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quarta-feira, julho 10, 2019

Crítica - Segunda Vida (2019)

Realizado por Hervé Mimran
Com Fabrice Luchini, Leila Bekhti

Ainda hoje, Christian Streiff é um dos empresários mais importantes de França, tendo liderado no passado empresas de renome como a PSA ou a Airbus. Atualmente faz parte dos Conselhos de Administração da Safran e do Banco Crédito Agrícola em França, mas o que poucos devem saber é que este poderoso empresário sofreu, no auge da sua carreira, um AVC que ameaçou condená-lo a um estado de dependência, mas graças a cuidados médicos de grande nível e muita perseverança pessoa, Streiff superou as péssimas probabilidades e continuou a singrar no mundo dos negócios. 
A sua história serviu de inspiração a Hervé Mimran para criar “Segunda Vida”, uma dramédia francesa que segue uma tendência cada vez mais presente e popular na 7ª Arte Francesa, ou seja, os “feel good movies” onde drama, mensagens inspiradoras e comédia juntam-se para formar um filme poderoso, competente e capaz de entreter todos os quadrantes da sociedade. Há anos que Hollywood aposta neste género de filmes, mas certo é que ninguém os sabe fazer tão bem como o Cinema Francês e prova disso são as dezenas de exemplos de sucesso que, nos últimos anos, têm sido lançados nas salas. O melhor exemplo é provavelmente “Amigos Improváveis”, também ele um “feel good movie” inspirado numa história real e que conseguiu amplo sucesso em todo o mundo, tendo até originado um mediano remake em Hollywood. 
Desde então, França já lançou outras obras de valor e o mais recente nesta lista é portanto “Segunda Vida”, onde o talentoso Fabrice Luchini, interpreta Alain, a representação de Streiff, um homem que leva uma vida complexa onde não há espaço para família nem para o lazer e a diversão. Um dia, um problema repentino de saúde causa-lhe algumas limitações. No hospital, é colocado aos cuidados de Jeanne, uma jovem terapeuta da fala que faz regressar Alain à infância, com a sua necessidade de reaprender a língua, mas também a paciência de forma a não perder o seu império. Sob esta premissa é construída uma história com temas abrangentes e completos que fazem justiça ao bom lema das dramédias francesas com nível acima da média. Um elenco competente e uma equipa técnica capaz ajudam também a elevar “Segunda Vida” que, assim, tornou-se em mais um projeto deste género a convencer e brilhar, cimentando o valor que o Cinema Francês tem, em particular, neste campo.

Classificação - 3 Estrelas em 5

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