Crítica - Transporter: Refueled (2015)

Realizado por Camille Delamarre
Com Ed Skrein, Ray Stevenson, Loan Chabanol

Planeado como uma espécie de prequela reboot da trilogia original protagonizada por Jason Statham, "Transporter: Refueld" falha em praticamente todos os pontos que aparentemente se predispunha a acertar e embora não seja o pior filme de ação do ano, já que "Hitman: Agent 47" consegue ser ligeiramente mais fraco, asseguro desde já que ninguém lhe tira uma presença destacada na lista dos piores produtos que um estúdio de Hollywood lançou em 2015. Esta afirmação exemplifica exatamente o quão fraca é esta produção que, verdade seja dita, não é muito diferente dos três primeiros filmes "Transporter" que, recorde-se, pouco deviam à qualidade ou à imaginação, mas a principal diferença é que este reboot pouco entretenimento tem para oferecer ao público e, ao contrário dos seus antecessores, assenta num argumento ainda mais débil e insosso que não convence nem entretém.
Tal enredo pouco sumarento apresenta-nos as origens do ex-mercenário e atual condutor de risco Frank Martin, agora interpretado por um Ed Skrein que claramente não tem o mesmo apelo, carisma ou profissionalismo que o mais talentoso e durão Jason Statham, que será para sempre associado de forma positiva às suas convincentes prestações no papel do sisudo anti-herói Frank Martin. Em "Transporter: Refueled", um jovem Frank Martin recebe um trabalho que se assemelha aos que assumiu nos três primeiros filmes, ou seja, neste reboot tem novamente que salvar uma bela mulher com quem desenvolve um esperado caso romântico ao mesmo tempo que a ajuda a enfrentar um forte bando de criminosos/ mafiosos que lhe querem mal. A única frágil novidade nesta equação é que, em vez de beneficiar da ajuda de um inspector da polícia, Martin conta com o apoio do seu pai reformado e de mais umas quantas mulheres muito bonitas que, em conjunto, ajudam-no a enfrentar os desafios que aparecem no seu caminho, desafios esses que resultam de um contexto e de uma narrativa muito fraquinha sem nenhuma exposição ou imaginação à mistura, algo que resulta como é evidente num argumento muito vazio que apenas é energizado por sequências de ação impossíveis que causariam um certo embaraço a Ethan Hunt ou a James Bond pelos constantes desafios da realidade e da física que promovem. Embora pouco credíveis e realistas, tais sequências visivelmente exageradas contam com a pequena vantagem de assentarem num competente trabalho de edição e coordenação que as torna um pouco mais apelativas e, por essa razão apenas, sobressaem como o único ponto positivo de um filme que, precisamente por ter tão pouco por onde se lhe pegue, não posso recomendar a ninguém, nem mesmo aos apreciadores da saga ou de projetos de pura ação.

Classificação - 1 Estrela em 5 

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