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Entrevista a Alessio Liguori, Um dos Realizadores Sensação de 2020 Que Foi Responsável Pelo Bem-Sucedido Shortcut

Entrevista a Alessio Liguori, Um dos Realizadores Sensação de 2020 Que Nos Trouxe Shortcut

No dia de hoje (22 de Dezembro), "Shortcut" é lançado em VOD nos Estados unidos, isto após ter sido exibido em Portugal no MOTELx 2020 (e em outros festivais internacionais) e após ter brilhado nos Cinemas Norte-Americanos em Setembro, onde chegou a estar no Top10 do Box-Office. Para celebrar esta ocasião falamos com Alessio Liguori, o realizador de "Shortcut", mas também de outras obras muito curiosas, como "In The Trap".  Foi um prazer realizar esta entrevista a Alessio Liguori que. sem dúvida, deu provas do seu talento, criatividade e enorme  força de vontade. Foi para nós um deleite ter explorado com Alessio Liguori os promenaders dos seus filmes e a sua paixão pelo cinema

Today (December 22), "Shortcut" is released in VOD in the United States. This happens after a strong showcase in some movie festivals, including MOTELx 2020, and after shining in North American Cinemas in September, where it reached the Top 10 of the Box-Office. To celebrate this occasion we spoke with Alessio Liguori,, the director of "Shortcut", but also the director of other very curious works, like In The Trap"". It was a pleasure to conduct this interview with Alessio Liguori who, undoubtedly, proved his talent, creativity and enormous willpower. It was a delight for us to explore with Alessio Liguori the promenaders of his films and his passion for cinema.


Entrevista a Alessio Liguori, Um dos Realizadores Sensação de 2020 Que Foi Responsável Pelo Bem-Sucedido Shortcut


A mysterious creature terrorizes five teenage friends after their bus takes a shortcut on a desolate road in the wild. 


Portal Cinema (PC) – Porque é que decidiu seguir uma carreira na indústria cinematográfica? Que cineasta é que o influenciou mais?/ Why did you decided to follow a career on the film industry? Which particular filmmaker has influenced you the most?


Alessio Liguori  - Para mim, isto não é apenas uma carreira ou um trabalho. É quem eu sou e um propósito de vida. Desde criança que sou um sonhador. Fiquei fascinado pelos mistérios que nos cercam. Passei noites inteiras a observar o céu e a perguntar-me a mim próprio o que há para além da escuridão. Passei muito do meu tempo a estudar os livros dos meus pais. A minha mãe era licenciada em arte e era fascinada por estudar civilizações antigas. O meu pai, por seu turno, estava envolvido na indústria médica e, tanto ele, como eu, sempre nos impressionamos com a complexidade extraordinária e perfeita do corpo humano. Tantas perguntas para uma criança, ou talvez até para um homem. 

Quando fui, pela primeira vez, ao pequeno cinema do meu país, o Formia, comecei a encontrar respostas a essas perguntas através das viagens extraordinárias que os filmes ofereciam quando as luzes se apagavam. Ainda me lembro do sentimento de maravilha que tive quando vi o "Jurassic Park" pela primeira vez. Na altura era ainda pequeno e sempre fascinado por dinossauros e, graças a esse filme, pude finalmente  experimentar a magia de vê-los bem vivos. Sempre pensei que o conceito de sociedade significava que a maioria das pessoas teria que viver num estado dormente, distraída por coisas triviais para não ver a maravilha que os cerca e não procurar assim as respostas para todas essas perguntas. O cinema tem dado a oportunidade de abstrair dessa realidade, de escapar e, às vezes, de procurar essas respostas, imaginando-as e antecipando-as, mas também mostrando-as com a força da encenação que transforma o incrível e o indefinível em algo real. Naquele di, quando vi "Jurassic Park" percebi que teria de dedicar a minha vida ao cinema, porque ele pode ir onde a realidade não chega. Nesta trajetória vários  inspiraram-me. De Steven Spielberg a Robert Zemechis, M. Night Shyamalan, Alex Proyas ou Christopher Nolan.

This for me is not just a career or a job, it is who I am and a life purpose. Since I was a child I have been a dreamer. I was fascinated by the mysteries that surround us. I spent whole nights observing the sky and wondering what was beyond the darkness. I was studying my parents' books. My mother was trained in the field of art and fascinated by studying ancient civilisations through her books. My father in the field of medicine and I was impressed by the extraordinary and perfect complexity of the human body. So many questions for a child, or maybe even for a man. 

