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Crítica - The Informers (2008)

Crítica - The Informers (2008)
Realizado por Gregor Jordan
Com Billy Bob Thornton, Kim Basinger, Mickey Rourke, Winona Ryder

Os primeiros rumores sobre “The Informers” eram extremamente promissores, mas foram perdendo consistência à medida que foram saindo os primeiros conteúdos mediáticos que não convenceram a imprensa especializada, que rapidamente previu um verdadeiro desastre cinematográfico, previsão essa que se concretizou após a estreia norte-americana desta frágil obra. O seu argumento, inspirado nos polémicos contos de Bret Easton Ellis, apresenta-nos uma movimentada acção que decorre durante uma semana dos anos oitenta em Los Angeles, onde somos confrontados com sete histórias de sete personagens que representam o topo e o fundo da pirâmide social norte-americana. Esta energética e confusa narrativa pode até seduzir numa fase introdutória o espectador mais desatento, no entanto, à medida que vamos entrando no débil desenvolvimento das insatisfatórias e incompletas mini-histórias, apercebemo-nos que o conteúdo desta débil narrativa não corresponde à amplitude qualitativa da homónima obra literária de Bret Easton Ellis. As sete pequenas histórias são originais, mas também são incompreensíveis e confusas, defeitos que facilmente se sobrepõem à criatividade e que tornam praticamente impossível a tarefa de encontrar um segmento narrativo de interesse relativo em todo o filme. As várias personagens do filme embarcam em vários diálogos passivos-agressivos que nos aparecem recheados de calões narcisistas e imperceptíveis paralelismos que complicam uma percepção minimamente aceitável das histórias por parte do espectador, uma situação que prejudica invariavelmente a compreensão subjectiva deste argumento que também nos apresenta outros elementos negativos de grande importância.

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O insípido trabalho de realização de Gregor Jordan é simplesmente desastroso, não existindo qualquer centelha de qualidade ou originalidade na forma como comanda esta espécie de thriller dramático. As inúmeras estrelas de inegável talento que compõem o elenco desta obra também acompanham o ritmo negativo dos restantes elementos do filme, ao apresentarem-nos performances sofríveis e altamente desapontantes, sendo o malogrado Brad Renfro a única excepção. Entre os piores actores do elenco encontramos Billy Bob Thornton e Kim Basinger, dois profissionais da representação que estão bastante longe do seu melhor nível. Dentro dos aspectos mais técnicos e secundários, destaco pela negativa a débil banda sonora dos anos oitenta que nos apresenta algumas sonoridades completamente despropositadas. O desequilibrado e caótico argumento é claramente o grande enfoque negativo desta obra, no entanto, a sua infeliz combinação com uma realização desinspirada e um elenco apagado, acabou por acentuar ainda mais a genérica falta de qualidade deste frágil produto.

Classificação – 1 Estrela Em 5

1 comentário:

  1. Olhe amigo, você é da maioria que odeia este filme! Antes de vê-lo, acabei lendo algumas críticas antes da hora, e só li comentário ruim sobre o filme! Não li muitos, pois não costumo ler crítica antes de ver o filme, mas deu pra sacar que quase ninguém havia curtido e também a enorme possibilidade de ser uma 'bomba'!
    Mas, certo dia procurando um filme pra ver, me deparo com este 'The informers' e resolvi dar uma chance ao filme! Afinal de contas, tem ali Wynona, Renfro, Rourke e Bassinger! Nenhum desses estava em sua melhor fase, porém já é 'alguma' coisa!
    Bom, comecei a assistir o filme com aquela ideia de que seria sofrível, mas para minha grata surpresa, discordei da maioria!
    Claro que é um filme que teve um orçamento pra fazer mais do que isso, mas não fez feio como muitos afirmam. O porque? Porque mesmo muitos dizendo que não tem conteúdo, percebi o que o filme quis passar e não sei se proposital, a 'plasticidade' dos atores e de tudo no filme, combina com o que o longa quis passar: uma vida plástica! O filme mostra a última geração a viver na promiscuidade, sem ter noção dum risco que surge na primeira metade da década de 80: AIDS! Nenhum dos personagens tem futuro, pela vida que levam não terminarão bem e pelo suposto fato de que todos estão ou estarão contaminados pelo novo vírus, que mataria muitas e muitas pessoas nesta década, a grande maioria por falta de informação! A vida que levam é plástica.
    Assim como o filme!
    Portanto, o filme tem conteúdo sim, não muito bem explorado é verdade, mas é interessante e diferente do que você vê por aí! é nos moldes de '21 gramas', 'Crash, só que mais leve, no geral! Pra quem gosta desse tipo de filme, 'novelão', vai curtir e vai sentir falta de mais!

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