toca à criação de filmes de terror, isto apesar de não ser de todo o exemplo mais brilhante e revitalizador da máquina espanhola.

Estamos perante uma obra de terror sobrenatural que nos conta a história de Sara, Daniel e do seu filho Eric que se mudam para uma casa antiga na esperança de a reabilitarem e a venderem com lucro. Esta família parece perfeita, mas teve o azar de se mudar para uma das casas mais assombradas de Espanha e esta decisão trará consequências nefastas para o seu quotidiano. 

Graças a um brilhante jogo de planos que promovem sequências repletas de suspense, "Vozes" promove um ambiente de cortar a respiração. Embora a nível narrativo não apresente nada de novo não há como negar que, tecnicamente, estamos perante um projeto muito positivo que consegue esconder as debilidades do seu enredo por via de trabalhos de câmara engenhosos que promovem a tensão que o enredo não nos consegue proporcionar. Há portanto que dar os parabéns a Ángel Gómez Hernández que, na sua longa metragem de estreia, apresenta algo do qual se pode orgulhar e poderá abrir-lhe grandes portas num futuro próximo.

Após algumas apostas cinematográficas por altura do Halloween que deixaram algo a desejar, a Netflix redime-se agora em Novembro e lança um filme que, embora longe de ser brilhante, consegue prender o espectador numa forte teia sobrenatural que vale sobretudo pelos criativos "jump scares" que acabam por afastá-lo da mediocridade.


Classificação - 3 Estrelas em 5

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