When I went to the small cinema in my country, Formia, I started to find answers to these questions through the extraordinary journeys that the films offered when the lights went out. I still remember the wonder when I first saw "Jurassic Park", I was small and always fascinated by dinosaurs and finally I could experience the magic of seeing them alive and well. I have always thought that society has meant that most people live in a dormant state, distracted by trivial things in order not to see the wonder that surrounds them and not to seek the answers to all these questions. Cinema has given the opportunity to abstract from this reality, to escape and sometimes to seek these answers by imagining and anticipating them, showing them with the power of staging that transforms the incredible and indefinable into real. That day I realised that I would have dedicated my life to cinema, because it can go where reality doesn't. There have been several directors who have inspired me. From Steven Spielberg, to Robert Zemechis, M. Night Shyamalan, Alex Proyas, Christopher Nolan.


PC - Looking back at your career so far we can see that you’ve focused more on horror/thriller films. What seduces you in these genres?


Alessio Liguori  - São muito divertidos de fazer e permitem uma maior liberdade de expressão do ponto de vista dos códigos linguísticos e estéticos. Quando ia a parques de diversões, aquilo que mais me atraía e fascinava eram as casas do terror. Não é por acaso que Alfred Hitchcock comparou este tipo de cinema a uma montanha russa: grandes emoções que são sempre diferentes mas ao mesmo tempo iguais e sempre em segurança. Além disso, estes géneros lidam com mistérios, o desconhecido e o paranormal. E como disse, previamente, sou fascinado pelos mistérios que nos cercam e pela busca constante de respostas. Pelo mesmo motivo, adoro filmes de ficção científica. No entanto, pode-se dizer que amo profundamente o cinema na sua totalidade e, por isso, vou querer também tentar a minha sorte em outros géneros.

They are very fun to make and allow greater freedom of expression from the point of view of linguistic and aesthetic codes. When I went to a luna park, the thing that attracted me more and more and fascinated me were the houses of terror. It is no coincidence that Alfred Hitchcock compared this type of cinema to a roller coaster: great emotions that are always different but at the same time the same and always in safety. Furthermore, these genres deal with mysteries, the unknown and the paranormal. And as I said earlier, I am fascinated by the mysteries that surround us and by the search for answers. For the same reason, I love science fiction films. However, I deeply love cinema in its entirety and will soon want to try my hand at other genres.


PC – Before we talk about your latest feature film “Shortcut”, I would like to explore a bit your previous film “In The Trap”. It had a very interesting festival run and it even reached the US market via VOD/DVD. What can you tells us about this project and what was the inspiration behind it? 


Alessio Liguori  - Em "In the Trap" estava o primeiro grande desafio para mim e para os meus parceiros da Mad Rocket Entertainment, que compartilham comigo um profundo amor e paixão pelo cinema. O filme teve grande repercussão nas bilheteiras internacionais e deveria também ter sido lançado nos cinemas  nos Estados Unidos, mas devido à pandemia só foi lançado em VOD. Este filme nasceu de uma intuição minha em parceria com Daniele Cosci, guionista do filme. Nasceu de um teaser feito nos famosos estúdios Cinecittà, por estímulo de David Jarratt que decidiu produzi-lo junto com os meus outros sócios, Alessandro Risuleo e Daniele Pellegrini. Com o teaser em mãos decidimos dar a volta ao mundo (nos mercados mais importantes) em busca de produtores. E assim conhecemos a quarta sócia, Simone Bracci, que entrou no projeto como representante de relações públicas. Pode-se dizer que a Mad Rocket nasceu graças a "In the Trap", já que combinou (para fazer uma metáfora) esses quatro astronautas prontos para decolar e para alcançar a meta. Mas tínhamos uma ideia clara de como o filme deveria ser e só o fizemos quando encontramos um produtor, Luigi De Filippis, disposto a dar-nos carta branca. E os resultados compensaram o esforço e a confiança.

