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terça-feira, novembro 19, 2019

Crítica - Alpha: The Right to Kill (2019)


Realizado por Brillante Mendoza
Com Angela Cortez Elijah Filamor Allen Dizon

Sinopse - Nos tempos da repressão do governo das Filipinas contra o tráfico de drogas ilegais, uma força policial liderada pela SWAT lança uma operação para prender Abel, um dos maiores traficantes de drogas em Manila. O detetive Espino colabora com Elijah, um pequeno traficante que se tornou informador da polícia e forneceu os dados importantes para a operação, que rapidamente se transforma num confronto violento e fortemente armado nas favelas de Manila entre a SWAT e o gangue de Abel.

Brillante Mendoza, um dos grandes nomes do Cinema Filipino, tem habituado os cinéfilos a obras profundas e espetaculares sobre os mais variados temas. Mas olhando para o seu percurso e conhecendo um pouco o cineasta sabemos que Mendoza, como tantos outros realizadores filipinos, cresceu com os clássicos filmes de ação asiáticos tão característicos entre os Anos 60 e 90! A sua paixão e influência por este género já se denotou em "Slingshot (Tirador)" em 2008 e, agora, é levada ao extremo com "Alpha: The Right to Kill", mais um exemplo do melhor que o Cinema Asiático ainda tem para oferecer no género da ação. Ao falar em filmes asiáticos mais recentes deste género temos obrigatoriamente que falar de "The Raid", afinal de contas é considerado um ex-libris do género e tem sido um novo percursor de uma nova vaga de filmes no ramo. E "Alpha: The Right to Kill" tem bastantes semelhanças com essa explosiva obra, já que também ela se enquadra num confronto entre a SWAT/ Forças Especiais e Forças Criminais.
Entre fortes doses de ação e tensão, com várias mensagens políticas e sociológicas referentes às Filipinas à mistura, "Alpha: The Right to Kill" representa mais um capítulo forte na boa história que a ação asiática nos tem proporcionado. O olhar acutilante de Brillante Mendoza confere-lhe outra dimensão, melhor dizendo, outro rasgo dramático e criativo que o torna num interessante híbrido entre um explosivo filme de ação, como "The Raid", e um thriller policial quase documental e com um maior parâmetro social, como por exemplo, o aclamado "Tropa de Elite". "Alpha: The Right to Kill"  é, por isso, um bom exemplo a não perder e embora esteja longe de ser perfeito ou até de ser um dos melhores projetos de Mendoza, tem, ainda assim, algo para oferecer e acrescentar num mundo da ação tão dominado por Hollywood.

Classificação - 3,5 Estrelas em 5

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