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segunda-feira, janeiro 21, 2019

Crítica - The Limehouse Golem (2017)

Realizado por Juan Carlos Medina
Com Bill Nighy, Olivia Cooke, Sam Reid

Infelizmente, “The Limehouse Golem” passou pelos cinemas portugueses e pelos cinemas globais sem atrair grande interesse por parte do público. E digo infelizmente, porque o valor deste thriller merecia um pouco mais carinho e atenção, já que estamos perante um bom produto cinematográfico que, felizmente, conseguiu cativar a atenção da imprensa internacional que o encheu de justos elogios. 
E as perguntas que se impõem é: de que se trata esta obra e o que o torna tão especial? Comecemos pela primeira parte! A sua história desenrola-se em Londres no ano de 1880. No perigoso distrito de Limehouse, uma série de assassínios abalam a comunidade. Devido à natureza monstruosa e aterradora destes crimes, os jornais começam a espalhar a noticia que eles são obra de uma criatura demoníaca do folclore local, a que chamam de Golem. Sem pistas concretas, o departamento da polícia atribui o caso ao experiente Inspector Kildare, sem saber que foi colocado na investigação para servir de "bode expiatório", para o caso de não conseguirem apanhar o culpado. Reseliente, Kildare vai seguir as poucas pistas que obtém e que o levam a meandros escuros e personagens de natureza duvidosa, como o celebrado ator Dan Leno; Uncle, o dono de um obscuro teatro e Elizabeth Cree, uma bela cantora acusada do assassinato do seu marido, John Cree. 
Feita a descrição do seu enredo, passemos então à segunda parte da questão. O que o torna tão especial? O seu argumento, para começar, pode não ser incrivelmente criativo ou inovador, mas apresenta uma evolução narrativa muito positiva e sempre atenta ao espírito do filme. A sua misteriosa trama passa por vários pontos de ebulição e consegue incutir com grande aproveitamento  vários sentimentos de suspense, terror, ação e até drama junto do espectador. A acompanhar um argumento muito positivo está uma componente técnica deslumbrante. A fotografia, a edição, a montagem, o guarda roupa e e os cenários em geral apresentam um nível de execução técnica muito apelativo, conseguindo assim transportar-nos na perfeição para o espírito negro da história e para o estilo clássico e sombrio de Londres do final do Século XIX!
É claro que não se poderia deixar de referir o seu portentoso elenco, onde a grande estrela é, sem dúvida, o experiente e intemporal Bill Nighy! Estamos habituados a vê-lo em filmes mais leves, mas é bom vê-lo também num registo bem mais sério e negro!

Classificação - 4 Estrelas em 5

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