A história de Philip, o protagonista, é na verdade uma história de redenção e transformação. O verdadeiro exorcismo que é contado é a do protagonista que deve derrotar seus próprios demônios para se tornar um homem e mudar seu destino. O impulso passa pelo poder do amor e da fé. É um filme de terror divertido, que no entanto tem uma alma dramática com significados profundos que não ficarão indiferentes aos mais sensíveis. Por esta razão, gosto muito deste filme e estou orgulhoso dele e grato por tê-lo feito. Jamais esquecerei meus olhos de admiração e de meus sócios quando vimos o grande apartamento construído no qual o filme se passa. Não estávamos apenas construindo uma cenografia, mas vimos nosso sonho e nosso futuro sendo construídos sobre bases sólidas.

"In the Trap"was the first big challenge for me and my partners at Mad Rocket Entertainment, who share a deep love and passion for cinema with me. The film received a great response at the international box office and should have been released in theaters also in the United States, then due to the pandemic it was only released on VOD. It was born from an intuition of mine and Daniele Cosci, screenwriter of the film. It was born from a teaser made at the famous Cinecittà studios, at the stimulus of David Jarratt who decided to produce it together with my other partner Alessandro Risuleo and Daniele Pellegrini. With the teaser in hand we decided to travel around the world (in the most important markets) in search of producers. And so we met the fourth partner, Simone Bracci, who joined the project as a representative in public relations. It can be said that Mad Rocket was born thanks to in the trap, combining (to make a metaphor) these four astronauts ready to take off to reach the goal. But we had a clear idea of how the film should be and we only made it when we found a producer, Luigi De Filippis, willing to give us carte blanche. And the results paid off the effort and trust.

The story of Philip, the protagonist, is actually a story of redemption and transformation. The real exorcism told in the film is that of the protagonist who must defeat his own demons to become a man and change his destiny. The thrust passes through the power of love and faith. It is an entertaining horror film, which however has a drama soul with profound meanings that will not remain indifferent to the most sensitive. For this reason I am very fond of and proud of this film and grateful to have been able to make it. I will never forget my and my partners' eyes of wonder when we saw the large apartment built in which the film is set. We weren't just building a scenography, but we saw our dream and our future being built on solid foundations.


PC – Como pode descrever "Shortchut" ao público sem revelar grandes detalhes?/ Regarding “Shortcut”, how can you describe this film to the audience without giving too much away? And what were the main challenges you’ve faced to bring this project to life? 


Alessio Liguori  - "Shortcut" é, ao mesmo tempo, um filme engraçado e profundo. Tem a mesma leveza dos jovens protagonistas. É um filme moderno, mas que retoma as configurações e valores atemporais dos Anos 80. É uma história de coragem e amizade, onde o atalho narrado no filme pode ser a metáfora dos caminhos que decidimos trilhar todos os dias e como estes podem mudar o nosso futuro. Sobre o valor da cooperação e da amizade. Como às vezes é preciso abrir mão do cinismo para voltar a olhar o mundo com aquele olhar ingénuo e infantil dos jovens dos filmes da Amblin Entertainment. Os protagonistas do filme têm que enfrentar o pior dia de suas vidas, mas não há obstáculo que juntos não possam superar. "Shortcut" é um cruzamento entre "Stranger Things", "Super 8", "Stand By Me" e "It". 

O maior desafio foi conseguir montar um filme ambicioso com os produtores Simona Ferri e Marco Tempera. Além disso, a pré-produção do filme começou quando ainda estávamos no set de "In the Trap". Os meus parceiros e eu começamos a trabalhar em dois filmes ao mesmo tempo e, portanto, tivemos que filmar os dois em poucos meses. Também precisava de ter uma equipa à altura da tarefa. Mas a escolha foi fácil porque já tinha a melhor equipe que poderia querer e essa foi a que foi feita para "In the Trap". O maior desafio foi encontrar os protagonistas certos. Mas foi uma aposta ganha, porque os atores de "Shortcut" são verdadeiramente extraordinários. Em particular, os cinco jovens protagonistas deram muito aos seus respectivos personagens. Trabalhar com eles foi a experiência mais extraordinária e inesquecível da minha vida, tanto do ponto de vista humano quanto profissional. Finalmente pude ver o cinema que sempre me fascinou desde criança. Foi e é uma realidade para mim também.

"Shortcut" is a fun and profound film at the same time. It has the same lightness as the young protagonists. It is a modern film but which takes up the timeless settings and values of the 80s. It is a story of courage and friendship, where the shortcut narrated in the film can be the metaphor of the paths we decide to take every day and how they can change ours. future. On the value of cooperation and friendship. How sometimes you have to let go of cynicism to go back to looking at the world with that naive and childlike gaze of young people in the Amblin films. The protagonists of the film have to face the worst day of their lives, but there is no obstacle that together they cannot overcome. Shortcut is a cross between Stranger Things, Super 8, Stand By Me and It. 

