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sexta-feira, maio 31, 2019

Crítica - Disobedience (2018)

Realizado por Sebastian Lelio
Com Alessandro Nivola, Rachel Weisz, Rachel McAdams

Pese embora tenha no seu currículo vários filmes interessantes, Sebastian Lelio desiludiu com a sua mais recente obra, “Disobedience”. E os temas que aqui se enquadram até poderiam propiciar o brilho de Lelio que, com a ajuda de um elenco estrelar liderado por Rachel McAdams e Rachel Weisz, poderia ter tido aqui um filme capaz de outros voos. Mas uma péssima edição e um igualmente péssimo argumento acabou por transformar um drama erótico com subterfúgios religiosos de grande qualidade e elevado potencial num filme mediano que vai desiludindo a cada minuto que passa.
Uma das poucas redenções do filme é Rachel Weisz que, uma vez mais, promove uma performance de enorme qualidade, assumindo deste vez a fotógrafa Ronit (Rachel Weisz), uma mulher problemática que regressa à sua cidade natal após anos de ausência para assistir ao funeral do seu pau, um respeitado rabino. O seu afastamento foi bastante abrupto e o seu reaparecimento é visto com alguma desconfiança na comunidade. Para esta sua estadia é acolhida por um amigo de infância (Alessandro Nivola) que, para sua surpresa, é casado a sua paixão de juventude, Esti (Rachel McAdams), com quem Ronit acaba por reacender a paixão. 





Ao lado de Weisz está também uma McAdams muito esforçada que, pese embora estar longe dos seus melhores dias, consegue ainda assim um desempenho muito interessante. Estas duas grandes atrizes mereciam um argumento mais intrigante e fulguroso com o qual pudessem brilhar ainda mais. Mas infelizmente os polémicos e riquíssimos temas que incluem, por exemplo, as peculiaridades do lado mais rigoroso da religião judaica e as suas tradições; os estigmas da sexualidade no seio dessa mesma religião;  as divergências entre pais e filhos; a descoberta e libertação da sexualidade ou problema matrimonias que envolvem divergências religiosas e sexuais mereciam, todos eles, um enredo que conseguisse ligá-los e aproximá-los melhor. E embora a base do enredo seja muito interessante, tudo o que se segue nunca corresponde às expectativas ou exigências.
Lelio poderia ter tido uma atitude mais instigadora e intrigante, porque uma melhor edição de imagem ou uma maior supervisão dos departamentos por sua parte poderia ter produzido um resultado mais interessante. É certo que “Disobedience” tem os seus momentos, tendo até uma cena erótica muito bem filmada e altamente tensa, mas o sumo narrativo que deveria ser surpreendentemente avassalador acaba por se revelar inegavelmente enfadonho. 

Classificação - 3 Estrelas em 5

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