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Crítica - Suicide Forrest Village (2020)

Crítica - Suicide Forrest Village (2020)

Realizado por Takashi Shimizu

Com Yumi Adachi, Anna Yamada


Vencedor do Grande Prémio de Cinema Fantástico do FantasPorto 2021, "Suicide Forrest Village" era, sem dúvida, o filme de maior currículo e cartaz da Secção Competitiva de Cinema Fantástico, não sendo por isso de estranhar a sua vitória.  

O filme conta a história de duas meninas que são recolhidas perto da misteriosa floresta dos suicídio nos arredores do Monte Fuji. Anos mais tarde, as duas irmãs encontram, por acaso, uma caixa estranha que vai dizimando todos aqueles que entram em contacto com ela.As duas irmãs tentam compreender as razões que levaram ao suicídio da mãe e descobrir o que significa aquela caixa e, pelo que percebem, a resposta está na floresta.

O seu realizador, Takashi Shimizu, é já uma lenda do J-Horror (Terror Japonês). No seu currículo destaca-se o aclamado clássico de culto “Ju-on” (2002) que, dois anos depois, deu origem ao remake norte-americano “The Grudge” (2004), também realizado por Shimizu.  A sequela desse remake,“ The Grudge 2” (2006), bem como “Howling Village” (2019), apresentado no FantasPorto 2020, são outras duas grandes produções deste cineasta que, neste seu mais recente projeto, replicou a fórmula de sucesso a que nos habituou.

As famosas lendas e rumores sobrenaturais que rodeiam a Floresta dos Suicídios (um lugar já icónico que até já deu origem a algumas produções como "The Forest" ou "The Sea of Trees") foram aproveitadas com destreza por Shimizu para cimentar e ambientar (em grande parte) uma trama que acaba por ser mais extravagante do que aterradora. É verdade que esta não esta rodeada por um ambiente de puro suspense, nem apresenta um tipo de terror sobrenatural tão direto como o verificado em "Jun-on", por exemplo. Mas embora seja mais subtil e lento, "Suicide Forrest Village" apresenta, ainda assim, um enredo bem montado que vai prendendo o espectador ao mistério central da trama. 

É certo que o final deixa muito a desejar e acaba por diminuir a experiência do espectador...Mas no global este é um projeto bem razoável, onde algumas características clássicas da filmografia de Shimizu estão bem presentes, quer no enredo, quer nos elementos técnicos. Não será um futuro clássico do J-Horror, mas representa mais um produto curioso do cinema fantástico nipónico.


Classificação - 3 Estrelas em 5

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