The biggest challenge was being able to put together an ambitious film together with producers Simona Ferri and Marco Tempera. Plus, pre-production on the film started when we were all still on the set of In the Trap. My partners and I found ourselves working on two films at the same time and therefore shooting both within a few months. I also needed a crew that was up to the task. But the choice was easy because I already had the best crew I could want and that was the one put together for In the Trap. The biggest challenge was finding the right protagonists. But it was won because Shortcut's actors are truly extraordinary. In particular, the five young protagonists have given a lot to their respective characters. Working with them was the most extraordinary and unforgettable experience of my life, both from a human and a professional point of view. I could finally see the cinema that has always fascinated me since I was a child. It was and is a reality for me too.


PC – Como é que a Pandemia COVID-19 alterou ou afetou os seus planos para "Shortchut”? E como é que acha que a Pandemia de Covid-19 vai afetar a indústria do cinema em 2021?/ How did the COVID-19 Pandemic altered or affected your plans for “Shortcut”? And how do you see the Covid-19 pandemic affecting the movie industry in 2021? 


Alessio Liguori  - A pandemia foi uma tragédia para muitos. Trouxe sofrimento e morte. Mas também muitas mudanças e reflexões. Os confinamentos fizeram-nos parar e ficar em casa, onde conseguimos refletir sobre a nossas vidas. O melhor da Humanidade sempre vem ao de cima nas piores situações. Basta olhar para a prosperidade e a paz que houve depois das grandes guerras. Mas nem sempre as coisas correm bem, somos humanos afinal de contas. É por isso que sempre tento ver a beleza das coisas. 

No caso do "Shortcut" tivemos muita sorte. Minerva Pictures, o vendedor internacional do filme, acreditava na Gravitas Ventures, uma distribuidora americana, que por sua vez acreditava no filme. Graças à ausência de títulos importantes nos principais mercados, com exceção de "Tenet", eles decidiram fazer um grande investimento para um lançamento amplo nos EUA. Durante uma reunião disseram-me que "Shortcut" seria lançado em 200 cinemas, e para mim isso já me pareceu incrível como um cineasta italiano. Em seguida, o filme foi lançado em 700 cinemas e permaneceu por muito tempo em sétimo lugar nas bilheterias dos EUA, no mesmo Top 10 onde estava "Tenet". Um resultado inimaginável anteriormente. Digamos que a pandemia criou a situação de tempestade perfeita. E isso obviamente mudou a vida do filme e também a minha vida profissional e a dos meus parceiros, criando um grande impulso para o futuro.

O cinema encontra-se agora mum momento de crise e reflexão, onde a questão-chave é se deve sempre existir lançamentos nos cinemas ou não. Não é a primeira e não será a última crise que a indústria cinematográfica enfrentará. Mas se a própria Netflix, antes da crise pandémica, decidiu comprar cinemas, então é porque há um motivo. Os grandes sucessos de bilheteria e filmes multimilionários não podem sobreviver sem receitas de bilheteira que, por enquanto, permanecem insubstituíveis. Ou então nascerá uma alternativa ou, como sempre, os majors americanos ditarão a linha em nível global, como sempre foi o caso, além de todos os argumentos que possam ser feitos. No meu íntimo espero que o lançamento nos cinemas nunca morra, porque não é apenas um sítio para ver um filme, mas uma experiência coletiva de compartilhar no escuro de um quarto. Não podemos aniquilar-nos ainda mais ao isolarmo-nos em casa. A magia do cinema está também na sacralidade de um ritual atemporal: a ida de casa ao cinema para ver o tão esperado filme, as luzes se apagam na sala, o silêncio repentino e esse feixe branco de luz que projeta um mundo alternativo à realidade numa tela enorme, o silêncio quebrado apenas por algumas pipocas mastigadas, e o fascínio sem distrações e maravilha de seus vizinhos, encantados uma vez na vida como crianças atemporais.

