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quarta-feira, agosto 22, 2018

Especial MOTELx 2018 - Entrevista a Paulo Araújo, Realizador de Quadro

No âmbito da antevisão ao MOTELx 2018, o Portal Cinema lançou um desafio aos realizadores das 12 curtas portuguesas a concurso ao Prémio de Melhor Curta de Terror Portuguesa do MOTELx 2018! O desafio consistia em responderem a uma pequena entrevista sobre o projeto a concurso, a sua carreira e, claro está, os projetos futuros. 11 dos 12 criadores aceitaram esta proposta e apresentamos agora o resultado final. Segue-se uma entrevista com Paulo Araújo, realizador de “O Quadro”.


Sobre O Quadro


Inspirado nos clássicos de culto do cinema de terror, "O Quadro" é também uma homenagem ao cinema mudo! Com um elenco composto por Jorge Rodrigues e com uma duração de pouco mais de 13 Minutos, "O Quadro" promete surpreender com a sua trama que se desenrola na Lisboa dos anos 40 do Século XX!

Sinopse- Numa Lisboa dos anos 40 do século passado, um contabilista trabalha no seu escritório. Por de trás da secretária, um grande quadro com o retrato antigo de uma mulher parece perturbar o homem.




Entrevista a Paulo Araújo



1 – Antes de explorarmos um pouco o projeto que vem apresentar ao MOTELx 2018, gostaria que me falasse um pouco sobre o seu percurso profissional até ao dia de hoje. Qual a sua formação? E o que fez antes de começar a trabalhar neste projeto?

Sou um autodidacta. Profissionalmente, sou designer gráfico, ilustrador e caricaturista. Sempre gostei muito de banda desenhada e de cinema. Não me considero propriamente um nerd, mas passo boa parte do meu tempo a ver filmes e making-offs. E foi esta paixão que me levou há dez anos a experimentar fazer uma curta-metragem, aproveitando o avanço tecnológico das câmaras digitais, que de repente se tornaram mais acessíveis para o utilizador comum.
Escrevi um guião, convidei uns amigos actores e começámos a filmar. É claro que depressa percebi que esta coisa de fazer filmes não iria ser nada fácil. De modo que o projecto andou sempre a emperrar, tendo estado inclusivamente parado durante muito tempo. Em 2017 lá consegui terminar o filme, que estreou em Julho deste ano no Festival de Cinema de Avanca. Pelo meio fiz mais duas curtas-metragens (‘Nico – A Revolta’, em 2013, e ‘O Tesouro’, em 2015), ambas seleccionadas para o MOTELX), pelo que, agora com ‘O Quadro’, posso dizer que já sou um veterano do festival!

2 – Quais são as suas principais influências cinematográficas?

Não é uma resposta fácil, na medida em que os meus gostos são muito eclécticos, o que acaba por transparecer nas curtas que já realizei, que são bastante díspares. Evidentemente que cineastas como Tarkovsky, Kubrick, Béla Tarr, Hitchcock, Tarantino, só para citar alguns, são essenciais para mim.

3 – Tem algum sonho/objetivo em particular que pretenda alcançar no mundo cinematográfico?

Sonho não direi, mas tenho o objectivo de, a médio prazo, envolver uma produtora no projecto de uma curta. Pelo que tenho que me esforçar para o conseguir.


4 – O que o levou a criar “O Quadro”? O projeto final ficou como imaginou? E já agora como o descreve?

Quando se completam 80 anos da morte de Georges Méliès e quando películas como ‘O Gabinete do Dr. Caligari’ ou ‘Nosferatu’ estão quase a fazer 100 anos (a primeira é de 1920, a segunda, de 1922), apeteceu-me fazer um pequeno filme inspirado nestes cineastas, pioneiros do cinema de terror, que tanto me fascinam e que, como sabemos, ainda hoje são extremamente influentes. ‘O Quadro’ é um filme a preto e branco, quase mudo (pelo menos não tem diálogos), com um estilo mais ‘à portuguesa’, já que a história se passa numa Lisboa dos anos 40 do século passado.
Se o projecto final ficou como imaginei? Nunca ficamos inteiramente satisfeitos com o resultado, mas acho que o filme anda perto do que pretendia.

5 – O que pode o espectador esperar e o que espera que ele sinta ao ver “O Quadro”? Tem alguma mensagem específica que lhe queira transmitir para o preparar para a visualização?

Não gosto de criar grandes espectativas, nem a mim, nem ao espectador. O que sinceramente espero e desejo é que as pessoas se divirtam a verem o filme.

6 – O que significa a presença da sua curta na Competição Oficial do MOTELx? E perante isto quais são as suas expectativas globais (quer no festival, quer posteriormente) para a mesma?

É uma grande honra e uma grande alegria ter um filme num festival tão importante como o MOTELX, ao lado de projectos com tanta qualidade.
Apesar de normalmente ter a cabeça a pairar no mundo da fantasia, os meus pés estão bem assentes no chão relativamente ao festival. Para lá disso, ainda não pensei muito, mas desejo obviamente que o filme tenha alguma visibilidade.

7 – E o que nos pode dizer sobre os seus projetos futuros? O seu futuro profissional passará por Portugal ou poderá haver uma aposta no estrangeiro?

Tenho o guião de uma nova curta-metragem (que não é de terror) em estado bem avançado e tenho também um projecto para um falso documentário. Um deles será o meu próximo filme. O meu futuro profissional passa seguramente por Portugal.

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