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terça-feira, dezembro 31, 2019

Crítica - 1917 (2019)

Realizado por Sam Mendes
Com George MacKay, Dean-Charles Chapman, Mark Strong, Andrew Scott

Após uma passagem de relevo e sucesso pela saga “007 – James Bond”, Sam Mendes traz-nos um cruel, mas sublime “1917”, um drama de guerra cuja trama nos transporta atá ao auge da Primeira Guerra Mundial, e nos faz seguir a jornada militar de dois jovens soldados britânicos, Schofield e Blake, que recebem uma missão aparentemente impossível. Numa corrida contra o tempo, têm de atravessar território inimigo e entregar uma mensagem que impedirá um ataque letal contra centenas de soldados e que poderá pender a balança da guerra para o lado alemão!
Realizado com mestria por Mendes, “1917” revela-se uma representação crua e dura da Primeira Guerra Mundial, representação esta que assume um nível técnico e dramático pouco visto até hoje no grande ecrã, pelo menos no que toca a este conflito. Se quisermos mesmo fazer comparações, podemos então dizer que o seu estilo aproxima-se ao de obras como “Dunkirk” ou “Saving Private Ryan”, ambas sobre a Segunda Guerra Mundial, mas tais comparações são injustas, porque para além de ter uma essência diferente e mais individualista, “1917” consegue ainda entrar num nível de profundidade ainda mais chocante e frio.




A descrição visual e narrativa que nos é feita do Grande Conflito é simplesmente magistral e resulta de uma complexa edição, montagem e coordenação que demonstra um grande nível técnico por parte de Mendes e da sua Equipa. O que ainda mais mérito lhes confere é que este poderoso retrato é conseguido sem recurso a vastas sequências carregadas por efeitos especiais ou então sequências explicitamente gráficas, muito pelo contrário. Em conjunto o filme parece até resultar de uma simplicidade gráfica incrível, mas o que é certo é que existe muito trabalho e muito detalhe por detrás deste produto magnânimo que, como um todo, revela-se altamente estimulante, quer no sentido estético, quer numa perspectiva mais emocional.
Mas é mesmo na perspectiva técnica e visual que “1917” nos atinge com uma maior precisão. Sim, o seu enredo está muito bem montado e, pese embora possa parecer primário numa primeira análise, acaba por se revelar eficaz e direto! Mas “1917” entusiasma-nos, acima de tudo, pela forma como conta essa história e retrata (sem grandes diálogos) os sentimentos que ela tem para transmitir. E não quero aqui apenas glorificar a poderosa representação da crueldade ou da tensão vividas nas trincheiras da Primeira Grande Guerra, mas também todo o espírito bélico e violento que a obra pretende ressalvar!
Embora não seja um produto tão mediático como “The Irishman”, “Marriage Story”, “Joker” ou “Once Upon a Time in Hollywood”, “1917” é, sem dúvida, fascinante e um produto que merece, sem sombra de dúvidas, estar entre as obras mais interessantes de 2019!


Classificação - 4,5 Estrelas em 5 

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