The pandemic was a tragedy for many. It brought suffering and death. But also many changes and reflections. Lockdowns made us stop and stay indoors with ourselves reflecting on our lives. Mankind has always brought out the best in the worst situations. It is enough to look at the prosperity and peace that there was after the great wars. But things don't always go well, we are human. This is why I always try to see the beauty in things. In the case of Shortcut, we were very lucky. Minerva Pictures, the film's international salesman, believed in Gravitas Ventures, an American distribution company, which in turn believed in the film.

Thanks to the absence of major titles from the majors, with the exception of Tenet, they have decided to make a large investment for a wide release in the USA. During a meeting there were said me that shortcut will be release in 200 copies, and to me it already seemed really incredible as an Italian. Then the film was released in 700 copies and remained in seventh place for a long time in the US box office, in the same top 10 where Tenet was. An unimaginable result previously. Let's say the pandemic created the perfect storm situation. And this obviously changed the life of the film a lot later and also my professional life and that of my partners creating a great momentum for the future.

Now the cinema finds itself in a moment of crisis and reflection where the key question is always theatrical release yes or theatrical release not. It is not the first and it will not be the last crisis that the film industry will face. But if Netflix itself, before the pandemic crisis, had decided to buy theaters, there is a reason. The big blockbusters and multimillion-dollar films cannot survive without theatrical revenues, which for now remain irreplaceable. So either an alternative will be born or, as always, the American majors will dictate the line on a global level as has always been the case, beyond all the arguments that can be made. In my heart, I hope the theatrical realese will never die, because it is not just a place to see a film, but a collective experience of sharing in the dark of a room. We cannot annihilate ourselves further by isolating ourselves at home. And then the magic of cinema is also in the sacredness of a timeless ritual: the journey from home to the cinema to see the long-awaited film, the lights go out in the room, the sudden silence and this white beam that projects a alternate reality on a huge screen, the silence broken only by some chewed popcorn, and the distraction-free fascination and wonder of your neighbors, enchanted for once in their lifetime as timeless children.


PC – Como italiano e um admirador apaixonado do género terror adoraria saber a sua opinião sobre o estado atual da indústria do cinema de terror na Itália. Nos últimos dois anos temos testemunhado um ressurgimento de projetos de terror e fantasia em Itália, assim como é que  analisa essa tendência? E  acredita que a Itália pode novamente tornar-se num gigante da indústria?/ As an Italian and a passionate admirer of the horror genre, I would love to get your opinion about the current status of the horror genre in Italy. These past two years we’ve been witnessing a resurging in horror and fantasy projects in Italy, how do you analyze this trend? And do you believe Italy can become a major player in the Horror Industry like it was in the past?


Alessio Liguori  - A situação é muito boa. Há um profundo ar de mudança e os novos autores estão a provar que podem competir internacionalmente. Assistimos a um renascimento da indústria cinematográfica italiana e isso se deve à coragem, visão e imprudência dos autores italianos e daqueles que neles acreditam. A crise sistêmica, como sempre argumentei, não foi negativa, pelo contrário, deu ímpeto à mudança e a quem optou por não perder tempo reclamando mas arregaçou as mangas para mudar o setor em nosso país. Não vamos esquecer que no passado éramos os mestres do cinema mundial. Acredito que é hora de retomar o lugar que merecemos.

The situation is very good indeed. There is a profound air of change and the new authors are proving that they can compete internationally. We are witnessing a renaissance of the Italian film industry and this is due to the courage, vision and recklessness of Italian authors and those who believe in them. The systemic crisis, as I have always argued, has not been negative, on the contrary, it has given the impetus to change and to those who have chosen not to spend their time complaining but have rolled up their sleeves to change the industry in our country. Let's not forget that in the past we were masters of cinema in the world. I believe that the time is ripe to take back the place we deserve.


PC - O que se segue na sua carreira?/ What’s next for your career? 


Alessio Liguori  - Estou a trabalhar em vários projetos e não apenas no género do terror. Há uma grande agitação de momento. Depois do sucesso retumbante de "Shortcut" nas bilheterias americanas, muitas coisas mudaram para mim e para nós. Começa uma nova fase com a qual estou muito animado. São várias histórias que merecem ver a luz, mas talvez como costumavam dizer, falaremos sobre eles no próximo episódio

I am working on several projects and not just horror. There is great excitement at the moment. After the resounding success of Shortcut at the American box office, many things have changed for me and for us. A new phase begins which I am really excited about. There are several stories that deserve to see the light, but perhaps as they used to say, we will talk about them in the next episode

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