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segunda-feira, agosto 27, 2018

Crítica - A Minha Família do Norte (2018)

Realizado por Dany Boon
Com Dany Boon, Laurence Arné

Foi um dos grandes sucessos de bilheteira em França e é fácil compreender o porque. “A Minha Família do Norte” é divertido, descomplexado e inocente. Embora jogue com múltiplos estereótipos culturais para fazer boa parte do seu humor, consegue evitar o insulto, a vulgaridade e a comédia fácil para entreter o espectador. Está longe de ser um filme politicamente correto, mas o seu humor simples, direto e competente acaba por ser eficaz e por não ferir susceptibilidades. 
As comédias portuguesas bem poderiam aproveitar e aprender algo com este projeto que, aparentemente, parece glorificar e gozar com a estupidez ou com a pacovice (como muitas comédias nacionais aliás), mas que na realidade explora e aproveita o lado mais cómico de um património nacional sem nunca o insultar, aliás, até o promove mundialmente. E falamos, claro está, dos Ch'tis, o nome que se dá aos habitantes do Norte da França e de algumas regiões fronteiriças da Bélgica! As populações destas regiões são conhecidos por terem um sotaque muito cerrado que, muitas vezes, é gozado pelas elites francesas, nomeadamente em Paris. Mas “A Minha Família do Norte” faz questão de homenagear esse povo e esse sotaque com muito respeito. E fá-lo ao mostrar o lado mais simples e orgulhoso dos habitantes dessa região sob a forma de uma família peculiar que, embora divirta com o seu sotaque e simplicidade, mostra ter muito mais carácter que, por exemplo, as elites de França.
Tal como já tinha feito com outro sucesso comercial, “Bienvenue chez les Ch'tis”, Dany Boon explora com um humor elegante mas simples as peculiaridades dos Ch’tis e choca-os com a realidade, por vezes ignorante e pretensiosa, do resto de França. No fundo os Ch’tis são um património de França e Boon não o ignora nem o despreza, muito pelo contrário. Aliás o próprio é um orgulhoso Ch’ti!
A história em si não tem muito que se lhe diga. Boon interpreta um famoso designer parisiense que, após um acidente, fica com amnésia e recupera o sotaque e as origens que fez por esquecer mas, com a ajuda da sua namorada e família, aprende uma forma de conciliar as suas origens com a sua realidade atual! É certo que a sua intriga é simples, mas o real valor do filme reside, lá está, na forma como Boon desenvolve um estilo de humor muito particular que certamente providenciará ao espectador bons momentos de diversão.

Classificação - 3 Estrelas em 5

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