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quinta-feira, outubro 31, 2019

Crítica - A Minha Vida com John F. Donovan (2019)

Realizado por Xavier Dolan
Com Kit Harington, Natalie Portman, Susan Sarandon, Kathy Bates 

Nos últimos anos, Xavier Dolan habitou-nos a fortes filmes dramáticos que promovem junto do espectador fortes exercícios existências com claras entoadas sexuais. O nome de Dolan, aliás, é sinonimo de um cinema jovem, artístico e promissor que por norma arrebata a critica e os maiores festivais de cinema.
Era portanto elevada a expectativa para ver o resultado da sua estreia em Hollywood e nos filmes em Inglês. Tal expectante estreia ficou a cargo de “A Minha Vida com John F. Donovan”/ “The Death and Life of John F. Donovan”, onde Dolan reuniu um elenco absolutamente estrelar composto por nomes tão fortes como Natalie Portman, Susan Sarandon, Kathy Bates ou Michael Gambon (e até poderia ter tido Jessica Chastain), sendo que os seus dois protagonistas são duas jovens caras de Hollywood já com um forte currículo a apoiar os seus respectivos estatutos de promessas: o jovem Jacob Tremblay que nos encantou no thriller “Room”, e Kit Harington, o famoso Jon Snow de “Game of Thrones”.





Um elenco que impõem respeito, um realizado com provas dadas e um grande talento para contar histórias e um argumento intrigante que parecia deambular para o campo das intrigas polémicas e proibidas pareciam ser, desde logo, os ingredientes necessários para um filme de qualidade que até pudesse chegar aos Óscares. Mas pese embora o seu enorme potencial, parece que “A Minha Vida com John F. Donovan” sucumbiu à pressão e ao poder das suas bases. Isto porque o resultado final é desapontante.
É de longe o pior filme do percurso de Dolan, mas tendo em conta o palmarés deste cineasta isto pouco diz da qualidade real desta obra. Não se pode dizer que seja um mau filme, mas sim um mau exercício por parte de um cineasta que é capaz de produzir bem mais com bem menos matéria do que aquela que tinha para transformar este drama num filme dourado. Fica no ar a ideia que Dolan deslumbrou-se com Hollywood e quis fazer mais do que aquilo que poderia e do que até tinha idealizado, pelo que não surpreende que o resultado seja um filme partido, desconexo e muitas vezes parco em genuíno sentimento.
As boas bases de uma premissa intrigante estão lá e são levadas às costas por um elenco de peso, mas faltou aquele toque de requinte ou aquele extra de qualidade no seu tratamento. No fundo penso até que faltou aquele elemento de conexão que promoveria aquele filme espectacular que nunca chegaremos a ver. 

Classificação - 2 Estrelas em 5

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